Mostrando postagens com marcador Rock Progressivo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock Progressivo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ozone Quartet - Cloud Nineology [2005]



Este disco foi um pedido do Fusion Brasil, um blog que tenho freqüentado bastante ultimamente e que recomendo aos apreciadores de fusion e também aos fãs de Frank Zappa, pois volta e meia ele posta uns trabalhos do mestre e também de artistas relacionados a ele. O Ozone Quartet é uma banda americana que faz uma fusão entre rock, jazz e progressivo. É um quarteto formado pelo guitarrista Jeremy Shaw, a violinista Hollis Brown, o baterista Fran Dyer e Wayne Leechford tocando chapman stick. Essa combinação do violino com stick dá ao grupo uma sonoridade toda especial lembrando grupos como King Crimson, Mahavishnu, Liquid Tension Experiment, Dixie Dregs e até alguma coisa de Jean Luc Ponty, mas de forma sutil, pois o Ozone Quartet tem sua própria identidade sonora, que ora pesa para o jazz rock e em outros momentos está mais para o rock progressivo. A banda existe desde 1992, mas na época se chamava Cloud Nine, com a entrada do baterista Francis Dyer, em 1995, passaram a se denominar Ozone Quartet e gravaram o primeiro álbum, chamado Fresh Blood, em 1997. De lá para cá lançaram apenas mais três disco, dois de estúdio e um ao vivo, todos muito bons. Cloud Nineology é o trabalho mais recente e espero que não seja o último, porque até o momento não gravaram mais nada e estão com a agenda parada, mas torço para que voltem logo às atividades, pois tenho muito apreço pela banda.




Ozone Quartet - Cloud Nineology

After three demo recordings and many live shows, Ozone Quartet gained recognition as a band that was paving new ground and reintroducing the best influences in rock-fusion. Ozone Quartet's first CD, Fresh Blood, drew the attention and support of progressive rock and jazz-fusion music aficionados from around the world. The band's other releases include Nocturne, Live at Local 506, and Cloud Nineology. Ozone Quartet's CD releases have received critical acclaim and international radio airplay. Ozone Quartet's sound has been compared by critics and fans to progressive rock-fusion pioneers like King Crimson, Dixie Dregs, and Mahavishnu Orchestra.
From: Ozonequartet.com


[*]

segunda-feira, 24 de março de 2008

DAVID CROSS


Quase esquecido por aqui, ele foi uma peça fundamental dentro do King Crimson, aonde deixou a sua marca. Um músico virtuoso que sempre viajou pelas trilhas do rock progressivo com flertes no jazz e que, com o passar dos anos, continua cada vez melhor.





Embora Robert Fripp seja o líder e aquele que mais dá personalidade à sonoridade do King Crimson, sempre deixou espaço para que outros músicos dessem suas respectivas contribuições na formação dessa sonoridade, ao ponto de, mesmo depois da saída de um determinado músico, aquela contribuição ainda se mantivesse e a ela fosse agregada uma nova influência, vinda de um outro integrante e assim por diante, numa verdadeira somatória de influências e estilos. Bill Bruford, Mel Collins, Michael Giles, John Wetton, Adrian Belew e Tony Levin são os nomes mais lembrados quando nos referimos a esses músicos. Mas tem um sujeito que poucos se recordam, porém que teve uma participação importante nessa história. Estou falando do violinista britânico David Cross. Lembram dele? Não! Pois é, poucos se lembram. Além do violino, ele ainda toca teclados, incluindo o famoso mellotron que tanto caracterizou não só a sonoridade do grupo, mas também o próprio rock progressivo nos anos 70. Cross esteve no Crimson entre 1972 e 1974, participando das gravações dos últimos discos da primeira fase da banda: Larks' Tongues in Aspic (1973), Starless and Bible Black (1974), USA (1975) e Red (1974), esse último, uma obra-prima e o meu favorito. Detalhe: embora Cross participasse das gravações do disco, na capa apareceram apenas Wetton, Bruford e Fripp. Vai ver que ele faltou na sessão das fotos!

David Cross nasceu em Plymouth, na Inglaterra, no dia 23 de Abril de 1948. Foi introduzido no mundo da música por influência do pai que tocava piano e lhe deu o seu primeiro violino quando ele tinha 9 anos de idade. Nos tempos de escola, se interessava também, por arte dramática, era líder da orquestra do colégio, capitão do time de rugbi e tocava numa banda de folk-rock. Após completar seus estudos em 1970, andou por aí trabalhando como músico e compositor, tocando em grupos de rock e folk music até entrar para o King Crinson em 1972. Com o final da banda em 74, ele se juntou ao tecladista francês Cyrille Verdeaux, no Clearlight, participando da gravação do segundo disco do grupo, chamado Forever Blowing Bubbles (1975), considerado um clássico do gênero na opinião dos especialistas em rock progressivo e que está entre os trabalhos aqui dispostos. Logo depois ele formou o desconhecido Ascend, grupo que fazia um rock de improvisações, mas que não chegou a gravar um disco. Segundo Cross, deve existir em algum lugar um vídeo piloto de um programa da Thames TV apresentando a banda.

