segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

WOODY ROCK RÉVEILLON 2009/10





UMA SELEÇÃO DAS MELHORES BANDAS E INTÉRPRETES SEGUNDO EU MESMO, APENAS UMA MÚSICA DE CADA, ALGUMAS ÓBVIAS E OUTRAS NEM TANTO. PARA DEIXAR ROLAR ATÉ O DIA CLAREAR!


Saudações galera!! Estamos terminando mais um ano, mais um que fica para o passado e sobrevivemos. Viva! É para se comemorar mesmo!! Nesta época, como de costume, pipoca nos blogs por aí aquela tradicional seleção musical de ano novo. Sempre me agradou a idéia, no entanto, nunca tomei a iniciativa de fazer uma minha. Mas este réveillon vai ser diferente e resolvi inventar uma trilha sonora para a ocasião. Quando pensei em o que colocar na fita, cheguei à conclusão de que seria apenas rock, pois é o som que mais combina com uma boa farra, porém, não fui tão radical e no meio de tudo há coisas que fogem do estilo como reggae, R&B e blues, sem destoar muito. Quanto aos intérpretes? Putz!! Foi um verdadeiro dilema, pensei em encher de Rolling Stones, com um pouco de Beatles, Led, Red Hot, um tanto de Stone Temple Pilot, outro de Stray Cats, mais isso, aquilo, aquele... Então tive a idéia de botar apenas uma música de cada, fazendo uma verdadeira salada rock. Foram cinco dias de seleção que resultaram num CD com 257 músicas em MP3 de 96kbps, fazendo mais de 16 horas de trilha sonora. Talvez alguns reclamem da baixa calibragem dos MP3, mas como a intenção era fazer música de fundo, 96kbps é mais que suficiente, pois é o equivalente à qualidade sonora de uma FM, além do mais, possibilitou a longa metragem da trilha que rodará de um dia para o outro sem repetir música e intérprete. Por falar nos músicos, foi uma tarefa muito difícil de selecionar e procurei colocar todos aqueles que foram marcantes num momento ou outro da minha vida, no fim acabei me esquecendo de alguns, como Elvis Presley, por exemplo, que só lembrei quando o zip já estava pronto, mas está quase todo mundo aí. Como minha senhora? Quer que eu diga todos os 257!! Bem... Velvet Underground, Dr. Feelgood, Beatles, Eric Clapton, Frank Zappa, Rolling Stones, Jimi Hendrix, The Yardbirds, Red Hot Chili Peppers, Grateful Dead, Black Crowes, Tom Petty & The Heartbreakers, Queens of the Stone Age, Small Faces, The Doobie Brothers, Alice In Chains, Led Zeppelin, Steppenwolf, The Strokes, Thin Lizzy, The Allman Brothers, Ramones, Ten Years After, Adrian Belew, The Ventures, Prince, T. Rex, The Vines, John Lennon, Chuck Berry, Be Bop Deluxe, The Smiths, Rory Gallagher, Black Oak Arkansas, Janis Joplin, Nazareth, The Animals, Audioslave, Slade, Juicy Lucy, The Traveling Wilburys, Mother Superior, Gov't Mule, Free, Rush, Soul Asylum, Stevie Ray Vaughan, Urban Dance Squad, The Knack, Grand Funk, Bob Seger, Foo Fighters, Black Sabbath, Canned Heat, Happy Mondays, Faith No More, Robin Trower, B-52's, Steve Miller, George Harrison, Jet, Blue Oyster Cult, Devo, Cream, The Blues Brothers, Rainbow, Budgie, Tom Waits, Van Halen, The Derek Trucks Band, Dick Dale and His Del-Tones, Jefferson Airplane, Alice Cooper, James Brown, The Stooges, Humble Pie, Ike & Tina Turner, The Stranglers, R.E.M., The Troggs, Lenny Kravitz, Uriah Heep, Cactus, Little Feat, Soundgarden, G. Love, Stevie Wonder, Supergrass, Suzi Quatro, The Doors, The Aggrolites, Breeders, Lynyrd Skynyrd, MC5, Pearl Jam, George Thorogood, Roadstar, Nirvana, New York Dolls, Sublime, Wishbone Ash, The Who, The Clash, The Beach Boys, U2, ZZ Top, The Dandy Warhols, Wilson Pickett's, The Kinks, Sex Pistols, Ry Cooder, Ben Harper... Ok, já deu para se ter uma idéia né?

Feliz ano novo galera!!





WOODY'S ROCK REVEILLON 2009/10



This is a selection of the best bands and interpreters of the rock in my modest opinion. Just one music of each band, some obvious and others not so much. There were five days of selection that resulted in a case with 257 musics in mp3 with 96kbps, during more than 16 hours of soundtrack. To let it roll all night long, until the sun rises!

Happy new year!!



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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PUB ROCK (Part 1)



Saudações povo da terra! Após um longo período de abstinência estou de volta à ativa. Para coroar o retorno vou postar algumas coisas de um estilo de rock que aprecio bastante: o Pub Rock. Que na velha Inglaterra é considerado como o precursor do punk rock britânico e, porque não dizer, no mundo, afinal ninguém usava o termo punk, até a coisa explodir com o Sex Pistols. Pois é, muita gente diz que o punk nasceu nos EUA através de grupos como Ramones e New York Dolls, de fato, não há como negar a importância desses grupos no processo, mas do outro lado do oceano também haviam precursores como The 101ers, Eddie and the Hot Rods e Dr. Feelgood.

Os motivos que justificam o nascimento do pub rock são exatamente os mesmos do punk rock: uma reação à cena musical da época, dominada por um rock de virtuosismos, em alguns casos até com elementos de música clássica (no caso do rock progressivo) e por bandas super produzidas. Para muitos, isso era inacessível e até um tanto quanto chato. Então foi uma retomada, algo tipo “voltando às raízes”, pregando uma música simples e de fácil assimilação, baseada em rock’n’roll, blues, rhythm and blues, country e até mesmo jazz, que poderia ser apreciada em pequenos pubs e clubes. Há duas grandes diferenças em relação ao punk: a primeira, é que não havia aquela preocupação com a contestação de valores, nem uma atitude agressiva, a coisa estava mais para o “just for fun”, ou seja: só por diversão. E a segunda, é que pub rock, não é um propriamente um estilo musical, mas a definição de um local onde essa música acontece, porque no final das contas Dr. Feelgood, Elvis Costello, Ace, Dave Edmunds, The Stranglers, Kilburn and the High Roads (Ian Dury), são, ou foram, considerados pub rock, mas musicalmente são bem diferentes entre si. O pub rock tem essa diretriz de simplicidade, sem determinar o tipo da sonoridade.



Isto posto, vamos ao que interessa: esta onda surgiu em meados dos anos 70, mais especificamente ao norte de Londres, numa cidade chamada Essex, na Canvey Island, em Southend on Sea. Terra natal do Dr. Feelgood, certamente o maior e mais emblemático grupo deste peculiar rótulo musical. O nome é uma gíria inglesa referente à heroína, também relacionado aos químicos (médicos) que preparam e/ou receitam a droga. Mas o Dr. Feelgood já foi tema de um post deste blog em 2007, e naquela ocasião não entrei em detalhes sobre a história dele, pois a saga já foi contada, e muito bem, pelo site Mofo, se alguém tiver interesse em conhecer a biografia do grupo é só acessar este link. No entanto, falar de pub rock ignorando Dr. Feelgood é o mesmo que ler a bíblia sem mencionar Jesus Cristo. Para não cometer esse disparate, vou focar o assunto em Wilko Jonhson, guitarrista da banda e um figuraça da minha mais alta consideração.


Dr. Feelgood - Singled Out [2001]

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PUB ROCK


Was a mid- to late-1970s musical movement, largely centred around North London and South East Essex, particularly Canvey Island and Southend on Sea. Pub rock was largely a reaction to much of the popular music of the era, which tended to be dominated by progressive rock and highly polished, supposedly over-produced American West Coast 'AOR' sounds. Many viewed such music as inaccessible and 'out of touch', while pub rock was very much about getting 'back to basics', tending to be based around live performances in small pubs and clubs, playing unpretentious music, from country rock to rhythm and blues-influenced hard rock. Pub rock was viewed by many as being an immediate precursor to the UK punk rock scene. Indeed, many pub rock acts such as the U.K. Subs and Eddie and the Hot Rods went on to find fame in the first wave of British punk, while groups such as The 101'ers featured Joe Strummer of The Clash, and Kilburn and the High Roads included Ian Dury amongst their members.

Pub rock is usually traced back to the "Tally Ho", a former jazz pub in Kentish Town, where Eggs over Easy started playing in May 1971, and were soon joined by Bees Make Honey, Brinsley Schwarz, Max Merritt and the Meteors, Ducks Deluxe and The Amber Squad. Most of the venues were in large Victorian pubs “north of Regents Park” where there were plenty of suitable pubs. One of the most notable venues was the Hope and Anchor pub on Islington's Upper Street, still a venue (right). Other important pub rock venues included the Pegasus Music Hall - a pub in spite of its name - on Green Lanes, the Dublin Castle in Camden Town, The Pied Bull at The Angel (also gone), Bull and Gate in Kentish Town, the Kensington near Olympia and the George Robey in Finsbury Park (now demolished).

Out of London, venues included the Dagenham Roundhouse, The Grand in Leigh on Sea and the Admiral Jellicoe on Canvey Island. Many of these pub venues, particularly the Hope and Anchor, became notable for hosting punk rock later. Besides the well-known venues, many other London pubs of the time would hire out the large meeting halls, music halls or ex-billiards rooms they often had available as do-it-yourself gigs for aspiring pub or punk rock musicians.
From: Wikipedia

Hope and Anchor Front Row Festival 1977

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WILKO JOHNSON




Johnson tinha um estilo bem particular: armado de uma Telecaster preta, da qual tirava uns riffs meio cortados, sempre vestindo preto, usando um corte de cabelo em forma de cuia e se movia no palco em movimentos espasmódicos. Sua performance gerou diversos imitadores, tornando-se uma das imagens clássicas do rock. Seu estilo de guitarra era bem simples, mas combinava as funções de solo, ritmo e riffs quase que ao mesmo tempo como o gaguejar de uma metralhadora, alterando as concepções do “guitar hero”. Ainda hoje ele mantém o mesmo estilo, a única diferença é a falta de cabelos, pois o cabra está “carequinha da silva”.

Nascido como John Wilkinson, em 12 de Julho de 1947, Wilko Johnson é natural do berço do pub rock: Canvey Island. Foi educado na Westcliff High School e tocou em diversos grupos locais até se mudar para a Universidade de Newcastle onde estudou Inglês. Retornando a Essex, se juntou a Charlie Pigboy Band, que acabou se tornado Dr. Feelgood em 1971. Apesar da citação que fiz acima, a adoção do nome não é uma alusão direta à heroína, foi inspirada no pianista e cantor de blues norte-americano Willie Perryman (aka Piano Red) que em 1962 gravou uma música de sua própria autoria chamada "Dr. Feel-Good", adotando o pseudônimo de "Dr Feelgood & The Interns". Essa canção se tornou cover para algumas bandas britânicas da época, inclusive Johnny Kidd & The Pirates (uma das influências de Johnson), que usou a música no lado B do single “Always and Ever” em 1964.

Foi no Dr. Feelgood que Wilko ficou famoso, vivendo seu melhor momento e se destacando, também, como compositor. Esse período durou sete anos, de 1971 a 1977, gerando os quatro primeiros álbuns do grupo: Down by the Jetty (1975), Malpractice (1975), Stupidity (1976) e Sneakin' Suspicion (1977). Criando clássicos como “She Does It Right”, “All Through the City”, “Back in the Night”, “Don't Let Your Daddy Know”, “Sneakin' Suspicion”, e outros tantos. O Dr. Feelgood continuou na estrada e mesmo depois da morte do vocalista Lee Brilleaux (em 1994), último membro da formação original, a banda seguiu em frente, o mais recente disco Repeat Prescription, saiu em 2006 contando com músicos que, provavelmente, eram crianças quando a banda apareceu, ou mesmo nem tinham nascido. Não é um disco ruim, mas não chega nem aos pés dos trabalhos lançados na época e Johnson, para muitos, o verdadeiro e único Dr. Feelgood.


Wilko Johnson & Lew Lewis-Band - Bottle Up And Go! [1983]

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Nunca descobri exatamente por que ele deixou o grupo, reza a lenda que a sua relação com Lee não ia nada bem e que a gota d’água foi uma discussão sobre uma canção que iria entrar no novo disco. Wilko se encheu de Lee e resolveu partir para outra. Mas se o Dr. Feelgood já não era o mesmo sem ele, a recíproca também foi verdadeira. Em 1977 Johnson já estava à frente de uma nova banda o Solid Senders, assinou com a Virgin Records no ano seguinte, lançando um LP homônimo e fazendo uma passagem marcante pelo Front Row Festival que acabou registrada em um disco duplo. Porém, o Solid Senders não decolou e um ano depois ele se juntou ao The Blockheads, de Ian Dury onde permaneceu até 1980. Como eu nunca curti muito esse tal de Ian Dury (nem dury, nem moly), achei que não foi bom negócio, mas foi lá que ele conheceu o baixista Norman Watt-Roy que depois se tornou um colaborador regular na Wilko Johnson Band. Em 1981 ele lançou seu segundo trabalho solo Ice on the Motorway e dois anos depois o EP "Bottle Up and Go!" com Lew Lewis (ex-Eddie & The Hot Rods), na década de 80 ainda rolaram mais alguns LPs, lançados em escala menor e por pequenos selos europeus: Pull the Cover (1984), Watch Out! (1985), Call It What You Want (1987), Barbed Wire Blues (1988) e o EP Back In The Day (1988) em parceria com Steve Hooker.

Dos anos noventa até os dias de hoje, o guitarrista continuou na ativa, mas longe da mídia e do mainstream, as gravações se tornaram mais esporádicas e quando aconteciam muitas vezes traziam releituras de velhos clássicos ou eram de apresentações ao vivo. Em 1992 ele participou do Eurockéennes Music Festival, e no ano seguinte do GuilFest. A oportunidade para um novo álbum surgiu em 1998 quando ele lançou Going Back Home pelo desconhecido selo Mystic. Ao final da década de 90 Johnson passou a evitar aparições em grandes concertos, mas abriu uma exceção para gravar Live in Japan 2000, lançado no ano seguinte. No entanto ele continuou firme e forte no circuito dos pubs, mesmo depois da morte da sua esposa e booking manager (pessoa responsável pelo agendamento dos shows) Irene em 2004. Em abril 2005 sai o CD Red Hot Rocking Blues, seu mais recente lançamento até o momento, o disco traz apenas uma música assinada por ele, todas as outras faixas são interpretações dos seus artistas prediletos como Lowell Fulson (autor da faixa que emprestou o nome ao disco), Leadbelly, Johnny Otis, Van Morrison, Chuck Berry... Na maior parte do ano até o começo de 2006 a Wilko Jonhson Band esteve ao lado do The Hamsters e John Otway na turnê The Mad, the Bad & the Dangerous, que acabou gerando o DVD homônimo lançado em 2007. Em 2008 o aclamado diretor de cinema Julien Temple teve a idéia de fazer um documentário sobre Dr. Feelgood ('Oil City Confidencial', que seria lançado em outubro, no Reino Unido). Ele não imaginava que no decorrer das filmagens conheceria pessoalmente um dos grandes excêntricos da Inglaterra (nas palavras dele): o próprio Wilko Johnson.. Fascinado pelo inusitado encontro, o projeto foi muito além da data de conclusão (e orçamento), a fim de acomodar as muitas facetas desse caráter extraordinário, o herói inesperado do filme. Como resultado de tudo isso, tem havido recentemente um frenesi de interesse renovado em Wilko.

Figurinha carimbada do rock britânico, uma verdadeira lenda viva, Wilko Jonhson continua firme a forte, tocando nos pubs do sul da Inglaterra. Até quando? Só o diabo sabe a resposta. Se eu caísse para aqueles lados, vasculharia todos os cantos para descobrir onde ele estaria se apresentado, pois valeria muito a pena.