Ao final dos anos 70 e boa parte dos 80, David Cross andou bastante ocupado desempenhando funções diversas. Além de trabalhar como músico e compositor, ele atuou como produtor, diretor musical e ator (não o confunda com o cômico homônimo americano), envolvido com trabalhos no teatro, televisão, workshops e concertos por toda a Inglaterra e em alguns paises da Europa também. Foi um período de flerte com o jazz em que ele aproveitou para aprimorar seus estudos de violino, procurando ampliar suas habilidades de improviso. Próximo do final da década de 80, ele montou o They Came From Plymouth, que também não gravou nenhum disco e se apresentava nos pubs ingleses. Em princípio, era para ser uma banda de improvisações jazzísticas, mas acabou virando um grupo de rock. Nesse período, ele participou de três importantes projetos musicais, onde o primeiro deles foi o Radius, uma parceria com o tecladista Geoff Serle que resultou num som progressivo (estilo eletrônica/ambiente/groove) registrado no álbum Sightseeing (1988). O Radius, embora não fosse uma banda fixa, voltou a se reunir no futuro gravando uma série de outros discos. Cross ainda fez parte do Low Flying Aircraft, que lançou um álbum homônimo em 1988, mas depois, infelizmente não produziu mais nada. O som era bem legal, até mais interessante do que o do Radius, numa levada igualmente de rock progressivo, mas com elementos de jazzísticos, em estilo Canterbury Scene. O grupo contava com o tecladista Keith Tippett (King Crimson, Mujician), Jim Juhn tocando baixo e guitarra, e Dan Maurer na bateria. Finalmente em 1989, David Cross lançou seu primeiro disco solo, Memos From Purgatory (1989), trilha de um projeto artístico envolvendo dança, música, áudio-visual e luzes, cuja apresentação aconteceu no *Half Moon Theatre, de Londres. Por serem da mesma época fiquei meio dividido entre postar o Memos From Purgatory ou o Low Flying Aircraft, no entanto, como bom fã do Crimson, acabei optando pelo segundo por reunir Keith Tippett e David Cross.



Na década seguinte, o violinista oficializou a David Cross Band, com a tecladista Shiela Maloney (ela também fez parte do Radius) e o baterista Dan Maurer (Low Flying Aircraft) que já haviam participado do Memos From Purgatory. Na verdade, a única novidade no grupo era o cantor e baixista John Dillon. Com essa formação gravaram dois discos importantes: Testing to Destruction (1994) e Exiles (1998). Álbuns cuja sonoridade lembra bastante o King Crimson, em especial o Exiles (afinal era o nome de uma música do Crimson) que contou com a participação de Robert Fripp, Peter Hammill, John Wetton e Peter Sinfield, por isso mesmo, está entre os trabalhos disponibilizados aqui. Foi em 1999 que Cross fundou o seu próprio selo, a Noisy Records, fazendo o primeiro lançamento no ano seguinte, o álbum Civilizations, marcando o retorno do Radius, que não gravava desde 1994. O selo se destina aos seus próprios trabalhos, mas ele não descarta lançar outros músicos no futuro. Numa formação totalmente diferente, a David Cross Band voltaria à cena em 2005 com a gravação de Closer Than Skin, segundo lançamento da Noisy Records e um trabalho muito bom, também, disponível aqui. Nessa época, ele andou fazendo umas apresentações no Japão que acabaram rendendo algumas parcerias com músicos orientais. Uma delas com a cantora e pianista japonesa Naomi Maki, registrada no álbum Unbounded, lançado pela Noisy em 2006. A outra foi com o guitarrista Haruhiko Tsuda (ex Shingetsu – lendária banda do rock progressivo japonês), cujo registro ainda não foi lançado em disco, mas deve sair em breve.

David Cross continua mais ativo do que nunca em suas múltiplas funções de músico, compositor, produtor, diretor musical, dono de gravadora... Não bastasse tudo isso, atualmente, ele ainda é professor de Educação Musical na London Metropolitan University. Quando não está compondo, dirigindo, produzindo, lecionando ou gravando, o cara aproveita para girar o mundo fazendo algumas apresentações em parcerias como as citadas acima, ou com a David Cross Band. Em janeiro deste ano, ele esteve na Grécia se apresentando ao lado de Hugh Hopper, baixista da Soft Machine (um dos grupos mais importantes da Canterbury Scene). Agora, aqui no Brasil, até aonde eu sei, ele ainda não mostrou a cara. Mas quem sabe... Enquanto há vida há esperança!

*Half Moon Theatre além de ser um teatro, também é uma companhia, não sei até que ponto o grupo esteve envolvido na apresentação de Memos From Purgatory, mas tudo indica que fez parte do projeto.

Obs.: Na discografia que está no
All Music Guide você vai encontrar o álbum Back to Broke, lançado em 1996 pelo selo Endurance. Esse disco não tem nada a ver com o David Cross violinista inglês, trata-se do trabalho de um músico homônimo norte-americano, guitarrista, cantor, compositor e líder do grupo Crossection, que por sinal não é nada ruim, mas faz um som jazzístico com uma pegada blues, bem diferente do seu xará britânico.

Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
David Cross web site.
Elephant Talk (entrevista de David Cross para a Music Box – um jornal musical Russo).
All Music Guide.
Rateyourmusic.com.
MySpace.com.



DAVID CROSS




Early days:
1949-1960 Father was a church and cinema organist and played piano in dance bands. David started learning violin at the age of nine. First violin bought from a junk shop for £1.00. Played right back for school football team.

Education:
1960-1967 Secondary school: A levels in Latin, Greek and Ancient History. Rugby player (Captain and Scrum-half). Started improvising.
1967-1970 Certificate of Education specialising in Music and Drama. Leader of College Orchestra. Formed folk rock band.
1993-1995 M.A. in Performing Arts (interdisciplinary performances, papers on structure in post-modern art music, the hermeneutics of rock journalism).

Career:
1970-1972 Musician, Composer. Concerts with folk and rock groups throughout UK, recording sessions etc.
1972-1974 Musician, Composer, Producer. Member of King Crimson rock group; tours of UK, Europe, USA & Canada. Recorded 5 albums for EG Records. Recorded Clearlight Orchestra album for Virgin Records. TV & radio broadcasts.
1975-1977 Musician, Composer, Producer, Musical Director, Actor. Formed ASCEND rock improvisation group; concerts UK and Nancy Jazz Festival. Theatre work at: Royal Court Theatre, Royal Court Upstairs, Bush Theatre, Wyndhams Theatre, Arts Meeting Place.
1977-1978 Musician, Composer, Producer, Musical Director, Actor. Freelance in Dublin, sessions, concerts, formed 12 piece band. Abbey Theatre Dublin. Players Theatre Dublin, Trinity College Dublin, Project Arts Centre Dublin. Initiated Improvisation Workshops at Project Arts Centre - featured on RTE Television.
1978-1979 Musician, Composer, Producer, Musical
Director, Actor. Director (Music Theatre) Tour of Holland with theatre & music. BBC, Music Box, ICA Theatre, Bristol Old Vic Theatre Company, Productions at Theatre Royal Bristol, Festival Theatre Buxton, Assembly Rooms Edinburgh. Arnolfini Arts Centre Bristol. Theatre Centre (TIE touring, inner city areas in London, Manchester, Liverpool).
1980-1989 Musician, Composer, Producer, Musical Director, Director (Music Theatre). Audio-visual and video presentations. Performing in jazz groups and with own rock band; concerts in UK, Le Mans Jazz Festival, broadcasts on RADIO 3 and in France. Leicester Haymarket Theatre (12th Night). Recorded 2 albums for United Dairies Records. Recorded 2 albums for Dossier Records. Recorded 2 albums for Red Hot Records. Sessions on various recordings. Directed staging of Memos From Purgatory at the Half Moon Theatre and other venues using dancers, musicians, lights, slides etc. Formed Beckett Music: Performances at Riverside Studios and other Arts Centres. Dance Company 7 ,(Afro-Carribean Dance) at Royal Festival Hall, Queen Elizabeth Hall, Purcell Room & other venues.
1990-1999 People Moving Dance Company at The Place, Chat's Palace etc. Concerts in Germany, Belgium, & UK. The Essential King Crimson - Frame By Frame boxset ,released by Virgin Records. 3rd album for Red Hot Records, David Cross - The Big Picture released Europe and Japan October 1992. The Great Deceiver - King Crimson released by Virgin Records November 1992. 4th album for Red Hot Records, David Cross - Testing To Destruction released Europe and Japan October 1994. Featured on German television. Formed creative partnership
with Dean Allen as the god brothers, co-writing, directing,and acting in That World (a play with music) performed at Interchange Studios October 1995. Featured on System Collusion (Geoff Serle - Severe Test) (1995). Devised Dance/Music piece, The Walking Self with Verity Blackman performed at Chisenhale Dance Space March 1996. Featured on Dean Carter album Psychomuzack (1997). King Crimson - The Night Watch released worldwide (1998). Featured on album by Joe Hisaishi(Lost Paradise).David Cross - Exiles album released in Europe, USA and Japan featuring performances by Robert Fripp, Peter Hammill, John Wetton and a collaboration with Peter Sinfield. Formed Noisy Records (1999). Discipline Records release The Beat Club Bremen (1972) as a mono collectors' CD (1999).
2000-2005 Radius album Civilizations released on Noisy Records (2000). Interdisciplinary performances created with Verity Blackman (dance) and Maurizio Pio Rocchi (painter). Senior Lecturer in Music Education at London Metropolitan University (2001). Collaboration with Mick Paul and Richard Palmer-James to write David Cross Band album Closer than skin (released 2005). Developed solo violin performances during 2004-2005. Concerts in London, Tokyo, Osaka and Athens. Recorded Unbounded with Japanese singer pianist Naomi Maki. Collaborations with Haruhiko Tsuda (featured on the forthcoming album Navigator), Korekyojin and Shuichi Chino in Japan and Chris Stassinopoulos in Greece.