Wilko Johnson - Back In The Night [2002]

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WILKO JOHNSON


When rock'n'roll was shaken from its pre-punk complacency by the emergence of Dr. Feelgood, it was their guitarist Wilko Johnson who excited most attention – not only for the startling violence of his stage performance (which was to inspire countless imitators and become one of the classic images of rock'n'roll) but also for his guitar style which combined the roles of lead and rhythm guitar in driving riffs and a stuttering machine gun frenzy which altered conceptions of 'guitar heroics'. As a songwriter too – from early Feelgood favourites like 'Back in the Night' to the power and poetry of 'Dr. Dupree' and 'Sneaking Suspicion' he has proved himself one of the best and most original exponents of rhythm'n'blues styles this side of the Atlantic. The list of '70s New Wave bands who acknowledge the influence of Wilko and the Feelgoods is extensive and includes The Clash, The Sex Pistols, The Jam, The Boomtown Rats, and across the Atlantic The Ramones and Blondie (who spent a whole night at a New York party wearing out their specially imported copy of the Feelgood's first album, 'Down by the Jetty').


Steve Hooker And Wilko Johnson - Back In The Day [1988]

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After his abrupt departure from Dr. Feelgood in 1977 Wilko formed his own band, and over the next few years worked with several personnel of varying degrees of musical accomplishment and mixed moral character. In 1980, while continuing to work with his own 3-piece, Wilko entered the ranks of Ian Dury's brilliant Blockheads, co-writing writing several songs with Ian and featuring on the 'Laughter' album. Then in 1985 the Block's sensational and much loved bassist Norman Watt-Roy joined Wilko, and when Monti took over the drums in 1999, the classic Wilko Johnson Band had arrived. They have never been off the road since and have startled and blasted audiences from Helsinki to Madrid, Aberdeen to Istanbul, Toulouse to Tokyo. Monti's stool at the drums has recently been taken by the much revered Dylan Howe, also of the Blockheads, and this has raised the band to an even greater level of musical mastery and manic brilliance.

In 2008 the highly acclaimed film director Julien Temple set out to make a documentary film about the birth and all too brief phenomenon of Dr. Feelgood ('Oil City Confidential', to be launched in October). He could not have imagined that in the course of filming he would meet 'one of the great English eccentrics' (his words) in the person of Wilko. So fascinated was he by this discovery that the project has gone way beyond completion date (and budget) in order to accommodate the many facets of this extraordinary character, the unexpected hero of the film. As a result of all this, there has recently been a renewed frenzy of interest in Wilko: watch out for some surprising developments in the near future.....
From: Myspace


Wilko Johnson - Red Hot Rocking Blues [2004]

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THE PIRATES





Natural de Londres, este grupo iniciou sua carreira musical em 1959, como Johnny Kidd and the Pirates, é claro que ainda não existia o termo pub rock, era tudo simplesmente rock’n’roll. Jonhnny Kidd, na verdade, Frederick Heath, foi um promissor cantor e compositor que se apresentava caracterizado de pirata (tinha até um tapa-olho) e vinha despontando nas paradas da época prometendo ser tão grande quanto Eric Burdon, Beatles, Yardbirds e outros nomes famosos da época. Seu primeiro single , "Please Don't Touch" alcançou 25º lugar nas paradas britânicas. Mais tarde, essa música acabou ganhando versões de inúmeros grupos, creio que a mais notória tenha sido do Motörhead que aparece no disco No Remorse (1984). Em 1960 eles emplacam outro hit com "Shakin' All Over", outra que acabou virando cover para muitos grupos como Guess Who, The Who, Humble Pie, Suzi Quatro, Dee Dee Ramone, MC5, cara até Iggy Pop gravou essa! Depois de uma série de singles bem sucedidos já estava mais que na hora de gravar o primeiro LP e alcançar o estrelato em definitivo, mas o destino não quis assim e, em 7 de outubro de 1966, os Piratas perderam seu e capitão em um acidente de carro nas proximidades Bury, Lancashire.

Johnny Kidd & The Pirates - The Best Of [2008]

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Apesar da carreira curta, sem ao menos um álbum lançado, o grupo marcou época influenciando muita gente boa, a ponto de um dos "bootlegs" mais famosos do Led Zeppelin se chamar "A Tribute To Johnny Kidd & The Pirates", gravação de um ensaio de 1973, onde tocaram clássicos do rock’n’roll, entre os quais "Shakin' All Over”. The Who também foi influenciado por eles e até chegaram a dividir o palco na época em que Townshend & Cia ainda se chamavam The Detours, no início da década de 60. Creio que um dos maiores influenciados pela banda foi Wilko Johnson cujo estilo de guitarra lembra muuuuito a pegada de Mick Green, guitarrista do The Pirates, aliás, ele nunca escondeu essa admiração e influência.

Foi justamente Mick Green quem assumiu o papel de Fênix no The Pirates, fazendo o grupo renascer das cinzas em 1976, com ele na guitarra, Johnny Spence no baixo e vocal, e Frank Farley na bateria. Todos da formação original. De volta à estrada eles surpreendem com seu poderoso de R & B no "Front Row Festival", realizado na Inglaterra, no final de novembro e início de dezembro de 1977, o mesmo em que Wilko Johnson esteve com o Solid Senders. Esta volta triunfal valeu para o grupo um registro ao lado de Wilko Johnson, The Only Ones, The Saints, The Stranglers, X-Ray Spex, e XTC, na gravação de um álbum duplo do festival chamado The Hope & Anchor Front Row Festival lançado em março de 1978, alcançando a 28ª colocação na parada de álbuns britânicos.

The Pirates - Shakin' at the Beeb, BBC Sessions 1976-1978 [2007]

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O retorno dos Pirates não foi aquela coisa de super banda, grandes turnês internacionais e coisa e tal, na verdade foi um tanto quanto discreto e se limitou a aparições em festivais e apresentações em casas noturnas, caracterizando-os como pub rock, no entanto, foi festejado pelos amantes do rock’n’roll no mundo afora, valendo shows pela Europa, Japão e outras paragens. A banda sofreu algumas alterações no decorrer dos anos sendo Mick Green e Johnny Spence os mais constantes. Nessa nova trajetória eles lançaram mais de 20 discos, a grande maioria deles por pequenas e desconhecidas gravadoras, muitos são de gravações ao vivo e mesmo naqueles gravados em estúdio são comuns a presença de antigos hits da era Johnny Kid com nova roupagem. Seus últimos lançamentos datam de 2006, desconheço o conteúdo e a formação do grupo nestes trabalhos, mas se for para recomendar algum disco indico Out of Their Skulls (1977) e Shakin' at the Beeb: The Complete BBC Sessions 1976-1978 (2007), realmente matadores! Até o ano passado, The Pirates ainda se apresentava nos pubs ingleses, mas Green teve alguns problemas de saúde e o grupo precisou dar um tempo. Contudo, Johnny Spence não ficou parado e juntou forças com os filandeses do Doctor’s Order, com os quais já havia tocando antes, inclusive com Green, e que tem basicamente a mesma sonoridade do Pirates. Curiosidade: Doctor's Orders foi o nome de um disco do Dr. Feelgood, lançado em outubro 1984, sinal que o Dr. também fez nome na Finlândia.

Em toda esta história de pub rock Mick Green, batizado como Michael Robert Green (nascido em 22 fevereiro de 1944, em Matlock, Derbyshire, na Inglaterra), é mesmo uma figura importante, além de ser considerado precursor de um estilo áspero de R&B e influenciar a guitarra de Wilko Jonhson, seu nome aparece no primeiro disco do Dr. Feelgood (Down by the Jetty), onde ele assina a faixa "Oyeh!", e também no álbum seguinte (Malpractice - 1975), com a faixa "Going Back Home", em co-autoria com Johnson. Uns três anos depois de ressuscitar o The Pirates, Green formou um grupo chamado Shanghai, que existiu entre 1974 e 1976, tentando a sorte abrindo os shows da turnê Blue for You, do Status Quo. Chegaram a gravar dois discos que passaram despercebidos pela crítica e público, sumindo na poeira do tempo. Quando não está com o Pirates, Green acompanha nomes importantes do rock, entre suas participações marcantes estão a no Pyramid Stage, do Festival de Glastonbury em 2005, com Van Morrison e no show “Live in the Cavern Club” que Paul McCartney fez em 14 de dezembro 1999, transmitido ao vivo pela internet e registrado no álbum Run Devil Run. Curiosamente ele próprio nunca lançou um álbum solo.





O The Pirates é um verdadeiro mito do rock underground britânico, e conseqüentemente do pub rock. Espero, para o bem da música e dos fãs do bom e velho rock, que esta lenda continue viva por mais alguns anos. A boa nova é que, segundo o site oficial do guitarrista, Mike Green já está recuperado dos problemas de saúde e deve voltar à ativa em breve. Vida longa ao pub rock!
Fonte: The Pirates, Wikipedia, Myspace.



THE PIRATES



The Pirates story really begins back in the mid 1950's with a skiffle band known as Bats Heath and The Vampires featuring a certain Frederick Heath on vocals and guitar. In time and through various line-ups as The Five Nutters and The Fred Heath Band this formed the nucleus of what was to become Johnny Kidd and the Pirates. The new name was reputedly given to them by a sound engineer during a recording test at Abbey Road Studios in 1959. They recorded "Please don't touch / Growl;" with Frederick Heath (aka Johnny Kidd ) on vocals, Alan Caddy and Tony Doherty on guitars and Ken McKay and Don Toy sharing the drumming. In early 1960 Brian Gregg took over on bass, Clem Cattini occupied the drum stool and Alan Caddy became the solo lead guitar in this new trio - although it's now known that Joe Moretti was actually drafted in to play lead guitar for the recording of their most famous number "Shakin all over". Just 18 months later (Aug 1961) all three, Caddy , Gregg and Cattini jumped ship, left Johnny Kidd and after a couple of changes went on to become The Tornados. January 1962 saw another new line up with Johnny Spence ( bass), Frank Farley ( drums ) and Johnny Patto ( lead guitar ). But by March 1962 Johnny Patto had left on the grounds of ill-health and Spence and Farley recruited a long time friend from their schooldays Mick Green. This trio was the partnership who were still working together under the Pirates banner 43years later until Frank Farley's enforced retirement in 2005.

The Pirates - Skull Wars [1978]

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Back in the 60's they played with Johnny Kidd at all the popular venues including The Cavern ( Liverpool ), The Oasis ( Manchester ), The Star Club ( Hamburg ) and on the Liverpool Riverboat Shuffle they were supported by the then little known Beatles. They went on to record a number of tracks including "A shot of Rhythm and Blues", "I can tell", "Some other guy", "I'll never get over you", "Hungry for love", "Ecstasy", "My Babe", "casting my spell", "Always and Forever", "Dr Feelgood". They recruited organist Vic Cooper and the hits just kept coming - "Please don't touch", "Jealous Girl", "shop around", "I know", "Where are you" and more. In August 1964 after two and a half years with the band Mick Green moved on to back Billie J Kramer as part of The Dakotas and his spot behind Johnny Kidd was filled in turn by Stuart Taylor, John Weider, Barry Hammett and John Morshead. They released some more vinyl including "whole lotta woman", "your cheatin heart", "the birds and the bees", "can't turn you loose" and an attempt to capture the old magic with "Shaking all over '65".

1966 again saw Johnny Kidd without his support band when Vic Cooper left, Frank Farley went to join his old mate Mick Green in The Dakotas and Johnny Spence took his bass guitar over to Julian Covey and the Machine . However, Spence and Farley legally retained the rights to the name of "The Pirates". As John explains "Maybe I can lay all the infighting to rest as I was one of JK's closest friends and just of interest his best man at his wedding to Jean. JK always employed musicians as session men rather than part of the whole group - that was the way things were done in those days. "The Pirates" as an entity on their own only came about when we recorded "my babe" and "casting my spell", this naming was holy endorsed by JK. The thinking behind it was that JK's management at the time were building up to him going out as a solo artist". This was further re-enforced when Johnny Kidd then put together another new backing band ....they had to be billed as "The New Pirates", as only Spence, Green & Farley were entitled to use the name of "The Pirates". "The New Pirates" included Nick Simper, Roger Truth and Ray Soaper. But it was all very short lived as on Friday 7th October 1966 Johnny Kidd was killed in a car crash just outside of Bury ( Lancashire ).

Johnny Spence & Doctor's Order - Full Throttle No Brakes [2009]

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The memory of Johnny Kidd and his many Pirates goes on with the definitive line up of Mick Green with Johnny Spence ( still co-owner of the title ) still touring the UK and abroad but sadly Frank Farley is unable to play now and retired in 2005. In 2006 Green and Spence released an album of brand new recordings and even some new numbers recently penned by the two of them. Teh album's called "Skullduggery" and it's available on the Prism label. Various incarnations are also still performing under The Pirates flag as well as many tribute bands such as The Pirate Pirates. Whilst this site is dedicated to the Green, Spence and Farley crew, we fully acknowledge the part played by everyone both in their own rights, then and now, as being backing bands for the late great Johnny Kidd. But in truth, as you see above, only Mick Green, Johnny Spence & Frank Farley can legally claim the title of The Pirates.



EDDIE AND THE HOT RODS


Aqui está mais uma banda do berço do pub rock, Essex. Contemporâneos de Dr. Feelgood e Cia., este grupo atuava praticamente no mesmo circuito e tinha como diferencial um jeito de tocar mais rápido e pesado, com uma pegada mais rock do que R&B. Por isso mesmo, quando o punk o explodiu eles foram facilmente assimilados pelo movimento, muito embora eles próprios não se vissem como tal.





Eddie and The Hot Rods surgiu em Southend, na primavera de 1975 com Barrie Masters no vocal, Dave Higgs e Pete Wall na guitarra, Rob Steel no baixo e Steve Nichols na bateria. A essa altura alguém deve estar se perguntado: se esses eram os integrantes, quem diabos é o Eddie? Segundo a lenda Eddie era um idiota qualquer em quem eles deram uma surra durante uma das primeiras apresentações, o que explica a tradução: Eddie e os Varas Quentes. E olha que eles não se achavam punks! Se bem que, na Inglaterra, no meio proletário, uma boa briga sempre foi um entretenimento usual. Wall e Steel deixaram o grupo ao final do ano, para achar um novo baixista a banda fez um anúncio num jornal local e quem apareceu foi um colegial de 15 anos, chamado Paul Gray. Dave Higgs perguntou a ele: "Você sabe tocar rápido?". "Sim", respondeu na lata, sem nunca ter tocado em banda nenhuma! "Então você está na banda", disse Dave. Nesse meio tempo apareceu, Lew Lewis que se juntou a eles como gaitista. O grupo ganhou reputação devido as suas enérgicas apresentações e, também em parte, graças ao empresário deles, Ed Hollis, que posicionou o grupo na direção da cena rock’n’roll de Detroit, na linha de The Stooges e MC5.

No início de 1976, o grupo lançou seu primeiro single, "Writing on the Wall", pela Island Records. Não muito tempo depois, Lewis deixa a banda devido ao seu comportamento fora de controle, ele viria a formar a Lew Lewis & Reformer. Na primavera daquele ano eles se tornaram a banda mais popular do circuito pub rock, quebrando os recordes de público no Marquee Club (uma das mais conhecidas casas noturnas de Londres) no verão. Um EP foi gravado durante essas apresentações e lançado no outono. Live at the Marquee chegou perto dos Top 40 da parada britânica, e o grupo começou a ascender. No final do ano "Teenage Depression" tornou-se primeiro hit single da banda, alcançando o número 35 nas paradas e o álbum do mesmo nome, lançado a seguir, se tornou um relativo sucesso, saindo inclusive no Brasil, aliás, foi o único disco deles lançado por aqui, mesmo assim conseguiu influenciar muita gente daquela geração como Legião Urbana, por exemplo. Ainda naquele ano, o guitarrista Graeme Douglas (ex Kursaal Flyers) se juntou ao Hot Rods e com a sua adição, o grupo se tornou um pouco mais comercial (radio-friendly) e menus cru. "Do Anything You Wanna Do," um poderoso single pop rock lançado por eles, ilustra bem essa nova sonoridade da banda e se tornou o primeiro e único hit do grupo a alcançar o Top Ten (as 10 mais) no verão de 1977.

Eddie And The Hot Rods - Teenage Depression [1976 - 2000 Remaster]

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Apesar do encorajador sucesso de “Do Anything You Wanna Do” o disco que trazia a música Life on the Line, chegou no alvorecer da era punk, que se mostrava consideravelmente mais crua e agressiva, justamente um perfil que os Hot Rods, tinham abandonado. A banda continuou a se apresentar regularmente, mas o seu público estava começando a diminuir acentuadamente. O disco Thriller, lançado em 1979, foi praticamente ignorado pelo público e pela mídia em geral, fazendo com que a Island Records os demitisse e eles foram para a EMI.

No começo de 1980, Graeme Douglas deixa o grupo e, pouco depois, Paul Gray troca os Hot Rods pelo The Damned. O baixista foi substituído por Tony Cranney. No ínterim dessa troca de integrantes, eles lançaram, em abril de 1981, Fish 'N' Chips. O fracasso desse disco acabou resultando na dissolução da banda. Com isso, Barrie Masters se juntou aos Inmates e Steve Nichol entrou para o One The Juggler. Acontece que nenhuma dessas bandas causou o impacto desejado, então Masters e Nichol reformularam o Hot Rods com Warren Kennedy na guitarra e Tony Cranney no baixo e com essa formação gravaram um EP chamado One Story Town, mas o grupo se desfez em seguida. Em 1985, ao mesmo tempo em que o EP saia pela independente Waterfront Records, a banda é novamente reformulada com Masters, Nichol, Kennedy e Russell Strutter, no baixo.

The Inmates - Shot in the Dark [1980]

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De lá para cá, foram vários retornos e dissoluções de acordo com a conveniência do momento. A formação clássica com Masters, Nichol, Higgs, Gray foi reunida em 1992 para uma turnê pela Europa, ao final desta Higgs deixa o grupo e o trio remanescente chamou o guitarrista Steve Walwyn que estava de licença do Dr. Feelgood devido a uma doença contraída pelo vocalista Lee Brilleaux. Pouco tempo depois outro ex membro do Feelgood Gordon Russell se junta a eles, também por um breve momento, cedendo seu lugar para Mick Rodgers (Manfred Mann's Earthband). Finalmente em 1994, é oferecido para o Eddie and the Hot Rods um curto contrato com o selo japonês Creative Man Records para a gravação do um novo álbum em 16 anos: Gasoline Days. O disco é lançado no Reino Unido e Japão em 1996. No ano seguinte, Rodgers retorna para o Manfred Mann’s, com Madman Keyo ocupando a sua vaga. Ainda naquele ano, Nichol sofre um acidente de carro e, enquanto ele se recuperava, Jess Phillips o substitui na baterista. E nesse entra e sai, a banda segue seu caminho, em 2002 lançaram um disco ao vivo muito bom chamado Get Your Rocks Off e em janeiro de 2004 eles gravaram o disco, “Better Late Than Never”, com 12 faixas e design gráfico por Simon Thorpe, uma espécie de preparação para a turnê de aniversário de 30 anos, cuja festa está registrada num DVD gravado em 2005 no Astoria de Londres. Da formação original, creio que somente Barrie Masters permanece, o que não impede que um velho membro retorne a qualquer momento. Pois é, eles estão por aí, tocando aqui e acolá e quiçá um dia no Brasil. Mas para não ficar na esperança, recomendo antenção na programação dos pubs londrinos, onde volta e meia eles ainda botam para quebrar relembrando os velhos tempos.



EDDIE AND THE HOT RODS


A Brief history... Eddie and the Hot Rods began life in 1976, when four teenagers from Southend on Sea got together and playing their own style of fast energetic rock and roll / r'n'b, were soon a big hit on the London pubrock scene. Catching the eyes and ears of the music press and the major record companies, they were soon signed up by the legendary Island Records and went on to have three hit albums and four top forty UK singles including the Top Ten hit 'Do Anything You Wanna Do'. There have been numerous TV appearances worldwide and they have filled almost every major venue in the UK. A success in the USA too, they have toured alongside The Ramones, Tom Petty, The Police, Squeeze and Talking Heads. After over a decade of touring, and with various members of the band involved in other projects (Paul Gray - UFO/The Damned: Barrie Masters - The Inmates: Graeme Douglas - The Kursaal Flyers: Steve Nichol - One the Juggler...), the Hot Rods slowly ground a halt and for a few years there were only occasional reformations involving several line-ups.

Eddie and The Hot Rods - Curse of the Hot rods [1979]

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However, throughout the changes, one man remained a constant - the 'very RocknRoll' Barrie Masters and in 2000 the band were asked to take part in a 76 date tour of the UK alongside Dr. Feelgood, John Otway and The Hamsters. Barrie reconditioned his Hot Rods and the tour was a great success. The band have been back in demand ever since, touring all over the world including France, Germany, Spain, Italy, Norway, Sweden, Czech Republic and Poland, as well as three successful tours of the USA in 2006, 2008 and 2009. They have found time to record two albums of brand new songs, "Better Late Than Never" in 2004 and the aptly titled, "Been There, Done That...".in 2006. There is also a full concert DVD, "Live in London - 2005", recorded at London Astoria as well as a Live CD compilation "Right for the Night". The band is now busy writing for a third album in it's present form and is shortly to release "Live in New York" - a CD of their show at Brooklyn's Southpaw venue, recorded during the 2009 tour.
From: Eddie and the Hot Rods.



THE 101ERS



Esta foi uma banda importante, muito mais por aquilo em que seu cantor e guitarrista se tornou do que pelo que era. No entanto o 101ers (lê-se "the one o oners") tinha uma sonoridade bem legal, o que só pode ser constatado, por quem não viveu aquele momento, anos mais tarde quando finalmente saiu seu único disco, embora o grupo já estivesse extinto. Tratava-se da banda de John Graham Mellor cidadão britânico nascido em Ankara, na Turquia, em 21 agosto de 1952 e falecido em 22 dezembro de 2002. Se você ainda não sacou, saiba que estou me referindo a Joe Strummer, na minha modesta opinião líder da melhor banda de punk rock de todos os tempos: The Clash. Lá em 1973 ele se autodenominava "Woody" Mellor e tocava num grupo do País de Gales chamado The Vultures. Depois de algumas apresentações, ele achou que aquilo não tinha futuro e resolveu partir para outra, se mudou para Londres formando uma nova banda e começou a escrever canções.

Sua estréia aconteceu em 1974, no Telegraph Pub em Brixton, sob a alcunha de El Huaso and the 101 All Stars, mais tarde encurtado para 101 All Stars até finalmente se firmar como 101ers. Segundo a lenda, o nome vem do prédio abandonado em que moravam juntos os integrantes da banda. O endereço era 101 Walterton Road, Maida Vale. Entretanto, alguns rumores diziam que o nome se referia à sala 101 do romance 1984 de George Orwell. Sei lá mil coisas! Em 1975 ele adotou o nome artístico de Joe Strummer, e insistiu para que seus amigos o chamassem assim. "Strummer" aparentemente se referindo de maneira auto-depreciativa ao seu papel como guitarrista. É que, apesar de canhoto, ele foi ensinado a tocar com a mão direita o que dificultou as coisas, restringindo-o a dedilhar acordes (strumming chords que também pode ser entendido como: acordes desafinados). O grupo conseguiu uma boa fama no circuito pub, tendo gravado um compacto, “Keys To Your Heart”, pelo selo Chiswick, e parecia que tereia algum futuro até que, em 3 de Abril de 1976, no Nashville Room, eles se apresentaram juntos com o Sex Pistols. “Bastaram cinco segundos da primeira música deles e descobri que soávamos como um jornal de ontem”. Comentou Strummer no documentário Westway to the World, de Don Letts.

The 101ers - Elgin Avenue Breakdown Revisited [2005]

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Aquele momento foi o fim do The 101ers. Em 1981, quando The Clash era já uma banda conhecida, o álbum Elgin Avenue Breakdown do 101ers, foi lançado. E em 2002, até antes de sua morte, Strummer estava trabalhando em uma reedição deste álbum com todas as músicas já gravadas pela banda. Infelizmente ele não viveu o suficiente para terminar. Mas o fato dele pensar em relançar esse disco tanto tempo depois, é prova que ele reconhecia o seu valor musical e, quem sabe, poderia até ter acontecido um pequeno revival num desses pubs por aí. Mas o destino não quis assim e o disco foi finalizado pela viúva de Strummer, Lucinda Tait, junto com o Richard Dudanski (ex-baterista do 101ers), sendo lançado como Elgin Avenue Breakdown Revisited em 2005.
Fonte: Wikipédia, The 101ers.



THE 101ERS


The 101'ers were a pub rock band from the 1970s, notable only as being the band that gave Joe Strummer (later of The Clash) his initial start as a musician. Formed in London in May 1974, the 101'ers made their performing debut on 6 September at the Telegraph pub in Brixton under the name El Huaso and the 101 All Stars. The name would later be shortened to the 101 All Stars and finally just the 101'ers. The group established itself on the London pub rock circuit prior to the advent of punk. The group was named for the squat where they lived together: 101 Walterton Road, Maida Vale, although it was for a time rumoured that they were named for "Room 101", the infamous torture room in George Orwell's novel 1984. The novel was later to become something of a manifesto for the political element of the punk rock movement. The 101'ers were supported by the Sex Pistols at the Nashville Room on 3 April 1976, and this is when Strummer claimed he "saw the light" and got involved in the punk scene.

The 101ers - Five Star Rock'n'Roll [1993]

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By the time their debut single was released, Joe Strummer was in The Clash and the band were no more. Clive Timperley later joined The Passions, Dan Kelleher went to The Derelicts and Richard Dudanski went on to work with The Raincoats and Public Image Limited. Tymon Dogg worked with Strummer briefly in The Clash (playing on one track on Sandinista!) and later, in The Mescaleros. Before his death in 2002, Joe Strummer had been planning to re-release the band's long out-of-print full-length, Elgin Avenue Breakdown, complete with previously unreleased tracks that would encompass everything the band ever recorded. The project was completed with the help of Strummer's widow Lucinda Tait and former drummer Richard Dudanski, and released on June 14, 2005 via EMI.
From: Myspace



THE COUNT BISSHOPS


De todos os grupos comentados até agora, talvez o mais desconhecido seja mesmo o Count Bishops, até porque não me lembro de nenhum disco deles lançado no Brasil e se isso aconteceu, passou despercebido para muita gente, mas o fato é que eles faziam um som muito bacana mesmo, aquele enérgico R&B característico do pub rock, bem ao estilo Dr. Feelgood e Cia.

The Count Bishops surigiu em julho de 1975 depois que o guitarrista Zenon Hierowski (depois mudaria para Zenon de Fleur) deixou o Chrome para formar uma nova banda com o cantor Mike Spenser, que acabara de chegar na Inglaterra vindo dos Estados Unidos. Através de um anúncio na revista Melody Makers, eles encontraram o baterista australiano Paul Balbi (ex- Buffalo) e o baixista Stevie Lewins. A banda foi completada com a chegada de um amigo de Mike, o guitarrista Johnny Guitar, também vindo dos EUA.

The Count Bishops - The Count Bishops [1977]

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Em 28 de agosto daquele mesmo ano, eles produziram a primeira gravação, um EP de quarto faixas intitulado Speedball, realizado no pequeno Pathway Studio. Foi o primeiro lançamento da Chiswick Records e saiu em dezembro. Mike Spenser deixou a banda logo depois e eles continuaram como quarteto. Um novo single foi gravado no Pathway, em março de 1976 para o selo independente holandês Dynamo. A bolachinha de 45 rpm trazia a música “Train Train”, não foi exatamente um hit, mas teve uma boa aceitação e a Chiswick logo se apressou em lançar no Reino Unido. A gravadora sentiu que os Bishops tinham potencial e acabou acertando um contrato de exclusividade com eles, pouco antes de irem para o Jackson’s Studio acompanhados do vocalista Dave Tice, que também vinha do grupo australiano Buffalo, para gravar o álbum de estréia. O disco lançado como "The Bishops" foi muito tocado na rádio por de John Peel e Jensen Kid, dois dos maiores radialistas da época e vendeu bem para uma banda praticamente desconhecida. Os Bishops começaram a excursionar extensivamente. Steve deixou para se juntar nova banda Wilco Johnson (Solid Senders) e foi substituído por Pat McMullen.

Em fevereiro de 1978, gravaram um excelente álbum ao vivo no Roundhouse, que foi lançado dois meses depois. O single "I Want Candy” passa no Top Of The Pops da TV BBC, mas novamente eles são ignorados pela parada de sucessos. Em 10 de março de 1979 após um show, o Zen foi gravemente ferido quando seu amado Aston Martin bateu numa árvore, ele morreu uma semana depois no hospital. Um segundo álbum de estúdio, Crosscuts, foi concluído antes da morte do Zen e por isso a banda decidiu continuar. O disco foi lançado em maio, mas um mês mais tarde, voltando de uma excursão pela Espanha, Paul Balbi é detido pela imigração do Reino Unido e deportado para a Austrália. A perda de dois membros-chave significou o fim, eles se separaram no final de 1979, com Johnny Guitar indo para Dr. Feelgood.
Fonte: Ace Records.

CONTINUA … (Aguarde Pub Rock part II)



THE COUNT BISSHOPS


The Count Bishops were formed in the summer of 1975 when guitarist Zenon Hieroski left his previous band Chrome to put a new band together with singer Mike Spenser, who had just arrived from New York. They advertised in Melody Maker and found Australian drummer Paul Balbi and bass player Stevie Lewins and the band was completed when Mike’s friend, guitarist Johnny Guitar, arrived from New York. On 28 August they cut their first record, a 4 track EP entitled “Speedball”, in the tiny Pathway studio with Roger Armstrong. This was the very first release on Chiswick Records and issued in early December 1975. Mike Spenser soon departed so the band continued as a four piece. A new single was recorded in Pathway in March 1976 for the Dutch indy Dynamo. This was the classic 45 ‘Train Train’, rush released by Chiswick. It picked up good airplay but was not a hit.

Chiswick then signed the band to an exclusive deal and just before they went into Jackson’s Studio to record an album with engineer Vic Maile, they were joined by vocalist Dave Tice. The album released as “The Bishops” got heavy airplay from John Peel and Kid Jensen and sold well for a virtually unknown band. The Bishops toured extensively. Steve left to join Wilco Johnson’s new band and was replaced by Pat McMullen. In February 1978, The Bishops recorded a superb live album at the Roundhouse and this was released two months later, in both 10” & 12” formats. A new Alan Winstanley-produced single ‘I Want Candy’ saw them on ‘Top Of The Pops’ but again a chart position evaded them.

The Count Bishops - Speedball Plus 11 [1996]

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On 10 March 1979 after a gig, Zen was seriously injured when his beloved Aston Martin hit a tree and he died a week later in hospital. A second studio album, “Crosscuts”, had been completed before Zen’s death and so the band decided to carry on. It was released in May but a month later, returning from a Bishops tour of Spain Paul Balbi was detained by UK immigration and deported back to Australia. The loss of two key members spelt the end and they eventually split at the end of 1979. 26 years later the original line up of the Bishops reformed to play Ace Records 30th Birthday bash (2005) in London (with a large blow-up photo of Zen as a stage backdrop).