From -> Official site of David Cross




King Crimson - Atlanta 1973 Real Stereo




Clearlight - Forever Blowing Bubbles [1975]
or
Clearlight - Forever Blowing Bubbles [1975]




Low Flying Aircraft - Low Flying Aircraft [1988]




David Cross - Exiles [1998]




David Cross - Closer Than Skin [2005]


terça-feira, 23 de outubro de 2007

21st Century Schizoid Band - Pictures of a City - Live in New York [2006]






A 21st Century Schizoid Band foi formada em 2002 por ex-integrantes do King Crimson, a única exceção entre eles é o guitarrista inglês Jakko Jakszyk (ex Level 42). Casado com Amanda Giles, Jakko entrou para o grupo por convite do seu sogro, o baterista Michael Giles, cobrindo com muita competência a ausência do guitarrista Robert Fripp (líder do King Crimson), além de fazer muito bem os vocais que seriam de Greg Lake, Gordon Haskell e Boz Burrell. Os outros membros são: Mel Collins, (saxofone, piano e flauta), Ian McDonald (piano, teclados, flauta, saxofone e vocais) e o irmão de Michael, Peter Giles (baixo e vocais). O nome do grupo deriva da famosa "21st Century Schizoid Man", música do primeiro álbum do King Crimson, e o repertório deles consiste, basicamente, na interpretação de antigos clássicos do Crimson, músicas do tempo em que eles integravam a banda, ou seja, os cinco primeiros discos: In the Court of the Crimson King (1969), In the Wake of Poseidon (1970), Lizard (1970), Islands (1971) e Earthbound (1972). Em 2003, Michael deixa o grupo sendo substituído na bateria por Ian Wallace que infelizmente faleceu este ano, em 22 de fevereiro, vítima de câncer no esôfago. Ao todo, lançaram quatro discos, todos ao vivo. Pictures of a City foi o último lançamento e registra o melhor de dois shows realizados no dia 24 de abril, de 2004, no B.B. King's, em Nova York.
Fonte -> Wikipedia, the free encyclopedia







21st Century Schizoid Band - Pictures of a City - Live in New York
21st Century Schizoid Band is a King Crimson alumnus group formed in 2002. The name derives from the famous song "21st Century Schizoid Man" from the first King Crimson album, In the Court of the Crimson King. The initial band featured Mel Collins on saxophones, flute and keyboards, Michael Giles on drums, Peter Giles on bass, Ian McDonald on saxophones, flute and keyboards, and joined by 'new guy' (and Michael Giles' son-in-law) Jakko Jakszyk on guitar and vocals. The band has played live with sets concentrating on old King Crimson compositions and other works from the band members' back catalogues. They have released three albums, mostly of live work, but including some new compositions. Ian Wallace, another former Crimson member, replaced Mike Giles in 2003, just prior to the third album, although Wallace died in February 2007. The band has been inactive in 2007. They have had difficulty making touring financially sustainable and Jakszyk is considering leaving
From -> Wikipedia, the free encyclopedia


terça-feira, 2 de outubro de 2007

Genesis - Centre Sportif Montreal [1974]

-> repost with upgrade





Atendendo aos pedidos estou fazendo um repost deste Genesis - Centre Sportif Montreal. Só que é uma repostagem com upgrade, porque na ocasião anterior o show não estava completo. Na verdade, estava e não estava. Eu explico: daquela vez postei a apresentação completa do Genesis, mas eu ainda não tinha as entrevistas e nem o show de abertura do Peter Hammill, notório líder do Van der Graaf Generator. De quebra, ainda coloquei no pacote as outras capas que existem para este excelente, certamente um dos melhores, bootlegs do Genesis em sua fase e formação (Perte Gabriel, Steve Hackett, Tony Banks, Mike Rutherford e Phil Collins) áurea.