Will continue (Soon Pub Rock part II)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

JACO PASTORIUS






Acredito que Jaco Pastorius foi um divisor de eras na história do baixo elétrico (ele não tocava acústico) que passou a ser considerada como antes e depois dele, aliás, não sou o único a pensar assim, muita gente boa, inclusive músicos e críticos renomados também sustentam esta tese. A principal razão para tal conclusão é que Pastorius foi o cara que tirou o contra baixo da cozinha e o colocou na sala de estar fazendo linha de frente para os demais instrumentos. Para quem não está acostumado com os jargões musicais, explico que por cozinha entende-se a marcação rítmica como a realizada por instrumentos como a bateria, contra baixo, tuba, percussão, etc. Caras como Jack Bruce e Stanley Clarck até fizeram algo assim antes dele, mas não com a mesma competência, dinamismo e principalmente harmonia de Pastorius. Ele não se limitava a marcar o ritmo e solar virtuosamente, mas também tirava do seu instrumento incríveis timbres e melodias como se pode notar em músicas como “Portrait of Tracy”, “A Remark You Made”, e tantas outras. O baixo Fender Jazz Bass ano 1962 era sua marca registrada e quando ele mandou retirar os trastes, não inventou o fretless (sem trastes) que já existia, mas mostrou ao mundo como se usa com maestria um instrumento desses. Fui pesquisar para descobrir quem foi o inventor do primeiro baixo elétrico fretless e tive uma grande surpresa ao descobrir que dizem ser William George Perks, popularmente conhecido como Bill Wyman, ninguém menos que o baixista original dos Rolling Stones. Isso lá em meados dos anos 50 quando tocava no Sul de Londres com uma banda chamada The Cliftons. Caramba, essa eu nunca imaginei!!! Mas talvez por isso mesmo, pelo fato de ter sido criado por baixista de rock sem grande virtuosismo, embora fosse um bom músico, é que nunca ninguém se deu conta das possibilidades do fretless até Jaco resolver adotá-lo. Quando se tira os trastes de um instrumento, fica muito mais difícil de tocá-lo, pois é só colocar o dedo um pouquinho fora do lugar que a coisa dá errada. Por outro lado, as possibilidades musicais crescem com a utilização de quartos de tons, há maior amplitude no vibrato e, também, na realização do glissando. Pastorius passou a utilizar tudo isso de maneira soberba, criando sons e timbres nunca ouvidos antes, dando grande popularidade ao fretless, principalmente no meio jazzístico.Woody

A história de Jaco segue no texto abaixo, de autoria do baixista Ney Neto que encontrei na Wikipédia:

Nascido em 1 de dezembro de 1951, John Francis Anthony Pastorius III, foi o primeiro dos três filhos do casal John Francis Pastorius II, que era baterista, e Stephanie Katherine Haapala. Ao contrário do que se divulga por aí, ele não era natural de Fort Lauderdale, na Florida, mas sim do estado da Pensilvânia, no entanto, ainda muito jovem, se mudou para lá e por isso muitos fazem essa confusão. Entre outras curiosidades não muito conhecidas sobre ele, é que Pastorius foi coroinha no Colégio Católico St. Clement, em Wilton Manors, cidade próxima de Fort Lauderdale, dentro do condado de Broward. O apelido "Jaco" tem origem em sua ligação com o esporte. Como o apelido de seu pai era Jack, começaram a chamá-lo de Jacko, em referência ao lendário jogador de beisebol, Jocko Colon. Um dia desses o pianista francês Alex Darqui escreveu um recado para Pastorius, utilizando a grafia JACO. Pastorius gostou e então passou a usar essa grafia.

Além de seguir os passos de seu pai como baterista, ele era fã de esportes, e jogava beisebol, basquete e futebol americano desde jovem. Em uma partida de futebol americano, sofreu um acidente quebrando seu pulso esquerdo o que comprometeu sua mobilidade como baterista, então, ele mudou para o contra baixo. Segundo ele mesmo, suas principais influências musicais foram: "James Brown, The Beatles, Miles Davis e Stravinsky." Além desses, Jaco cita outros nomes como Jerry Jemmott, James Jamerson, Paul Chambers, Harvey Brooks, Tony Bennett, Sinatra, Duke Ellington, Charlie Parker, com especial atenção ao nome de Lucas Cottle, um desconhecido baixista neo-zelandês que tem algumas gravações ao lado de Pastorius.

Em 1974, começou a tocar com Pat Metheny, hoje uma lenda viva da guitarra, com quem gravou seu primeiro álbum, Jaco (1974). Dois anos depois, ele lança seu segundo trabalho chamado apenas de Jaco Pastorius, que foi instantaneamente reconhecido como um clássico no cenário jazzístico da época. Foi então convidado a fazer parte do Weather Report, onde gravou em 1977 o álbum Heavy Weather, indicado ao Grammy e um dos álbuns de fusion mais famosos de todos os tempos. Ainda em 1976, Jaco gravou o álbum Bright Size Life, disco de estréia de Pat Metheny, considerado "marco zero" na história do jazz fusion. De 1976 é também o álbum Hejira, da cantora e compositora Joni Mitchell, com Jaco numa excepcional performance. No início da década de 80, Jaco aprofundou-se em um projeto solo, acompanhado de metais, e o desejo de conduzir uma big band com as linhas de baixo deu origem a banda Word of Mouth, que lançou em 1981 um disco homônimo, distribuído pela Warner. O disco explodiu de costa a costa nos Estados Unidos, com performances virtuosas de Herbie Hancock, Wayne Shorter e Peter Erskine. O ano de 1984 marca o início do declínio desse gênio dos graves, e após a dissolução da Word of Mouth, cortado da Warner, Jaco produz o material de Holiday for Pans, juntamente com Othelo Molineaux (steel drums), disco que não chegou a ser lançado, pois Jaco não conseguira um contrato com nenhuma distribuidora. Os originais foram roubados e recuperados posteriormente, mas o material já não poderia ser totalmente aproveitado. Um recorte de Holiday for Pans, renomeado de Good Morning Anya, foi incorporado à coletânea Jaco Anthology Punk Jazz, lançada pela Rhino Records, em 2003. Na metade da década de 80, Pastorius começou a apresentar problemas mentais, e sintomas do chamado distúrbio bipolar, síndrome de pânico e depressão, relacionados ao uso excessivo de drogas e álcool. Esse distúrbio tornou-o mundialmente famoso por seu comportamento exagerado e excêntrico, para não dizer bizarro. Certa vez, quando se apresentava em Tóquio, foi visto completamente nu e aos gritos sobre uma moto em alta velocidade. Suas performances como instrumentista também mudaram, seu gosto pelo excêntrico e pelas dissonâncias se tornou exagerado e de certa forma incompreensível. Jaco passa a tocar em clubes de jazz em Nova York e na Flórida, tendo caído no conceito popular e transformado-se na "ovelha negra" do meio musical-jazzístico da época.

O trágico fim de John Francis Anthony Pastorius III inicia-se em 11 de Setembro de 1987. Após um show de Carlos Santana, se dirige ao Midnight Bottle Club, em Wilton Manors, Florida. Após ter um comportamento exibicionista e arrogante, entra em uma briga com o gerente do clube, chamado Luc Havan. Como resultado da briga, sofre traumatismo craniano e entra em coma por dez dias. Depois que os aparelhos foram retirados, seu coração ainda bateu por três horas. A morte do mais ilustre contrabaixista de todos os tempos data de 21 de setembro de 1987, aos 36 anos e dez semanas. Foi enterrado no cemitério Queen of Heaven, em North Lauderdale. Mas o legado de Jaco perdura por gerações, e será assim para sempre. Uma das maiores homenagens prestadas a ele, foi registrada pelo lendário trompetista Miles Davis, que gravou a música Mr. Pastorius, composição do baixista Marcus Miller, lançada no álbum Amandla.

Fonte: Wikepédia




JACO PASTORIUS






Jaco's Life and Music by Pat Metheny Note: This is Pat Metheny's liner notes to the 2000 reissue of Jaco's debut album, "Jaco Pastorius", a piece we feel captures what Jaco and his music is all about.

Jaco Pastorius may well have been the last jazz musician of the 20th century to have made a major impact on the musical world at large. Everywhere you go, sometimes it seems like a dozen times a day, in the most unlikely places you hear Jaco's sound; from the latest TV commercial to bass players of all stripes copping his licks on recordings of all styles, from news broadcasts to famous rock and roll bands, from hip hop samples to personal tribute records, you hear the echoes of that unmistakable sound everywhere (it may even be more imitated at this point than the previously most pervasive jazz sound to escape into the broader culture beyond the local borders of jazz, the moody harmon mute stylings of Miles Davis). For all the caterwauling that has gone on about new musicians that have shown up in recent years being toted as the "next Miles", or the "Duke Ellington of their generation", or whatever, Jaco outranks all of them and all of that by being the one and the only of his kind, without predecessor; the only post 1970 jazz musician known on a first name basis with all music fans of all varieties everywhere in the world. From the depths of Africa where he is revered in almost god-like status to the halls of most every music university on the planet. To this day, and maybe more than ever, he remains the one and the only JACO.

And how odd it is to see this era of historical revisionism in jazz how this accomplishment is often relegated by people who should know better as being "not jazz" or as "fusion" (possibly the single most ignorant and damaging term ever invented to describe (discount) an important and vital branch of the jazz music tree). Jaco at his best, as on this record, defines what the word jazz really means. Jaco used his own experiences filtered through an almost unbelievable originality informed by a musicianship as audacious as it was expansive, to manifest into sound through improvisation a musical reality that illuminated his individuality. And besides all that, he simply played his ass off - in a way that was totally unprecedented on his instrument, or on ANY instrument for that matter. Because Jaco's thing has been so fully assimilated into the culture and the musical vocabulary of our time, i notice that it is difficult for people who weren't around at the time of his emergence to fully weigh the impact of his contribution. As a young musician who met Jaco in his prime when we were both just starting out, i can only say that my reaction upon hearing him for the first time (with Ira Sullivan in Miami, Florida in 1972) was simply one of shock - i had literally never heard anything remotely like it, nor had anyone else around at the time. And yes, as is so often noted in his case, the way he was playing was unprecedented in technical terms, but that wasn't what made it so stunningly appealing to me. There was a humanity to Jaco's thing, built into those relentless grooves was that rare quality that only the most advanced jazz musicians seem to be able to conjure up - with Jaco, you were hearing the sound of a time, of an entire generation at work, on the move.

Our musical relationship was immediate. We recognized in each other a kind of impatience with the status quo of our respective instruments and jazz in general and found an instantaneous rapport from the first notes we played together. We also became really good friends. During the short time that i lived in Miami (near Jaco's hometown of Ft. Lauderdale), we played show gigs together and occasionally played at his house (he was living on top of a Laundromat at the time) and spent a lot of time just talking about music, much of it about how intensely we both disliked the so-called jazz/rock of the time [how ironic that we are both now associated (inaccurately) with that movement]. Shortly after we met, i wound up moving to Boston to join Gary Burton's Quartet. During this period, Jaco and i spent time working together in New York with pianist Paul Bley and began a trio that lasted for several years with drummer Bob Moses (that group later went on to record what became my first record "Bright Size Life".) In the middle of this period Jaco recorded this album. When Jaco got word that Herbie Hancock (a major hero of both of ours) had agreed to participate, I think his already inspired vision of what he could be as a musician and what he could do with this record in particular went to a whole other level. Listening again to this record, and the way that he and Herbie hook up on the original and the alternate takes of "Used to Be a Cha-Cha" we are hearing improvised music at it's highest level - but with a difference. Jaco restructured the function of the bass in music in a way that has affected the outcome of countless musical projects to follow in his wake - an innovation that is still being absorbed by rhythm section players to this day - he showed the world that there was an entirely different way to think of the bass function, and what it meant. For this alone, Jaco would earn a major place in the pantheon of jazz history. But, of course, there was so much more.

His solo on 'Donna Lee', beyond being astounding for just the fact that it was played with a hornlike phrasing that was previously unknown to the bass guitar is even more notable for being one of the freshest looks at how to play on a well traveled set of chord changes in recent jazz history - not to mention that it's just about the hippest start to a debut album in the history of recorded music. That solo, along with his best compositions like "continuum" reveal a melodic ingenuity (that rarest and hardest to quantify of musical qualities amongst improvisers) that comes along only a few times in each generation. And then there is just his basic relationship to sound and touch; refined to a degree that some would have thought impossible on an "electric" instrument. Jaco's legacy has had a rough go of it - a horribly inaccurate, botched biography, endless cassette bootlegs of late-life gigs that do nothing but devalue the importance of his message through greed and overkill, and a mythology that seems to thrive on the stories that surrounded the lesser aspects of his lifestyle over the triumphs of his early musical vision and wisdom.

But you know what? you put this record on, and none of that matters. It is all here, in the grooves; everything you need to know about the guy. Jaco Pastorius was one of the most important musicians of our time - the fact that this was his first record is simply astonishing, there is no other way to put it. That this is without question the most auspicious debut album of the past quarter century is inarguable. As with all great recordings, the force of it's value becomes more evident as time passes.
From: Official Jaco Pastorius web site.




Jaco Pastorius Trio Live Station [1986]

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Pastorius, Dennard & Bullock - P.D.B. [1986]

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Pastorius, Metheny, Ditmas & Bley - Jaco [1974]

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Jeff Beck Boogie Woody's Birthday [2009]





Uns dias atrás estava eu lá no meu habitat, tranqüilamente entregue aos braços de Morpheu, quando a engenhoca criada por Graham Bell toca a me acordar. “Quatro da tarde de um domingão, hora nacional do bodão, quem será o mala?” - Hello, Geoffrey Arnold is doing a collect call from England, you accepted the call? “Chamada a cobrar internacional, mas que muquirana!” Como é raríssimo o cara ligar resolvi aceitar:

- Hei Woody meu velho, Whats up?
- Vou indo Arnold, levando do jeito que dá, mas você tinha que ligar a cobrar?
- Sorry, mas o crise aqui está terrible. O que você vai fazer para comemorar o birthday?
- Aniversário! Que aniversário, tá maluco cara!? Meu aniversário é só em dezembro!
- Not your birthday ass hole! Eu estar falando do birthday da bolg.
- Putz, é mesmo! Eu tinha me esquecido, não preparei nada. E agora?
- Dame, Woody! Como você esquece um coisa assim? I was waiting para baixar uma som legal na blog and you just esquece uma day important como este!
- Foi maus cara! Agora acho que está muito em cima para se fazer algo.
- No problem Woody, I have um ideia: você baixar e comprar muitos bootlegs meus, por que não faz um compilation dos bests tracks, creating um new original Woody’s Bootlegs? Eu não gostar muito das pessoas ouvir bootlegs em vez de comprar minhas discos, but for you, vou abrir um exception, but just for the Boogie Woody’s birthday.
- Pô Arnold até que não é uma má idéia, dessa vez você não "soprou por soprar". Vou agora mesmo trabalhar nesse projeto. Valeu cara tô desligando porque isso vai ficar caro e você ligou na minha conta. Bye Arnold.
- Bye Woody.


Hehehe! É claro que tudo isso não passa da mais pura ficção, fruto da minha imaginação doentia, mas o Arnold, cujo nome completo é Geoffrey Arnold Beck, realmente existe e é mais conhecido como Jeff Beck, só que, infelizmente, nem sabe que eu existo. Escolhi-o para “fazer a festa” de aniversário do blog que completou três anos em 25 de maio. Só me liguei da data quatro dias passados e como era tarde para se fazer uma série de posts comemorativos, resolvi fazer um só, mas no capricho. Em principio parecia simples, era só selecionar uma pá de músicas, jogar tudo num CD, fazer uma capinha legal e pronto. No entanto na prática não foi bem assim. Selecionei mais de 30 bootlegs, depois reduzi o número para 17, retirando aqueles cujo áudio era de baixa qualidade, sobrando apenas os soundboards de: outtakes, gravações ao vivo e transmissões de rádio e TV. Catando uma faixa aqui e outra ali cheguei num número muito maior do que caberia num CD, ou mesmo dois. Resolvi que seriam dois CDs então, mas para selecionar as músicas certas foram precisos dois dias de muita audição e “tira e põe”. O resultado aí está, um duplo bootleg com músicas que vão desde o princípio da carreira solo, em 1967, até os dias atuais. No final, achei que ficou bom, mas depois de tanta autocrítica nisso e naquilo, se aquelas eram realmente as faixas certas, se a ordem das faixas estava boa e etc. Fiquei com uma sensação de sei lá! Acho que está bacaninha, mas gostaria de saber isso de vocês. Ouçam e comentem.






Jeff Beck Boogie Woody's Birthday

I made this record in commemoration of three years blog anniversary (was in May, 25). All the tracks are soundboard records from studio sessions, live concerts or Radio and TV Broadcasts, resulting in a very nice audio quality. The selection was take from 17 bootlegs at different times between 1967 and 2009:

  • The Steakhouse Sessions in L.A. 1997-1998 : Produced by Steve Lukather
  • Amsterdam sessions 1998
  • Jeff Beck & Stanley Clarke - Jaap Eden Hal, Amsterdam, Netherlands, July 5, 1979 (Dutch FM Radio Broadcast)
  • Ruis Rock Festival, Turku FI, August 22, 1971
  • Paris Theatre, England BBC In Concert, London - UK June 29, 1972
  • Rare, Raw, Rough and Ready - Live in Chicago October 1971
  • Best Shot - Live at Riverport Amphitheater Saint Louis, MO, Aug. 37, 1995.
  • At Last Rainbow - Rainbow Theatre, London UK, January 26, 1974
  • Prince Hotel, Karuizawa, Japan, 1 Jun 1986 (TV Broadcast )
  • Blow Your Mind - Oakdale Theater, Wallingford, CT, March 21, 1999
  • Tacoma Dome, Seattle, Washington, July 8 1984 (FM Broadcast)
  • The Final Peace, Live at Yokohama, Kanagawa, Japan, 1980.12.16 (Yokohama Culture Sports Center)
  • International Forum Tokyo, Japan, February 6, 2009
  • At the UDO Music Festival - Fuji Speedway Japan 22 July 2006
  • From PROGRESSIVE POP BBC TRANSCRIPTION LP'S 1968-1970. Rare unreleased songs.
  • Rock and Roll Hall Of Fame - Cleveland, Ohio, 5 Apr 2009
  • The Night Of The Kings - The A.R.M.S. Benefit Concert From London Royal Albert Hall, September 20th 1983

Enjoy!


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quarta-feira, 27 de maio de 2009

PAUL McCARTNEY






Eu creio que Paul McCartney é meio injustiçado por alguns, especialmente aqueles fãs dos Beatles pseudo-intelectuais que acreditam que John Lennon era a verdadeira força motriz do conjunto, que era dele que saiam todas as idéias e atitudes. Particularmente se colocarmos numa balança eu também vou pender para o lado Lennon que tem muito mais haver comigo, mas os Beatles eram um quarteto e se havia uma força motriz em destaque era a junção Lennon & McCartney (aqui a tese "os opostos se completam" é absoluta) e se Ringo tinha uma participação ínfima, não podemos ignorar George Harrison, que era, no mínimo, 20% na contribuição sonora do quarteto. Com o fim da banda parece que Paul virou vilão e John o herói, a turminha mais engajada politicamente elevava Lennon às nuvens abominando o trabalho de McCartney. Já digo e repito, eu também prefiro Lennon, mas McCartney fez discos incríveis como Ram (1971), Wild Life (1971) e depois com os Wings: Band on the Run (1973), Venus and Mars (1975), Wings Over America (1977), London Town (1978) e Back To The Egg (1979) só para citar alguns. Já John também fez discos memoráveis, mas lançou coisas pra lá de chatas, afinal quem agüenta ouvir de cabo a rabo discos como Unfinished Music, No. 2, Wedding Album e Two Virgins (todos de 1969), sem falar nos meios álbuns Some Time in New York City/Live Jam (1972) e Double Fantasy (1980), digo meio porque ele dividiu as faixas com Yoko e a parte dela é duro de escutar, não é fácil não! Não sou daqueles que metem o pau em Yoko Ono (aliás, só John Lennon tinha essa manha – hahahah), acho até que, como artista, ela tinha/tem boas idéias, mas definitivamente cantar não é para ela. Cara ela praticamente afundou a apresentação do Zappa com Lennon ("Zappa Ono Mothers", o Live Jam do Some Time in New York City) compentindo com Mark Volman, Howard Kaylan para ver quem gritava mais enquanto a banda tentava tocar alguma coisa. Se bem que, conhecendo o Zappa ele deve ter gostado e John então adorou! Enfim, voltamos ao McCartney, eu dizia que a turma do rock é injusta com o cara, pois ele é harmonioso, sabe muito bem trabalhar os arranjos e é um bom baixista sim senhor, vejam por exemplo a linhas de baixo de músicas como "Hey Bulldog", "Old Brown Shoe" e "I Want You (She's So Heavy)", elas podem ser simples tecnicamente falando, mas são matadoras. “Hahhh, mas ele só faz letras que falam de paz, amor, justiça e harmonia”, para ser franco eu prefiro ouvir esses temas do que assistir a um show dos Sex Pistols, onde eles chamavam as pessoas de babacas (no mínimo), de trouxa por terem comprado o ingresso e ainda cuspiam na cara de todo mundo.”Que do caralho!” Não vou dizer que não curti os Pistols, na verdade eu não gostava muito mesmo, mas achava legal pela revolta e a vontade de subverter a situação, porém não era a minha banda favorita, nessa seara punk eu sou muito mais Ramones, New York Dolls e The Clash antes dos Pistols. Então, para resumir, Paul McCartney pode ser pop, afinal eles praticamente inventaram a coisa, mas antes de tudo, é rock sim senhor e dos bons, quem já teve o prazer de assistir um show do cara pôde comprovar isso, até mesmo pessoas não muito fãs, afinal McCartney é um Beatle. Para reforçar a minha tese aqui vão três bootlegs, propositalmente meio recentes, com performances inesquecíveis:

  • Pizza And Fairy Tales. Com outtakes e demos de estúdio provavelmente gravados em 1985.

  • Back To The Big Egg. Gravado ao vivo no Japão em março de 1990, no show Paul está um pouco rouco o que em vez de prejudicar acabou sendo um plus a mais, porque nem rouco o cara desafina.

  • Paul McCartney - Acoustic. Este é uma compilação de faixas extraídas de uma apresentação especial para a BBC Radaio 2 chamada "Sold On Song", foi gravada nos estúdios da Abbey Road em 27 de julho, de 2005 e foi ao ar em 17 de setembro do mesmo ano. Uma pequena festa no estúdio Nº 2 presenciada por alguns amigos e um pequeno grupo de privilegiados fãs.






Paul McCartney é vegetariano e já declarou à imprensa como tomou essa decisão: "Há muitos anos, estava pescando e, enquanto puxava um pobre peixe, entendi: eu o estou matando, pelo simples prazer que isso me dá. Alguma coisa fez um clique dentro de mim. Entendi, enquanto olhava o peixe se debater para respirar, que a vida dele era tão importante para ele quanto a minha é para mim". É membro honorário e participante ativo das campanhas do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, ou Pessoas pelo tratamento ético dos animais, em português).
Fonte Wikipédia






Na tarde de 9 de dezembro, de 1980, ao sair de um estúdio na Oxford Street, McCartney foi rodeado de jornalistas perguntando a respeito da morte de Lennon. Disse, "Eu estou chocado - isto é uma notícia terrível" acrescentando ainda que passou o dia no estúdio por não querer ficar em casa sentado sem fazer nada." Ele foi muito criticado pela frieza com que recebeu a notícia da morte de John Lennon. Quatro anos depois, numa entrevista para a revista Playboy, McCartney afirmou que ficou assistindo ao noticiário na televisão aquela noite e chorou a noite inteira. Ele relembrou ainda do seu último telefonema a John, logo após o lançamento do álbum Double Fantasy. Segundo McCartney, no telefonema Lennon disse rindo a Paul, "Esta esposa quer uma carreira!" A palavra esposa foi usada em referência ao termo esposo-Lennon, por John ter tomado conta do filho durante anos. Após a morte de Lennon, McCartney voltou ao trabalho mas ficou durante muito tempo sem tocar ao vivo. Ele explicou que isso era devido ao nervosismo de ser o próximo a ser assassinado.
Fonte Wikipédia



Paul McCartney


Pizza And Fairy Tales
Outtakes, demos and alternate takes from 1985-1987. Except for the song "Peacocks", all tracks are already available on The Alternate Press To Play Album and Return To Lindiana.

Back To The Big Egg 2005
This is really great: a new soundboard recording of a 1990 gig! Really great soundquality with the nice collection of songs
Tracks 1 - 28 Live at the Tokyo "Big Egg" Dome, Tokyo, Japan - 7. March 1990
Tracks 29 - 39 from various japanese concerts March 1990

Acoustic BBC2
Compilation extracted of the record "Sold On Song", a special show on the BBC Radio 2.
Recorded on Abbey Road Studios on July 27, 2005 and broadcasted on September 17, 2005. A little party in studio No. 2 with some friends and fans, a fantastic show to Macca's fans.




Paul McCartney - Pizza And Fairy Tales [2000]

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Paul McCartney - Back To The Big Egg [2005]

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Paul McCartney - Acoustic [2005]

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Jimi Hendrix - Am I Blue [2004]






Muito bacana este Am I Blues, lançamento bootleg da Purple Haze Records, além de não ser a mesmice de sempre (“Purple Haze”, “Fire”, “Hey Joe”, “Foxy Lady”, “Wild Thing”...), apresentada um áudio de excelente qualidade já que as faixas são outtakes de estúdio cujos temas estão focados no blues. Entre os destaques temos a mais completa versão nunca antes lançada de “Country Blues” e “Three Little Bears”; um dos primeiros takes de “Voodoo Chile” (tirado das sessões de gravação do álbum Electric Ladyland), e uma épica studio jam com vinte e sete minutos de “Villanova Junction Blues”.

Eu ia incrementar este post falando um pouco do meu grande ídolo e herói Jimi Hendrix, afinal na guitarra ele é “o cara” e não tem para Eric Clapton, Joe Satriani, John McLaughlin, Jeff Beck, Yngwie Malmsteen, Pat Metheny, Eddie Van Halen, Scott Henderson, Jimmy Page, John Scofield… Venha quem vier, todos se curvam diante do mestre, não só reconhecendo a sua excelência, mas também se deixando influenciar por ele. Um fato até curioso levando-se em conta que Jimi não sabia sequer ler uma cifra ou nota de uma partitura, o que me faz acreditar que técnica e conhecimento ajudam, mas sem talento e sentimento não se vai a lugar algum. Jimi tinha talento de sobra além de ser puro sentimento, basta vê-lo tocando e notamos que a guitarra se torna parte de seu corpo respondendo muito mais a sua mente e coração do que a ação dos seus dedos. Então quando eu sentei para escrever entrei em cheque: o que falar sobre ele, se já disseram quase tudo e sua carreira é mais que conhecida? Aí me veio à mente a triste história da sua infância contada pela jornalista Sharon Lawrence, amiga e confidente de Hendrix, no primeiro capítulo do seu livro, “Jimi Hendrix: A Dramática História de uma Lenda do Rock”, cuja narrativa nos faz chorar de tão triste, mas é rica em detalhes e curiosidades sobre a infância do maior guitarrista de todos os tempos. Resolvi então transcrever o capítulo aqui. Aliás o lançamento (editora Zahar) é recente e pode ser encontrado com facilidade nas livrarias por aí.


Johnny/Jimmy


Ela gostava bastante de diversão. Mas não houve muita diversão em sua vida curta e infeliz. Lucille Jeter jogava para longe o sombrio véu de ansiedades que perturbava todos os adultos ao seu redor, durante a guerra, e, apesar das advertências da família, ignorava os entediantes pingos... pingos... e mais pingos da eterna chuva noturna de Seattle para sair e dançar sempre que havia oportunidade, Lucille, a "queridinha" da família Jeter, de natureza doce e ingênua, tinha um irmão e três irmãs mais velhas. Seus pais, Preston e Clarice, eram, como a maioria dos residentes negros de Seattle nos anos 1940, homens e mulheres que imigraram para o Oeste em busca de uma vida melhor, mas que haviam se decepcionado. Nascido na Virginia, Preston Jeter teve educação, mas poucas oportunidades. Trabalhou por diversas vezes como mineiro ou estivador. Sua mulher, Clarice, que nasceu em Arkansas, provia a tão necessária renda familiar esfalfando-se como faxineira e empregada domestica. Às vezes entravam em cena alguns cheques beneficentes. A religião pentecostal era o alicerce e também a vida social da senhora Jeter. Ela se preocupava e rezava por Lucille, cuja saúde sempre fora frágil. Lucille tinha tendência a se estressar. Ao ver aquela linda menina mulata agitar os pés e rir ao ser lançada para o alto enquanto dançava, Al Hendrix sentiu-se cativado. Será que ela jamais se cansava das luzes brilhantes e dos ritmos animados dos passos de jazz? Lucille adorava música!

Mas aquelas emocionantes noites na pista de dança não durariam muito tempo: semanas depois do primeiro encontro do casal, Lucille apareceu grávida e teve de se casar às pressas com Al, de 22 anos, um atraente — se não belo — galinho garnisé de pouco mais de um metro e meio de altura. Lucille disse à mãe que tinha gostado do jeito de Al sorrir para ela. O jovem marido era um cidadão norte-americano criado em Vancouver, British Columbia, que se estabelecera em Seattle vários anos antes para tentar a sorte como boxeador peso-leve no concurso Luvas de Ouro. O pai de Al, Ross Hendrix, natural de Ohio, tornou-se policial em Chicago, mas, por fim, numa estranha guinada, empregou-se como contra-regra de uma companhia de vaudeville. Casou-se com uma das dançarinas da trupe, Nora Moore, cuja mãe era uma índia cheroqui pura e o pai, um irlandês. Nora e Ross desistiram de viver viajando e resolveram começar vida nova em Vancouver. Não tardou muito e Nora deu a luz duas crianças, uma filha e James Allen Hendrix, conhecido como Al. Como sua educação fora interrompida no sétimo ano, e ele não estava preparado para um trabalho mais especializado, Al voltou-se para o dom herdado da mãe e passou a ganhar alguns dólares aqui e ali em concursos de dança. As especialidades dele eram sapateado, jazz e improvisações solo. Embora mais tarde se referisse a si próprio como membro de uma importante família do show business, sua mãe, após deixar o vaudeville, trabalhava por muitas horas na cozinha de um restaurante em Vancouver. Quando adolescente, Al também trabalhou como garçom nessa cidade. Ao se casar com Lucille, Al talvez tivesse apenas três coisas em comum com a esposa de 16 anos: ambos eram os filhos mais jovens de suas respectivas famílias, os dois adoravam dançar e tinham um filho a caminho. Poucos dias depois do casamento, em 31 de março de 1942, Al despediu-se de Lucille com um beijo. Convocado para o Exercito, foi enviado para Oklahoma, a cerca de 2500km de distância, e de lá para a Geórgia.

Lucille mal completara 17 anos quando deu a luz o primeiro filho, Johnny, em 27 de novembro de 1942. O parto ocorreu na casa de Dorothy Harding, uma grande amiga de Dolores, a irmã de Lucille. Parentes e amigos acharam engraçado que aqueles dois baixinhos concebessem um bebê tão gracioso e longilíneo.

Criar uma criança não era brincadeira. Lucille não estava preparada para enfrentar a transição de ex-colegial para mãe. Por causa da confusão reinante no Exército ela nada recebia do pagamento de Al. Não muito tempo depois do nascimento de Johnny, Preston Jeter morreu de um ataque do coração, e Clarice herdou muitos problemas financeiros. Ela amava o filho de Lucille, mas não podia cuidar dele e ainda trabalhar fora cinco dias por semana. Clarice e Dolores estavam muito preocupadas com o bem estar de Johnny, que ficava de lá para cá num círculo de parentes e amigos, e às vezes até de gente estranha, em residências de Seattle e das proximidades. Johnny nunca sabia ao certo quem "se encarregaria" dele a cada semana — e essa expressão permaneceu para sempre em sua memória. Dormia sobre travesseiros, em cestos e nas camas dos outros. Um berço de verdade foi um luxo que poucas vezes Johnny pôde experimentar. Lucille flutuava pela vida de Johnny, a mamãe que ele tanto adorava, embora não pudesse sustentá-lo ou tomar conta dele por mais de alguns dias seguidos.

Quando estava com quase dois anos e meio, o menino foi levado por uma conhecida de sua avó Clarice. Essa mulher então adoeceu de repente e morreu. A irmã dela foi da Califórnia a Seattle, onde viu o pequeno Johnny e se encantou. Aquele foi um encontro do destino, e, embora depois ele acabasse por esquecer o nome daquela mulher, ela jamais saiu de sua lembrança. A mulher se dispôs a tomar conta do menino na sua residência em Berkeley, Califórnia, durante a guerra. Lucille não se opôs. Johnny vivia agora numa casa mais bonita, um bangalô simples, a algumas quadras do campus da Universidade da Califórnia. Ali ele se sentia confortável e seguro, e pode desabrochar sob o afeto e os cuidados da mulher que o resgatara, sem mencionar as atenções da filha mais velha dela, que tinha cerca de 20 anos, e de duas alegres adolescentes. Mais tarde, Johnny iria lembrar-se de quanto gostava que lessem histórias para ele, que ficava sempre ávido por ouvir mais uma. O vocabulário de Johnny aumentou muito durante essa feliz trégua na insegurança de Seattle. "Elas me chamavam de pequeno tagarela", disse-me ele sorrindo com essas antigas lembranças.