O show apresenta na íntegra o álbum "Selling England By The Pound" e essa gravação vem de uma transmissão da rádio de Montreal CHOM-FM (não confunda com a CHUM-FM de Toronto). Convidado por Peter Gabriel, Hammill fez a abertura no estilo unplugged acompanhado apenas do seu violão. A entrevista com Gabriel fez parte da transmissão e foi realizada via telefone. Bem aí está mais uma vez para quem pediu e para quem ainda não conhece: Genesis - Centre Sportif Montreal, um disco imperdível, em especial para os fãs do grupo e amantes do rock progressivo em geral.





Genesis - Centre Sportif Montreal

Apparently the live broadcast was sent by telephone from the hall to the radio station, so the original sound is slightly compressed. Nevertheless the broadcast spawned many bootlegs, the more recent CD versions having good sound - for example, "Live In Montreal" [Swingin' Pig Records TSP-CD 040-1/2 - 2CD]. A superior version is circulating on CDR whose provenance is a reel-to-reel tape recorded off air; it includes the Supper's Ready story which is absent from all previous bootlegs. Some listings claim this version stems from pre-FM reels but the cross line telephone conversation during Horizons indicates it must be recorded from broadcast. A definitive remastering of this version is now available as the fourth released of the FAde program This particular show is a good one to own, not just because it is the only complete professional recording of this set but also because it sports a finely honed performance. Genesis had been on the road with this material for seven months and had already delighted the Montreal crowd at an earlier visit in October 1973. Watch out especially for some great upbeat backing vocals from Phil - during Willow Farm for example.







An entire "Selling England By The Pound" set was broadcast live on the air by Montreal radio station CHOM-FM (not to be confused with Toronto's local station CHUM-FM). Genesis were supported that night by Peter Hammill though his songs, introduced by Peter Gabriel, were not broadcast. To round things off CHOM-FM also broadcast a 20 minute post-concert interview and phone-in with Gabriel.







Genesis - Centre Sportif Montreal 1
Genesis - Centre Sportif Montreal 2
Genesis - Centre Sportif Montreal 3

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Quatermass - Selftitled [1970]






Formado em 1969, na Inglaterra, o Quatermass era composto por Mick Underwood na bateria, Peter Robinson nos teclados e Johnny Gustafson no baixo e vocais, músicos de grande experiência que se não alcançaram o sucesso esperado juntos, sempre estiveram rodeados de nomes famosos e deixarem um grande legado para o rock and roll. A origem dos músicos remonta a bandas como Episode Six, do vocalista Ian Gillan (Deep Purple). Inclusive, foi o próprio Underwood quem recomendou Gillan para o guitarrista Ritchie Blackmore, já que tanto Nick Simper (baixo) como Rod Evans (vocal) haviam sido dispensados a pouco do Purple (que com a entrada de Gillan e Roger Glover teria sua mais clássica formação de todos os tempos). Além do Episode, Mick Underwood também tocou com Blackmore no The Outlaws, cujo beat rock chegou a fazer um relativo sucesso.
A idéia do Quatermass era fazer hard progressivo, usando influências de outros grandes power trios da época como Nice, Cream e Jimi Hendrix Experience, etc. Gravado pela Harvest, o disco abre com a faixa Entropy , uma instrumental breve que apenas serve de degustação para o que vem em seguida: Black Sheep of the Family, um clássico absoluto, que foi regravado com grande sucesso pelo Rainbow, em 1975, no álbum de estréia do Ritchie Blackmore's Rainbow. O incrível é que a versão original do Quartermass, mesmo sem guitarra, consegue preencher todos os espaços com ótimas linhas de baixo e teclados. O disco segue com Post War Saturday Echo uma longa balada blueseira típica da época, onde Gustafson esbanja categoria com vocal seguro e baixo de arrebentar. Outro grande clássico é Good Lord Knows com acompanhamento de violas, violonos e cellos. Já Up on the Ground é outra coisa, seguindo na linha hard, lembra algumas faixas do seminal In Rock, do Deep Purple. Gemini discorre sobre a inconstância de humor que existe num típico geminiano; Make Up in Your Mind mantém o excelente nível com um refrão ganchudo e que faria qualquer banda atual de hard rock tocar a revelia nas MTV da vida. A próxima é Laughin' Trackle, faixa instrumental numa linha mais jazzística, destacando um arranjo de cordas e um teclado bem interessante. Para fechar, retorna à coda de abertura, Entropy, desta vez com apenas 0m40s. Ainda como faixas bônus, temos a ótima One Blind Mice e Puting , esta última, um lado B do primeiro single do Quatermass.
Após o lançamento de seu álbum de estréia, o Quartermass recebeu diversas críticas positivas que, inclusive, levaram o trio a fazer uma turnê pelos Estados Unidos. Apesar da expectativa, a falta de investimento em publicidade e de uma boa assessoria, fez com que a banda não conseguisse o êxito esperado, levando o grupo ao final em abril de 1971. Após o encerramento, Gustafuson juntou-se com John Cann e Paul Hammond, ex-Atomic Rooster, e criou o Hard Stuff. Ele também foi membro do Roxy Music, tocando em álbuns essenciais como Strandled (1973), Country Life (1974) e Siren (1975), participando da vitoriosa turnê da banda em 1976, que rendeu o álbum Viva! Além de tocar com Kevin Ayers, do Soft Machine, Ian Hunter do Mott the Hoople, e Steve Hackett do Gênesis. Mais tarde acabou se firmando na Ian Gillan Band. Já Peter Robinson alcançou relativo conhecimento tocando com Phil Collins na banda de jazz rock Brand X. Sem dúvida, apesar da falta de reconhecimento, o Quatermass foi uma das grandes bandas dos anos 70 que vale a pena ouvir do começo ao fim e cuja obra ficou eternizada como algo de extremo bom gosto e qualidade.
-> Texto retirado do site Scream & Yell, de autoria de Wagner Xavier para a seção Rock Raro.





Quatermass – Selftitled

Quatermass is an album by British progressive rock band, Quatermass, first released in May 1970. It has been described as "a keyboard dominated chunk of heavy progressive rock... a popular part of the eccentric Harvest label."[1] Based around organ, bass and drums, Quatermass is a quintessential British prog rock album, destined to remain a cult classic and also one of the first albums in the vein of progressive metal.[2] Overall, the album is well-rounded, technically competent and complex, yet retaining a distinctive swing time rhythm as would be expected from a trio that were at their core a strong rhythm section. Throughout, the album flows easily from mid-tempo rock to avant-garde instrumental to bluesy soundscapes. The álbum open with "Entropy" is a very quiet keyboard-based melody, vaguely cyclic in nature. On vinyl editions of the album it is so quiet it almost gets lost in the groove noise, even on near-mint copies, but on digitally remastered CD copies the track is much clearer and reveals a deep organ-pedal bass underpinning the melody. "Black Sheep Of The Family" is the album's first full length piece, beginning with a series of crashing chords, interspersed with powerful drum breaks. The backing tracks are a layered mix of organ and piano, arranged to make a guitar unnecessary. "Post War Saturday Echo" is a slow electric blues number with delayed and double-tracked vocals in stereo, which combine with the multi-layered keyboard tracks to lend an "otherwordly" quality to the piece. The balladic "Good Lord Knows" is performed as a prayer by John Gustafson, backed by harpsichord and strings. The string arrangements were by Peter Robinson. The next track switches the tempo, "Up On The Ground" being a powerful hard rock song with virtuoso bass riffing and rock organ solos. With "Gemini" Peter Robinson again arranges piano and organ to form a texture which leaves no requirement for a guitarist. "Make Up Your Mind" is an example of stop-time instrumental, and also features explorative keyboard riffs in odd time signatures punctuated by drum and bass licks. "Laughing Tackle" is an extended, often exploratory piece, which commences with a pulsating, bounding bass guitar pattern and cymbal work, double tracking by Robinson on electric piano and organ, and a slow-building organ solo culminating in a descending chord break signalling the start of a Mick Underwood drum solo highlighted by extensive rolling. The original vinyl release then closed with the repeat of the intro, "Entropy (Reprise)." Of the bonus tracks which feature on subsequent reissues, "One Blind Mice" is the best known, having been released also as a single, and demonstrates a heavy rock influence and descending chord progression. The organ solo releases into a phasing wash which carries through to the final verse and chorus. "Punting" has solid bass and drum lines textured with exploratory musings by Peter Robinson using the ring-modulator.
-> Text from Wikipedia.





Quatermass - Selftitled

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

King Crimson - Celebration of the Lizard [1994]