Al Hendrix nutria certas dúvidas quanto ao seu casamento, ainda mais depois que ouviu falar que Lucille tinha um caso com outro homem. Pensava em se divorciar da jovem esposa. Algumas semanas depois de receber baixa do Exército, no final de 1945, viajou até Berkeley pela Costa Oeste para ver o filho pela primeira vez. Johnny não foi capaz de relacionar a fotografia de seu pai uniformizado, exibida com destaque na sala de estar, com o jovem sem uniforme que agora o examinava. Al permaneceu por alguns dias com os anjos da guarda de Johnny, conheceu os vizinhos do garoto e depois, quando o menino parecia acostumado com ele, embrulhou as coisas do filho e ambos embarcaram numa exaustiva viagem de trem por quase 1.300km de volta para Seattle. Anos mais tarde Johnny lembraria como chorava e soluçava quando aquele homem pouco familiar, que agora ele devia chamar de pai, quis discipliná-lo no meio da viagem: "Quero ir embora desse trem! Quero ir para casa. Deixe-me ficar em paz, quero minha familial!"

"Eu só berrava", ele me disse. “Sabia que elas me amavam, que iriam sentir minha falta."Embora os detalhes tenham se esvaecido, Johnny jamais esqueceu daquela família substituta. "Aquele foi como um pequeno sonho aconchegante em minha cabeça", diria ele já adulto.

Quando Johnny estava para completar quatro anos, o pai resolveu mudar legalmente seu nome para James Marshall Hendrix. Incomodava-o imaginar que Lucille tivesse dado aquele o nome ao filho por causa de algum namorado. Disseram ao menino que ele passaria a ser chamado de Jimmy. Isso o perturbou e confundiu, mesmo porque vinha treinando pronunciar e escrever "Johnny" em um livro infantil de alfabeto que recebera de presente em Berkeley. "O garoto", como muitas vezes se referiam a ele, tinha nomes demais. Sua tia Dolores, a irmã preocupada e protetora de Lucille, já o apelidara de Buster. Mais tarde, Johnny/Jimmy referiu-se aos primeiros anos de sua vida como "cheios de confusão". E não era fácil para ele conversar a respeito de suas lembranças da infância. Houve um período, antes de ir para a escola, em que ele, a mãe e o pai viviam todos na pequena casa da tia Dolores, como parte da própria família dela, que se tornava cada vez maior. "Tia Dolores procurava sempre melhorar as coisas", disse ele. O casamento dos Hendrix era uma união intermitente. Vez por outra, para afastar Jimmy da crescente tensão entre os pais, mandavam-no para o outro lado da fronteira, em Vancouver, British Columbia, a fim de passar curtos períodos com a mãe de Al, Nora Hendrix. Em janeiro de 1948, quando Jimmy tinha seis anos, seus pais tiveram outro filho, Leon. Nem um ano se passara, e Lucille deu a luz um terceiro menino, Joseph. Lucille sentia-se presa numa cilada. Ela era muito jovem para ser mãe de um filho, quanto mais de três. Não podia suportar que a amarrassem. Al ficava cada vez mais mandão, temperamental e controlador com o dinheiro, sempre um problema para muitos habitantes do bairro central de Seattle. Não havia mais amor ou passos de jazz para aquele casal.

O pai de Jimmy estava sempre a lhe dizer: "Saia do caminho", "Não faça bagunça", "Não seja atrevido." O menino logo aprendeu que ficar quieto e ser obediente de vez em quando evitava as desagradáveis trocas de agressão em voz alta. Al lhe dizia: "Essa mulher e uma vagabunda.” Jimmy odiava ouvir o pai falar mal de sua mãe, assim como se arrepiava ao vê-la embriagada, trôpega e trêmula. Al também não era nenhum abstêmio, e muitas vezes Jimmy soluçava sobre o velho travesseiro, sem conseguir dormir enquanto explodiam brigas horríveis a poucos metros de sua cama. "Às vezes", diria Jimmy mais tarde a um amigo, "eu ficava lá, perguntando a mim mesmo: ‘Quem sou eu? Por que isso está acontecendo? O que posso fazer?"’ Numa noite digna de pesadelo, Lucille partiu para nunca mais voltar. "Meu querido Jimmy", disse ela ao filho, "tenho de fugir disso!" Para Jimmy as palavras e as lágrimas da mãe permaneceram como uma lembrança indelével. O casal se divorciou em dezembro de 1951. Al requereu e obteve a custódia dos filhos. Providenciou, como desejava, que Joseph fosse "criado fora". Al preveniu Jimmy e Leon para que Ficassem longe de Lucille. "Ela é uma bêbada, não vale nada!"

"Não vale nada." Essas palavras também perseguiram o menino — que veio a se tornar o homem Jimi Hendrix — pelo resto da vida.
Texto retirado do livro “Jimi Hendrix: A Dramática História de uma Lenda do Rock” (The Man, The Magic, The Truth) por Sharon Lawrence, Jorge Zahar Editor Ltda.

A mãe de Jimi faleceu sete anos depois do divórcio (ela estava com 32 anos), vítima de problemas renais que resultaram no rompimento do baço. Jimi tinha 16 anos e seu pai não permitiu que ele e seu irmão fossem ao enterro, fato que o magoou muito por toda a vida. A grafia “Jimi” foi uma idéia do empresário do guitarrista no começo do Experience, ele curtiu a idéia e a partir dali Jimmy virou Jimi e entrou para história da música universal.








Jimi Hendrix - Am I Blue





Am I Blue is another studio outtakes release, mostly focusing on bluesier pieces. Highlights include more complete versions of the previously released Country Blues and Three Little Bears, an earlier take of Voodoo Chile (from the Electric Ladyland sessions), and the epic twenty-seven minute Villanova Junction Blues studio jam.




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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Z A P P A N A L E





Um amigo das gemânicas , o grande Burkhard Schempp, fã de carteirinha do mestre Franck Zappa, deu-me um toque de um super evento zappônico que vai rolar lá para aqueles lados em agosto. Se alguém for para os cantos de Hamburgo entre 12 e 16 de agosto, vale a pena conferir. Quanto a mim, como a crise está brava, vou ficando "porraqui" mesmo. Mas se alguém tiver uma passagem sobrando aceitamos de bom grado, of course!!!











quinta-feira, 7 de maio de 2009

Frank Zappa - Buffalo's Memorial Auditorium [1974]



Este foi mesmo um grande achado nas minhas andanças pelas teias da web. Atenção: não confundam este disco com o Frank Zappa Buffalo. O bicho é o mesmo, o local também, mas aquele é de um show em 1980, com Steve Vai, Ray White, Ike Willis e campainha; nasceu pirata e acabou sendo oficializado em 2007. Este é de um show de 15 de novembro, de 1974, com aquela banda fantástica formada por Frank Zappa, Tom Fowler, Chester Thompson, Ruth Underwood, Napoleon Murphy Brock e George Duke. A gravação desta apresentação não era encontrada com facilidade por aí. Na verdade, uma parte dela foi lançada no bootleg Brings Yellow Snow to Rochester & Buffalo, mas o show na integra só rolava nas mãos de poucos privilegiados e nunca chegou a ser lançado em álbum, ainda que pirata. Até que, uns dias atrás, navegando pela rede aporto no site da CROZ FM. Opa!!! Que isso aqui!!! Não!!! Não pode ser verdade, shows e entrevistas para serem ouvidos e baixados por que quiser! Mas era, está tudo lá, uma porrada de shows de mais de cem renomados nomes da música internacional, inclusive do mestre Frank Zappa. Foi assim que finalmente pude conferir essa apresentação na íntegra que recheia dois CDs. No primeiro temos clássicos como “Stinkfoot”, “RDNZL”, “Echidna's Arf”, “Penguin In Bondage”, “Uncle Meat” e outros. No segundo estão as músicas lançadas no Brings Yellow Snow to Rochester & Buffalo: “Don’t Eat The Yellow Snow”, “St. Alphonzo's Pancake Breakfast”, “Camarillo Brillo” e “More Trouble Every Day”, com direito a uma faixa bônus no final. Para festejar o achado resolvi criar uma capinha para o disco, coisa que eu não fazia há um bom tempo e que era um hábito comum no começo deste blog. Na verdade nem sei se as pessoas curtem essas capinhas, mas eu me divirto fazendo. Bueno é isso, tá esperando o que? Baixa o disco aí e vai lá na CROZ FM conferir o resto que tem muita coisa boa!






Frank Zappa - Buffalo's Memorial Auditorium


One of the problems of introducing people to Zappa’s music is that he wrote so goddamned much of it. As a result, when it comes to live performances you get all sorts of great music that was flowing from the man at the time, but not necessarily the music that that many regard as his greatest and was certainly his most popular.

This true treasure of a stereo soundboard (low-generation and so pretty much pristine, i.e. no tape hiss) was recorded when Frank was touring with musicians from one of his greatest collectives and performing mostly material drawn from his two “hit” albums from the early 70s, Over-Nite Sensation and Apostrophe (’). Now I’ll be the first fan to agree that there are tons of great songs and albums in the Zappa canon, but I think of it as part of the mandate of this site to provide music that might turn people on to an artist they otherwise might pass on, and this is the kind of show that can make converts out of people. Seriously, if you have ever thought about dipping your ears into Zappa’s wax then this is the show to get.
From: CROZ FM



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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Andy Summers - Earth + Sky [2003]




Andrew James Summers, popularmente conhecido como Andy Summers ganhou fama nos anos 80 como guitarrista do trio de rock The Police, mas não espere encontrar em Earth + Sky nada parecido com o trabalho que ele fazia em seu antigo grupo. As coisas aqui estão muito mais para uma fusão musical de estilos diversos, embora um pouco mais centrada em jazz, com alguns momentos acústicos e outros mais elétricos, na verdade é um disco que trás toda a bagagem de influências de Summers, mistura rock, jazz, experimental e até clássico. Porque apesar dele ser mais conhecido como um roqueiro, nem sempre foi assim, pois ele começou a tocar guitarra influenciado por jazzistas como Wes Montgomery, Jimmy Raney and Tal Farlow, seus primeiros trabalhos como músico foram nos clubes de jazz ingleses. Ele aprendeu tocar de forma autoditada, porém mais tarde foi estudar violão clássico por quatro anos na California State University at Northridge (CSUN) tornando-se fã de Villa Lobos. Suas primeiras gravações aconteceram com um grupo de R&B chamado Zoot Money's Big Roll Band e ele também teve uma passagem psicodélica com o Dantalian's Chariot, tocou blues com o Eric Burdon and The Animals e ainda trabalhou com uma pá de gente de estilos diferentes como Neil Sedaka, Joan Armatrading, Kevin Ayers, Kevin Coyne, Tim Rose, Jon Lord, até chegar ao Police. Depois, ainda tocou com mais uma cacetada de figuras distintas como John Etheridge, Robert Fripp, Herbie Hancock, Brian Auger, Eliane Elias, Tony Levin, Ginger Baker, Deborah Harry e Vinnie Colaiuta, que por sinal toca com ele em Earth + Sky. Não podemos esquecer também dos trabalhos com o guitarrista Victor Biglione, argentino de nascimento, mas carioca de coração com quem ele gravou dois discos Strings of Desire (1998) e Splendid Brasil (2005). Pretendo abordar mais amplamente o trabalho de Summers num post futuro, mas creio que isso já serve para se ter uma boa idéia da gama de influências e estilos que fazem parte do universo musical deste excepcional guitarrista e do tipo de música que encontramos em Earth + Sky.
Fontes: Wikipedia e AndySummers.com







Andy Summers - Earth + Sky

While guitarist for the Police, one of the most popular rock bands of all time, andy Summers never felt he had the professional oportunity to properly express his chops. Casual fans of the Police may be surprised to learn that Summers’ career did not begin with them. Born on New Years Eve, 1942 in wartime Lancashire, England. Summers recorded in the late 1960s with Eric Burdon ans the Animals and later with Joan Armatrading and Kevin Ayers. Then came the Police, where his keenly sharp sense of time and rhythm, full of reggae, ska, South African and world music ambiance made him a household name. But Summers was antsy and started recording his own in 1982, even before the Police disbanded in 1985. Over the next decade he released a string of well received, mostly art-rock recordings before he veered into the jazz arena and put out two pivotal albums: Green Chimneys – The Music Of Thelonious Monk and a recording of Charles Mingus compositions called Peggy’s Blue Skylight. Both established Summers as a bona fide jazz cat with a serious fusion jones. While Summers’ post-Police recordings head off in headier directions, he does bring his pop-y Police guitar style to bear, here and there, on his new recording. Overall, Earth & Sky effectively draws and efficiently walks a very fine line between Adult Contemporary jazz and fusion. For example, “The Diva Station” and “Parallels” will appeal to fussiest Boney James and Bill Frisell fans at the same time. On the other edge of the spectrum Summers produces an acid fusion on “Above The World” and a title cut that recalls the guitar-drumming pyrotechnics experienced on jazz improviser Jonas Hellborg’s late ‘90s Bardo recordings. Drummer Vinnie Colaiuta propels this recording powerfully. Andy Summers, for his part performs deftly both electrically and, on the organic “Roseville” and “Parallels” acoustically. Nixed at Summers’ Divine Mother Studio, the album has a warm and full sound spread fairly even over the sonic landscape. As such, along with the intelligent mix of the contemporary and fusion elements of jazz, Earth & Sky serves as a good introduction to both Summers (independent of the Police) and to jazz itself.
From: Grapevine Culture extracted from the Andy Summers official site.




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domingo, 26 de abril de 2009

Gov't Mule re-post



Live at the House of Blues [2002]



Este foi o primeiro post deste blog e parece que foi um bom começo, pois já é a segunda vez que pedem repeteco. Bem... Então aqui vai ele outra vez!



This was my first post. I think that was a good start, because they asked for to repeat second time. So… Here is another time!

sábado, 25 de abril de 2009



Cactus re-post - 3 Homemade Bootlegs




Alguém pediu e aqui está o re-post de três bons bootlegs do Cactus, uma verdadeira lenda viva (graças a Deus) do Rock'n'Roll.

Somebody asked for and here is the re-post of tree greats Cactus bootlegs, a real live legend of the Rock'n'Roll.



Jan Jankeje & Bireli Lagrene re-post


Atendendo a inúmeros pedidos de uma pessoa só, aqui está o re-post da gravação do guitarrista cigano Bireli Lagrene com o baixista eslovaco Jan Jankeje. De fato, um disco que não se vê por aí todo dia.


In view of the applications, here is a new link for this good record with Jankeje and Bireli, If you tried access and failed, is working again.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A K I K O





Para nós aqui do novo mundo, o Japão parece mais distante do que realmente é. Quando se trata de música então, a coisa fica ainda pior, pois as primeiras coisas que nos vêm à mente, são as desafinadas interpretações amadoras de nisseis, sanseis e “não sei” nos karaokês e as trilhas de fundo musical que tocam nos restaurantes japoneses para dar aquele clima oriental. Puro estereótipo fruto da desinformação ocidental, porque os nipônicos são super engajados em termos musicais e apreciam e consomem vorazmente a música dos quatro cantos do planeta já faz muito tempo. Tanto que, nas décadas de 60 e 70, quando aqui no Brasil implorávamos por algum show internacional decente, na terra do sol nascente, tocavam Beatles, Rolling Stones além dos grandes mestres do jazz e até da música brasileira. Na era do LP, eles produziam um dos melhores vinis do mundo e hoje o CD japonês é considerado o melhor. Nos catálogos japoneses, encontramos títulos de bandas do mundo todo que não existem mais nos países de origem, isso inclui a nossa música também, por sinal está lá o maior catálogo de bossa nova do planeta, estilo que eles veneram com maior ardor que muitos brasileiros.