Este disco do King Crimson eu encontrei no blog Shapeless Fish Tribune, que sempre posta muitos bootlegs do KC, mas não é muito criterioso quanto à qualidade das gravações. No entanto, se você é fã da banda vale a pena uma vista, pois tem muita coisa bem gravada no meio. Celebration of the Lizard é uma delas, a gravação está ótima e a seleção tão perfeita que poderia ser até um CD da série King Crimson Collectors Club. Trata-se de um show realizado durante a turnê americana de 1972 no Orpheum Theater, em Boston, no dia 27 de fevereiro. Este giro pelos EUA foi uma espécie de despedida daquela formação integrada por: Robert Fripp (guitarra e teclados), Ian Wallace (bateria), Mel Collins (saxofone e flauta) e Boz Burrell (baixo e voz). Eles se reuniram logo após o lançamento do terceiro álbum do grupo, Lizard, em 1970. Aconteceu mais ou menos assim: nem bem o disco foi para as lojas, o baterista Andy McCullouch e o baixista Gordon Haskell deixaram a banda e Fripp ficou também sem vocalista, já que era Haskell quem cantava. Ele então promoveu algumas audições para encontrar substitutos à altura, escolhendo Ian Wallace para a bateria e Boz Burrell para os vocais. Aí aconteceu um fato curioso: após ter ouvido dezenas de baixistas, ele decidiu que era mais fácil ensinar Burrell a tocar baixo!! Resolvido o problema, foram para o estúdio e gravaram o disco Island, que saiu em dezembro de 71, e no princípio Peter Sinfield, que fazia as letras, ainda estava com eles, mas logo após o lançamento de Island, Robert Fripp despediu Sinfield da banda, alegando que estava achando as letras complexas demais, na verdade os dois não vinham se entendendo a algum tempo neste sentido e a fraca vendagem dos dois últimos álbuns deve ter contribuído bastante nesta decisão.
A saída de Sinfield causou certo mal estar entre eles, mesmo porque aquilo já não era exatamente o que se podia chamar de família feliz e ficou resolvido que a formação iria se dissipar, mas antes eles fariam uma série de shows nos EUA. Próximo ao final dessa turnê, entre fevereiro e abril de 72, Ian Wallace comprou um gravador Ampex estéreo e o grupo resolveu plugá-lo na mesa de som durante os últimos shows. No final, Fripp pegou essas fitas e acabou editando um disco ao vivo batizado com o nome de Earthbound, lançado na Inglaterra em junho daquele ano. O distribuidor americano do Crimson, a Atlantic, achou que a qualidade das gravações não era boa o bastante e não lançou o disco nos EUA, mas voltou atrás e acabou lançando em 1975. Após deixarem o KC, Collins, Wallace e Burrell formaram uma banda chamada Snape, junto com o “blueseiro” britânico Alexis Korner, que durou aproximadamente um ano, quando Burrell saiu para formar o Bad Company, onde juntou uma boa grana, se aposentou e foi morar na Espanha onde faleceu em 21 de setembro de 2006. Ian Wallace tocou com uma infinidade de músicos do primeiro escalão como Bob Dylan and Crosby, Stills and Nash, Steve Marriott, Alvin Lee, Ron Wood, Jon Anderson, Stevie Nicks, The Traveling Wilburys, Joe Walsh e Larry Coryell. Morreu este ano no dia 22 de fevereiro em Los Angeles. Mel Collins, com o fim do Snape, tocou com Humble Pie e depois com um monte de feras como Phil Manzanera, Bryan Ferry, Eric Clapton , Camel, The Rolling Stones, Anthony Phillips, Caravan, Dire Straits, Roger Waters…Continua vivo e soprando por aí, a última notícia sobre ele é que formou uma banda só com ex-membros do King Crimson chamada 21st Century Schizoid Band que foi o último grupo onde Wallace tocou.
Talvez a qualidade dos tapes de Earthbound não fosse boa para um disco oficial, mas para um bootleg é mais que perfeita e foi justamente daí que saíram as músicas do Celebration of the Lizard, logo elas são outtakes do Earthbound, na verdade eu achei essa seleção até melhor que a oficial. Celebration of the Lizard também foi lançado com os nomes de Formentera Memories e de Colours Out of Time. Apesar de ser um bom disco, publicado com três nomes diferentes, lamentavelmente não consegui encontrar a capa original de nenhum, a que foi postada no Shapeless, é até bacana, mas está com péssima resolução e também não é a original. Para não dizer que não encontrei, achei três minúsculas (estão anexadas no arquivo), menores que uma caixa de fósforo, então me dei ao trabalho de confeccionar eu mesmo uma capa descente para este disco. Fiquei muito satisfeito com o resultado e espero que agrade a vocês também.
Fontes -> Wikipédia - Progressive Ears





King Crimson - Celebration of the Lizard

By Progressive Ears
The tracks of this King Crimson bootleg are outtakes from the Earthbound album (1972). In the opening months of 1972, Peter Sinfield was fired by Robert Fripp, the remaining members of King Crimson, IanWallace, Mel Collins, Boz Burrell, and Fripp, were not exactly congealing into what one would describe as a happy family. Yet, as reports of inner dissent came out in the press, the band was booked for one more American tour. As Fripp was later to write, the "Earthbound" tour "was conducted in the knowledge that the group would disband afterwards." While in America on KC II's final tour (February-April 1972), drummer Ian Wallace bought a portable Ampex stereo cassette deck which the group plugged into the mixing board during live performances. Many performances were taped this way, and Fripp subsequently took the cassettes home and edited them down to a live album, Earthbound, released in England on June 9, 1972. Celebration of the Lizard is an unusual cultural document, the sole unofficially released record of KC live, music somehow emerging from the wreckage of a dream.
Live at the Orpheum Theater, Boston, USA 1972 03 27. Others names for this Bootleg: Formentera Memories and Colours Out of Time.