Bem, agora que você já tirou a imagem estereotipada da cabeça, creio que já poderá apreciar a música de Akiko com outros olhos e ouvidos. Na verdade, sei muito pouco sobre ela, inclusive seu nome completo, porque ela assina apenas Akiko (nome super comum no Japão) e grande parte das informações sobre ela, estão escritas em japonês com aquelas letrinhas que se nem eles entendem direito, quanto mais a gente. Outro detalhe curioso é que seu nome, no blog oficial, aparece escrito com letra minúscula: akiko ao invés de Akiko. Meu primeiro contato com ela foi acidental, porém uma agradável surpresa: eu procurava por informações a respeito da organista Akiko Tsuruga (outra que merece um post) e acabei baixando sem saber o disco Akiko's Holiday acreditando ser de Tsuruga. Logo nas primeiras notas, percebi o engano, pois embora fosse jazz, não havia nenhum órgão Hammond soando e a moça ainda cantava, mas opa! Espera aí!! Isso aqui é bom, muito bom!!! Pensei naquele instante. Depois de ouvir o disco todo, tinha certeza de que se tratava de um excelente álbum, de uma ótima cantora e um grande achado. Então caiu a ficha e percebi que era um disco em homenagem à maravilhosa Billie Holiday, aonde Akiko não se atreveu em momento algum a imitar a lendária cantora, mostrando muita originalidade na interpretação de clássicos como “Good Morning Heartache”, “God Bless' the Child”, “Body and Soul”, “My Man”... Em algumas faixas, ela aplica um tempero de R&B moderno e até uma pitada de Hip Hop, acompanhada por alguns convidados ilustres como o trompetista Roy Hargrove e Neil Evans do Soulive. O disco, de 2003, é o terceiro da carreira dela e foi gravado em Nova York pelo selo Verve, um dos mais representativos da história do jazz. Por sinal, Akiko é a primeira cantora japonesa a lançar um disco pela Verve. Só por aí já dá para perceber que a moça não é fraca não! Em outubro do mesmo ano, explorando um pouco mais essa coisa de modernidade no jazz, ela lança em parceria com o produtor e DJ japonês Tatsuo Sunaga, o disco Mood Swings, um trabalho igualmente bom, mas que merece uma atenção para quem costuma baixar músicas na internet. É que algum Mané, não sei se por trapalhada ou por sacanagem mesmo, subiu esse disco para rede com as músicas trocadas. Essa versão se espalhou e está em vários blogs e até em alguns sites que vendem música pela internet, o que me leva a crer que são sites ilegais, pois estão vendendo gato por lebre. Mas a indústria musical anda tão preocupada com o pessoal que compartilha música gratuitamente pele rede, que até se esquece de olhar para os caras que vendem discos e faturam ilegalmente em cima dela. Então, muita gente que não saca muito de jazz, baixou o Mood Swings e até agora acredita ter esse disco quando na verdade está com uma seleção de músicas (não me lembro se todas ou só algumas) do álbum Akiko's Holiday. Eu não sou exatamente uma delas, mas também entrei de gaiato até notar que os nomes das músicas não estavam batendo com o que tocava nos falantes. O fato é que eu também não tenho o Mood Swings e se alguém por aí tiver a versão original, aceito de bom grado!


Muito cuidado ao baixar este disco nos blogs e até mesmo sites de venda de música. Uma versão falsa foi colocada on-line onde manteram os nomes das faixas, mas o que se ouve são músicas do Akiko's Holiday com os títulos trocados.



Akiko nasceu em Tóquio, Japão e começou a tocar piano quando tinha quatro anos de idade. A data do seu nascimento é um mistério tão grande quanto o seu sobrenome e não encontrei nenhuma, pelo menos nos textos em escrita ocidental que li. Nos tempos de escola, ela ouvia rock e punk como a maioria das suas colegas, mas também se interessava por outros estilos musicais como a disco music dos anos 70, rock dos anos 60, 50 e até country. Mas sua primeira fonte de inspiração musical veio da black music, como o jump & jive e o doo wop, a cantora até gravaria dois discos nesses estilos em 2006: Little Miss Jazz And Jive e Rockin'Doo Wop Jump & Jive. Mas o que pegou mesmo foi o jazz que aderiu aos 18 anos depois de ouvir Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald. Contaminada pelo vírus, começou a cantar profissionalmente nos clubes de jazz de Tóquio, quando ainda era uma estudante universitária, até ser descoberta em 2001 e assinar com a Universal Jazz (é... começou bem!). Após receber os mais elevados elogios num encontro internacional de jazz em Nova York, seguiu para Paris onde gravou o seu primeiro álbum, Girl Talk, sob a supervisão do renomado produtor francês Henri Renaud. Trabalho bastante elogiado pela crítica, alcançando o primeiro lugar no ranking da Jazz Chart in Original Confidence (uma espécie de Bill Board japonesa). Em 2002 ela gravou seu segundo disco "Hip Pop Bop" com uma abordagem um pouco mais pop e contando com a participação do trio britânico Swing Out Sister em duas faixas. Está é uma característica do trabalho dela que me agrada bastante, usando referências do passado e mesclando-as com o presente, num versátil equilíbrio entre o tradicional e a vanguarda. Daí para frente, vieram os discos comentados acima e mais outros 10 lançamentos, entre os quais uma referência à música brasileira, o álbum Vida (2007 – também não tenho esse, se alguém se dispuser...), o seu trabalho mais recente se chama What’s Jazz? Que saiu em duas edições: Style e Spirit, ambos em 2008.

Bem pessoal, isso é praticamente tudo que eu consegui saber sobre ela e 90% dessas informações foram retiradas do MySpace, onde vocês poderão conferir a discografia completa e até ouvir trinta segundos de Akiko cantando uma música em português.
Fonte: MySpace




AKIKO






Born in Tokyo. akiko started playing piano at age of 4. She started to listen to Rock and Punk music when she was a junior high school student, and then began to take her interest in various kinds of music, including 70's Disco Music, 60's Oldies and 50's Rock and Country & Western. Above all those music, she was especially inspired by old black music like Jump & Jive and Doo Wop. At age of 18, she happened to listen to Sarah Vaughan and Ella Fitzgerald, and met Jazz. Afterwards she started to sing as a pro at Jazz Club in Tokyo when she was a university student.

In 2001, akiko signed with Universal Jazz. After she had gained highest praises at International Jazz Meeting in New York, she recorded her debut album in Paris. Legendary French Producer, Henri Renaud, produced this album. Her debut album "Girl Talk" was selected as Swing Journal's Gold Disc (Seal of Approval) and ranked at 1 of Jazz Chart in Original Confidence (Japanese Bill Board). Right after the debut, akiko made success with her debut concerts in 4 major cities (Tokyo, Osaka, Nagoya and Fukuoka). And in October, she performed at Blue Note Tokyo with her trio. As the result of these aggressive activities, she won New Star Award of 2001, Swing Journal Jazz Disc Award. In 2002, akiko released her 2nd album "Hip Pop Bop" which features 2 songs produced by UK's pop unit, Swing Out Sister. The album also ranked at 1 of Jazz Chart in Original Confidence. In summer, she appeared with her own trio at several jazz festivals in Japan and captured more than 30,000 audiences. In 2003, akiko released her 3rd album "akiko's holiday" which was recorded in New York. She picked up 12 jazz standards sung by legendary singer, Billie Holiday. On several tunes, she sang modern way in R&B/Hip Hop touch, with several guests like Roy Hargrove. This album was selected as Swing Journal's Gold Disc (Seal of Approval). In October (of 2003), akiko was awarded "Defining Beauty Award" by world-famous cosmetic company "ESTÉE LAUDER". Right after receiving the award, she released her 4th album "Mood Swings". Tatsuo Sunaga, A Japanese famous DJ produced this album. With this album, akiko has started to appeal to not only jazz fans but also young audience as "The coolest jazz singer in Japan". As the result, she won Jazz Vocal Award of 2003, Swing Journal Jazz Disc Award.






In 2004, akiko collaborated with Tatsuo Sunaga again and released her 5th album "Mood Indigo". This album was awarded ADLIB magazine’s 2004 Best National Club/Dance Disc Award. In September, she performed at Tai-chung Jazz Festival in Taiwan and captured more than 6,000 audiences. In 2005, akiko released her first live album “Simply Blue” which was recorded at a jazz club, Motion Blue Yokohama. In November, She also plans to release new studio album by producing Yasuharu Konishi (ex. Pizzicato Five).

Sweet and gorgeous gifted voice...akiko is promised to be a worldwide vocalist in the near future.
From: MySpace




Akiko's Holiday [2003]

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What's Jazz? - Style [2008]

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Mood Indigo [2004 ]

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Collage [2006]

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

THE LA'S





Dentre as boas bandas de Liverpool, que fizeram história, The Beatles é certamente a mais conhecida, por outro lado, The La’s é provavelmente a mais desconhecida. Veja bem, estou falando das bandas que fizeram história, é claro que deve existir um sem número de bandas em Liverpool que nunca ninguém ouviu falar, o que significa que The La’s não é tão ignorada assim. Eu penso que para o mainstream, ela seria uma banda underground e para o underground, ela seria mainstream. É a famosa banda quase! Aquela que quase estourou, quase chegou lá, porém acabou morrendo na praia, mas os poucos que a conhecem, costumam venerá-la como um dos melhores grupos dos anos 80. O que de fato The La’s realmente foi.




A banda foi formada em 1983, segundo Mike Badger, cantor e compositor da formação original. O nome The La’s ocorreu durante um sonho e ele curtiu porque “lads” é uma palavra usada em Liverpool para designar “caras” (rapazes), além de ter óbvias conotações musicais. Ganharam certo prestígio tocando nos bares de Liverpool e chegaram a ter algumas faixas inclusas em coletâneas locais. Lee Mavers chegou em 1984 como guitarrista rítmico, aos poucos foi escrevendo algumas canções e emergiu no grupo assumindo a linha de frente. Outro integrante importante do La’s, o baixista John Power, apareceu somente em 1986, mesmo ano em que Badger resolveu deixar a banda, mas os dois chegaram a participar juntos de uma sessão de gravação no The Attic Studio, em setembro. Naquele mesmo ano, depois de uma série de apresentações bem sucedidas em sua cidade natal, o La’s chamou a atenção de algumas gravadoras, principalmente porque uns bootlegs com gravações das demos realizadas nos estúdios de ensaio em Liverpool, começaram a circular. Esses tapes chegaram aos ouvidos de alguns selos que ofereceram um contrato de gravação e eles acabaram assinando com a Go! Discs.

A partir daí, começou uma novela com um final não muito feliz. O primeiro single, Way Out, lançado em outubro de 1987, foi mixado e produzido por Gavin MacKillop (Goo Goo Dolls, The Rembrandts, The Church...), chegando a figurar na parada entre os 100 mais e recebendo elogios do frontman dos Smiths, Morrissey, através da revista Melody Maker, mas não teve grande repercussão. Cinco mil cópias foram prensadas e acabaram se tornando um item bastante disputados pelos fãs e colecionadores. Este foi o início da carreira musical do La’s, que duraria pouco mais de cinco anos até eles espirrarem para fora dos holofotes em 1992. O motivo do fim foi justamente o primeiro álbum, que custou a sair. Lee Mavers queria controlar todas as atividades da banda e estava obcecado à procura do som perfeito, algo parecido com o que aconteceu com Brian Wilson, dos Beach Boys, no álbum Smile. Por causa disso, eles gravaram e regravaram várias vezes as mesmas músicas trocando de estúdio, produtor e até de formação, apenas Mavers e Power permaneceram. Enquanto o disco não saia, lançaram, em 1988, o single de “There She Goes”, a exemplo do primeiro lançamento a música não repercutiu muito, mas seria o maior hit da banda no futuro. Depois de trabalhar com o produtor Jeremy Allom no Pink Museum Studio, em Liverpool, a banda estava prestes a lançar o single de "Timeless Melody", em maio 1989. A música, uma das minhas prediletas, chegou a tocar nas rádios e foi apontada como “gravação da semana” pela revista britânica Musical Express. Mas o pentelho do Mavers ficou descontente com a forma que ela soava e o single não foi liberado comercialmente. O lado B desse não lançamento incluía uma versão de "Clean Prophet", que ainda permanece oficialmente não lançada, e uma blues jam chamada "Ride Yer Camel". Esse disco é extremamente raro, pois foram feitas apenas algumas prensagens de teste, nem preciso dizer que é disputado a socos, tapas e pontapés pelos tais colecionadores.





Em 1990, depois de quatro anos de trabalhos, de saco cheio com os preciosismos de Mavers e cansada de investir num álbum que não saía nunca, ainda que a contragosto do cantor, a Go! Discs resolveu que estava na hora e fez o lançamento. Aconteceu que o disco, batizado com o nome da banda, caiu nas graças da crítica e consequentemente do público, alcançando o 30º lugar nas paradas britânicas e a nova versão de “There She Goes”, incluida no álbum, ficou em 13º entre os singles, sendo até hoje a música mais conhecida do grupo. Já nos EUA as coisas não foram tão bem, ficaram em 196º lugar, entre os 200 da parada Billboard, com vendagens abaixo de 50.000 cópias, o que para indústria fonográfica é pouco (depois eles dizem que não são gananciosos - hahahaha!). Mas no Reino Unido estava tudo em casa, além do publico e da crítica, The La's ganhou também o reconhecimento do meio, sendo elogiado pelos seus conterrâneos do Echo and the Bunnymen e Noel Gallagher do Oasis, reafirmando-os como um dos grandes momentos pop do ano e aumentando as comparações com os Beatles, o que já rolava antes mesmo do lançamento. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente... Parece que Mavers foi o único que não gostou nada, nada do disco, chegando a declarar publicamente que era uma droga! Mesmo assim, as datas das turnês promocionais no Reino Unido e Europa, foram cumpridas, inclusive em alguns festivais e num giro bem sucedido pelos EUA. No final de 1991, o grupo até ensaiou uma volta ao estúdio para gravar o segundo disco, mas já não havia mais clima. Powers estava cansado de andar na estrada por tanto tempo tocando sempre as mesmas canções e, no ano seguinte, resolveu deixar o grupo e montar uma nova banda, o Cast, com o qual alcançou um relativo sucesso. Já Mavers, segundo a lenda, ficou tão decepcionado com o resultado de primeiro disco, que resolveu abandonar a carreira musical. Mas em 1995, ele voltou com a banda reformulada para alguns shows, desaparecendo em seguida. Num reencontro de Powers e Mavers em 2005, ficou no ar a promessa de um novo CD, que Powers já reconheceu como algo incerto. No final das contas, mesmo com apenas um disco lançado, The La's deixou a sua marca, tornando-se ícone e uma referência para muitas bandas do indie-pop-rock inglês.
Fontes: Wikipedia, BBC, AMG.




THE LA'S



When the La's released their debut album in 1990, it made immediate waves in the British pop scene, as well as American college radio. Drawing from the hook-laden, ringing guitars of mid-'60s British pop as well as the post-punk pop of the Smiths, the La's' self-titled first album had a timeless, classic feel. It seemed like effortless music, yet that was not the case. From their inception in 1986, lead singer/guitarist/songwriter Lee Mavers was a perfectionist with a nearly obsessive eye for detail. Consequently, the La's were never able to totally fulfill their promise.

Mavers formed the group in Liverpool with bassist John Power, guitarist Paul Hemmings, and drummer John Timson. On the strength of their demo tapes, Go! Discs signed the band in 1987, releasing the single "Way Out"; it received good reviews, yet it wasn't a chart success. Similarly, the following year's "There She Goes" received good press yet stalled on the charts. With a new lineup featuring bassist James Joyce, guitarist Cammy (born Peter James Camell), and Lee's brother Neil on drums, the La's began recording their debut album that same year. The record didn't appear until 1990. Even though Mavers claimed it was rush released, the Steve Lillywhite-produced The La's received glowing reviews and strong sales; a re-released "There She Goes" entered the U.K. Top 20 and hit number 49 in America. For most of 1991, the band was on tour. At the end of the year, they went back to the studio to record their follow-up. This time, Mavers was in complete control and he took his time to perfect the album, re-recording tracks and rewriting songs. The La's disappeared without a trace from the pop music scene. Mavers and a reconstituted band resurfaced in the spring of 1995, playing a handful of supporting concerts that featured a couple of new songs.
By Stephen Thomas Erlewine AMG



The La's - The La's [1990]

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The La's - Lost La's 1984-1986 [2001]

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Cast - Beetroot [2001]

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Mike Badger - Double Zero [2000]

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Steps Ahead - Steps Ahead [1983]



Para completar a trilogia Eliane Elias aqui vai o Steps Ahead, grupo que tem haver com o primeiro marido dela, embora não diretamente. Antes de ir morar em Nova York, em agosto de 1981, Eliane conheceu o ambiente musical de Paris. Lá encontrou o baixista Eddie Gomez, que conheceu o seu trabalho e a incentivou tentar a sorte nos States. Alguns meses depois, convidada pelo próprio Gomes, a pianista ingressava no Steps Ahead substituindo Don Grolnick, foi lá que ela conheceu seu futuro cunhado, o saxofonista Michael Brecker (1949-2007), irmão no trompetista Randy Brecker (Brecker Brothers, ambos integrantes do naipe de metais do antológico álbum Frank Zappa in New York - 1978). A aventura durou pouco mais de um ano e gerou esse maravilhoso álbum que para mim é um dos melhores trabalhos do Steps Ahead. Depois disso, Eliane gravou um disco em parceria com Randy, o álbum Amanda (1985 – nome da filha do casal) e partiu para uma carreira solo. De modo que este é o único disco da banda em que a brasileira participa, o que não era novidade no Steps Ahead, pois mudava de formação a cada lançamento e também variou bastante a sua sonoridade jazzística ora tendendo para o R&B, ora para um estilo mais standard, passando pelo funk, fusion e por aí vai...