King Crimson - Celebration of the Lizard 1
King Crimson - Celebration of the Lizard 2

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Gentle Giant - Capitol Studios [1975]

O Giant gravou as músicas deste disco em sets ao vivo no Capitol Studios, em fevereiro de 1975. Em março, uma versão editada destes takes acabou fazendo parte do “Gentle Giant Special” da KMET Radio de Los Angeles. A transmissão foi altamente pirateada sobre títulos diversos, como Playing the Foole, Amongst the Darkers, Santa Mônica Freeway e este Capital Studios que, por serem de uma gravação de FM, garantem alguma qualidade a mais do que a maioria dos bootlegs da época, gravados da platéia com gravador de bolso.



A fina sintonia entre os músicos neste período não passa despercebida, aliás, foi nesse mesmo ano que eles lançaram o álbum Free Hand um dos mais criativos e complexos trabalhos da história do rock progressivo. Considerado o último grande disco do Giant, crista de uma onda musical que ascendeu no disco Gentle Giant em 1970, passando por Acquiring the Taste (71), Octopus (72), Three Friends (73), In a Glass House (73), e The Power and the Glory (74). Ou seja, o ápice de uma série de obras primas. Portanto, Capitol Studios é o registro de um momento inspiradíssimo que se revela nesta gravação como um tempero ainda mais saboroso do que encontraríamos em Playing the Fool - The Official Live lançado dois anos depois.



Gentle Giant - Capitol Studios
Wehile in southern California on this date, the band slipped into Capitol Studios to record a number of songs currently in their live set. sometime in March, an edited version of this studio recording was broadcast as part of a longer “Gentle Giant Special” on Los Angeles’ KMET Radio. this broadcast has been heavily bootlegged under various titles, including the erroneously named SANTA MONICA FREEWAY. the band did play a gig in Santa Monica later this same evening, but this recording is not of that gig.

The ABC Wide World In Concert TV program, filmed Oct. 10, 1974, was broadcast. Excerpts from Octopus was shown, though more was performed and filmed. Also appearing on the program were the Climax Blues Band, the Isley Brothers and the Souther-Hillman-Furay Band. The show was also simulcast on FM radio, possibly KMET in Los Angeles. Additionally, it seems some of this material was later broadcast on the BBC In Concert radio program, but when that was is not known.
-->by unknow autor






Gentle Giant - Capitol Studios

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Pink Floyd - Alternate Masters [1966 - 1968]

Tem toda a pinta de um disco official, mas não se engane, é um bootleg. Daqueles muito bem gravado e editado, trazendo uma boa amostra do começo de carreira do Pink Floyd, quando ainda eram liderados por Syd Barrett. Ou seja, disco obrigatório para qualquer “flodyano” que se preze. São 17 músicas gravadas no período entre 1966-68 começando com as inéditas Lucy Leave e I'm a King Bee, que segunda reza a lenda fazem parte da primeira sessão de gravação do Floyd. I’m a King Bee, de autoria de James Moore, também foi gravada pelos Rolling Stones em seu primeiro disco (1964). Este álbum conta ainda com alguns clássicos como Arnold Layne, Interstellar Overdrive (em duas verções), See Emily Play, Julia Dream e outras inéditas, como Scream Thy Last Scream e Vegetable Man. Enfim um disco altamente recomendável, recheado de lados B, outtakes outras raridades!






Pink Floyd - Alternate Masters

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Genesis - Centre Sportif Montreal [1974]

Eu estava com vontade de postar um progressivo e havia pensado no Pink Floyd, foi então que me toquei que já tem muito deles por aí, até mesmo bootlegs, então me lembrei deste Genesis. Ele é especial porque é um bootleg de áudio cristalino, o que não é muito comum e, também, porque é de 1974, época da turnê do Selling England by the Pound (1973), com o Gênesis em sua formação clássica: Perte Gabriel, Steve Hackett, Tony Banks, Mike Rutherford e Phil Collins. Ou seja, no melhor momento da banda. Este show aconteceu no University Sports Arena de Quebec, no Canadá, e foi gravado em 21 de Abril, o dia da inconfidência mineira (tá bom assim Miguelito?). Além disso, conta com a participação de Peter Hammill, do Van Der Graaf Generator. Então, fãs do rock progressivo, este disco foi especialmente postado para vocês. Pode ser apreciado sem moderação que não será prejudicial a sua saúde e nem tem contra indicações!


Genesis - Centre Sportif Montreal cd 1
Genesis - Centre Sportif Montreal cd 2