Michael foi um dos músicos que mais tempo tocou no Steps Ahead, mas o líder da banda era Mike Mainieri, que manteve o grupo de 1979 até 1986, com direito a uns revivals nos anos 90. Novaiorquino nato (4 de julho, 1938), Mike é um talentoso vibrafonista com uma respeitável carreira musical. Começou a tocar profissionalmente aos 14 anos excursionando com Paul Whiteman. Depois, passou um bom tempo na banda do baterista Buddy Rich (1956-1963), tornando-se um músico de estúdio muito requisitado, aparecendo em diversas gravações pop. No meio jazzístico ele ainda trabalhou com Benny Goodman, Coleman Hawkins, Wes Montgomery e muitos outros, sendo um dos pioneiros do jazz-fusion através do grupo Jeremy & the Satyrs (1968). Entre 1969 até 1972 liderou uma banda chamada White Elephant que incluía os irmãos Brecker em sua formação. Finalmente, em 1979, ele forma o Steps (logo depois passaria a se chamar Steps Ahead), que durante seus anos de atividade reuniu músicos renomados como Michael Brecker, Don Grolnick, Eddie Gomez, Steve Gadd, Bendik, Warren Bernhardt, Eliane Elias, Rachel Z, Mike Stern, Tony Levin, Victor Bailey, Peter Erskine, Darryl Jones, Richard Bona, Steve Smith e outros. Mainieri ainda continua na ativa e é dono do selo NYC, fundado em 1992.

Steps Ahead é mesmo um belíssimo exemplo do trabalho deste versátil grupo e um disco que merece ser ouvido por todos apreciadores da boa música.
Fonte: All Music Guide, Wikipedia








Steps Ahead - Steps Ahead

Steps Ahead (originally known as Steps) is a jazz fusion group and the brainchild of vibraphonist Mike Mainieri. According to the liner notes of the group's 1983 debut album (for worldwide release), entitled Steps Ahead, "Steps began as a part-time venture in 1979 at Seventh Avenue South, a New York City nightclub." The group began releasing recordings in Japan as far back as 1980.

The first line up of Steps in the period 1979-1981, as can be read on the live album Smokin' in the Pit, consisted of Michael Brecker (tenor sax), Steve Gadd (drums), Eddie Gomez (bass), Don Grolnick (piano), Mike Mainieri (vibraphone), and special guest Kazumi Watanabe (guitar). This double live album was recorded on the 15th and 16th of December 1979 at The Pitt Inn Tokyo. A second studio recording was made on the 17th December 1979, called Step by Step. Smokin' in the Pit was released in 1980 and awarded a gold record and is considered their best album. The studio album Step by Step was released shortly after, followed by another live recording in the summer of 1980 called Paradox. These three albums (see Mike Manieri's notes in the booklet of the 1999 cd release of Smokin' in the Pit) were the only albums released by the group under the name of Steps. In 1982 they learned that the name Steps had been trademarked by a band in North Carolina, and therefore changed their name to Steps Ahead.

The line-up for the Steps Ahead album consisted of Mainieri, the late Michael Brecker (tenor sax), Eliane Elias (piano), Peter Erskine (drums), and Eddie Gomez (bass). The group's members has also included Dennis Chambers, Steve Gadd, Warren Bernhardt, Rachel Z, Chuck Loeb, Victor Bailey, Tony Levin, Bob Berg, Darryl Jones, Mike Stern, Richard Bona, and many others.

Brecker and Mainieri are featured on the Dire Straits album Brothers in Arms. For rock listeners, the albums Steps Ahead and Modern Times (1984, with Bernhardt replacing Elias in the main line-up, and other guest musicians appearing in limited roles) are a great bridge into a kind of jazz that is energetic and powerful. Reflecting the cooperative, ensemble nature of the band, the Modern Times album included compositions by Mainieri, Brecker, Erskine, and Bernhardt.

According to the website NYC Records, which include's Mainieri's biographical sketch and touring schedule with Steps Ahead, the 2007 instantiation of Steps Ahead includes: Mainieri (vibes), Bill Evans (sax; not to be confused with the late jazz pianist also named Bill Evans), Bryan Baker (guitar), Anthony Jackson (bass), and Steve Smith (drums), a former member of the rock group Journey. On some stops of the tour, Etienne Mbappe is listed as filling in for Jackson.
from: Wikipedia



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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Marc Johnson - Shades of Jade [2005]







Puxando um gancho do post anterior, estou postando esse disco do Marc Jonhson que eu considero uma verdadeira obra prima. O baixista tem um feliz casamento com a pianista brasileira Eliane Elias. Na verdade, não faço idéia da relação social, pessoal ou mesmo afetiva entre eles, mas no que diz respeito à música, eles se combinam tão bem quanto feijão e arroz. Em Shades of Jade tem muito de Eliane, ela participou dos arranjos e ainda contribuiu com três composições próprias, além de mais duas em parceria com o marido. De fato, desde que casaram que ela participa dos trabalhos dele e vice-versa. Marc Johnson nasceu em Omaha, Nebrasca - EUA, em 21 de outubro, estudou na University of North Texas (UNT) aonde se tornou membro da conhecida One O'Clock Lab Band junto com Lyle Mays (Pat Metheny). Excursionou com Woody Herman no final dos anos 70 e depois de um ano, quando ele estava com 25 anos, se juntou ao Bill Evans Trio, permanecendo até a morte do pianista em 1980. Em sua carreira, não lançou muitos discos, uns dez, até o momento, mas podemos dizer que é um homem de poucos e bons. Seu primeiro trabalho solo*, foi Bass Desires (1985), gravado pelo selo europeu ECM, um belíssimo álbum que contou com a participação dos guitarristas Bill Frisell, John Scofield e o baterista Peter Erskine. Jonhson também tocou com Stan Getz (1981-1982) e volta e meia apareceu ao lado feras como John Abercrombie, Pat Metheny, Joey Baron, Charles Lloyd, Lee Konitz, Paul Motian, Ralph Towner, John Taylor (o pianista de jazz, não o baixista do Duran Duran) e outros. Em Shades of Jade o baixista trabalha com o saxofonista Joe Lovano, John Scofield, o baterista Joey Baron, e o organista Alain Mallet, além de sua esposa, para fazer um álbum inspirado em Scott La Faro, baixista do Bill Evans Trio no início dos anos 60. Veja bem, não se trata de um tributo, pois as composições não são de La Faro, mas é que o nome Shades of Jade vem de uma música dele chamada "Jade Visions" que o Bill Evans Trio gravou no disco Sunday at the Village Vanguard (1961). O crítico da revista Time, Romesh Ratnesar, fez uma avaliação positiva do álbum notando que: “Johnson desempenha descontraidamente ao fundo, permitindo que os outros membros da banda se sobressaiam... ...dirigindo o ouvinte através de dez complexas melodias nebulosas (moody). O tempo raramente passa de um shuffle moderado, dando a Lovano e Scofield espaços para exuberantes e ritimados solos, enquanto Johnson, Elias e Baron conjugam uma evolução de hipnótico ambiente acústico” Como eu disse no começo do texto, Shades of Jade é mesmo uma obra prima e da minha mais alta recomendação!
Fontes: Musicianguide.com, Wikipedia, All Music Guide

* Há um disco anterior chamado Years (1972), gravado em LP pela Vanguard, mas é meio desconhecido só foi lançado em CD no Japão. Por isso, muitos consideram Bass Desires seu primeiro trabalho solo.



Marc Johnson e Eliane Elias



Marc Johnson - Shades of Jade

For his 2005 release Shades of Jade, Johnson teamed with saxophonist Joe Lovano, guitarist John Scofield, drummer Joey Baron, organist Alain Mallet, and pianist and composer Eliane Elias. According to an ECM press release, the album title was inspired by Scott La Faro, a bassist for the Bill Evans Trio in the early 1960s. La Faro composed "Jade Visions," which appeared on the trio's 1961 album Sunday at the Village Vanguard. It was described in the press release as "an object lesson in how intensity could be focused in inward-looking music, of enduring beauty." Time magazine jazz critic Romesh Ratnesar positively assessed the album, noting that "Johnson slides contentedly into the backseat, allowing the other members of a distingtuished ensemble ... to steer the listener through ten intricate, moody melodies. The tempo rarely rises above a moderate shuffle, giving Lovano and Scofield space for lush, lilting solos, while Johnson, pianist Eliane Elias and drummer Joey Baron conjure a swirling, hypnotic soundscape--- the perfect backdrop for a rainy autumn afternoon."
By Bruce Walker (Musicianguide.com).

Marc Johnson has two things going for him; he's a wonderful bass player, and he's got some big names in his address book. That much is obvious from this assured, beautiful record. Pianist Eliane Elias is Johnson's key collaborator here, both as a writer and a soloist of immense delicacy. The album centres around the trio of Johnson, Elias and Joey Baron, with strong contributions from Joe Lovano and John Scofield. It's mostly hushed, delicate stuff, though around half an hour in things shift up a gearwith the Monkish "Blue Nefertiti". But it's the ballads (and especially Elias's poised, emotionally charged soloing) that stay in the memory long after the CD's finished. While this music might not change your world, it'll feel likea better place while you're listening to it. That can't be bad.
By Peter Marsh (BBC), 09 November 2005.


John Scofield e Joey Baron


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Eliane Elias - Something For You (Eliane Elias Sings and Plays Bill Evans) [2008]



Entre as novas musas do jazz, falam muito da canadence Diana Krall, uma beldade que curiosamente foi se casar com um roqueiro com cara de nerd, Elvis Costello, e também de Norah Jones, a filha do lendário virtuoso da cítara Ravi Shankar que não pode nem ouvir falar no nome do pai que já fecha a cara. Gosto das duas, a primeira com seu estilo sóbrio e a outra com um jeitinho mais doce e delicado, embora eu não veja Norah exatamente como uma jazzista, acho que ela tem uma pegada meio folk, assim meio baladeira, mesclada, obviamente, com influências jazzísticas. Mas se eu fosse escolher uma musa do jazz pela beleza eu não ficaria com nenhuma delas, meu voto iria para Jane Monheit. Uauuu! Eu a acho linda de rosto, corpo e voz. No entanto, se for para escolher uma jazzista, não só pela beleza e sim pelos seus dotes musicais, aí meus caros, não tem para ninguém, eu fico com a brasileira Eliane Elias. Ela põe todas as outras no chinelo, principalmente na hora de tocar piano. Chegou, inclusive, a gravar o álbum Solos & Duets (Blue Note 1994) somente com dois pianos tendo ao lado, Herbie Hancock, o que não é para qualquer um não! Curiosamente, seu nome não é muito lembrado por seus compatriotas. Muita gente conhece a Diana e a Norah, mas quando você pergunta sobre Eliane ouve um: quem!? Bom, para quem não sabe, ela é paulistana, filha de uma pianista clássica e começou a tocar piano aos 6 anos de idade. "Quando eu tinha 12 anos, já sabia tocar qualquer standard que você possa imaginar", ela relembra. "Costumava comprar discos de Wynton Kelly, Bill Evans, Red Garland, Art Tatum, Bud Powell e muitos outros. Primeiro, estudava as gravações, depois, partia para a transcrição dos solos e analisava-os repetidamente". Aos dezessete anos já se apresentava tocando suas próprias composições. Após uma turnê pelos EUA, em 1981 com Eddie Gomez (baixista do Bill Evans Trio), ela foi incentivada a se mudar para Nova Iorque e acabou se casando com o trompetista Randy Brecker. Depois de algum tempo e vários discos gravados, ela se separou de Brecker, mas se casou novamente, desta vez com um dos meus baixistas favoritos, Marc Johnson, integrante da última formação do Bill Evans trio (1978-1980). Futuramente pretendo falar mais e postar outros discos da Eliane, mas agora todo esse blá, blá, blá, foi só para apresentá-la e traçar esse paralelo com Evans, pois assim como eu, ela é grande fã do lendário pianista. Além disso, ainda teve a oportunidade de tocar ao lado de dois grandes baixistas que o acompanharam, tornando-se esposa de um deles (Johnson), com quem lançou esse magnífico tributo: Something For You (Eliane Elias Sings and Plays Bill Evans). Um disco maravilhoso, que merece não só uma postagem, mas tenho certeza que muita gente depois de ouvir, vai querer ter o CD original. Então, se alguém aí não conhecia o trabalho de Eliane Elias, está aqui uma excelente e pequena amostra do grande talento dessa maravilhosa pianista.
Fontes: Clube do Jazz, Wikepédia.






Eliane Elias - Something For You

Eliane Elias’ return to the Blue Note label after a decade working elsewhere is a triumph. This salute to the late pianist Bill Evans, one of her favorite players, explores a number of songs he recorded, including both standards and originals. Evans’ bassist from his final trio, Marc Johnson, is not only a long-time collaborator with Elias but also her husband; drummer Joey Baron rounds out the band. While Elias is influenced by Evans’ playing style, his arrangements are only a launching pad for her approach to each tune; never does she sound like an obvious Evans clone. Her lush take of “My Foolish Heart” features Johnson on the late Scott LaFaro’s bass (the talented Evans sideman who died in a 1961 car wreck just ten days after recording the landmark sets with the pianist at the Village Vanguard). “Evanesque” is a newly discovered work that came from a cassette given to Johnson by Evans, so Elias adjusted the work by incorporating new material with his conception. The freewheeling take of “Solar” is a masterful group improvisation upon the Miles Davis theme. Elias’ moving ballad “After All” is a sincere tribute to Evans. She has also built confidence in her singing over time; always gifted with a tender, sensuous voice, Elias glides gently over Johnson’s walking introduction to “A Sleepin’ Bee” and offers an equally delicate “Walt for Debby.” She wrote words to Evans’ previously unknown “Here Is Something for You,” which was also discovered on the cassette given to Johnson. It is heard in two versions, a solo version with voice and piano where Elias mostly closely mirrors Evans’ playing, then the original rehearsal by Evans, which segues into an excerpt of Elias’ new version. The Japanese version of this delightful CD features an added track, “Re: Person I Knew.”
By Ken Dryden - All Music Guide



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Laing, Hunter, Ronson, Pappalardi - The Secret Sessions [1978]



Foi lá no Chris Goes Rock’s, um blog praticamente dedicado ao rock dos anos 60 e 70, que encontrei esse disco que chama muita atenção pela grandeza das estrelas envolvidas nesse projeto encabeçado por Corky Laing baterista do Mountain e West Bruce & Laing, em parceria com o guitarrista Ian Hunter (Mott The Hoople), Felix Pappalardi (Mountain e produtor do Cream) e Mick Ronson (David Bowie e Mott The Hoople). O disco ainda conta com a participação especial de Eric Clapton, Dickey Betts (Allman Brothers Band), Leslie West, John Sebastian e Todd Rundgren. Com essa constelação de astros do rock era para ser um disco fantástico. Mas nem sempre uma seleção de craques garante o melhor resultado e este é caso aqui, no entanto, está longe de ser um fiasco, tendo bons momentos como na faixa “Silent Movie”. Putz! Foi a primeira vez que eu ouvi algo interessante com o John Sebastian. O tal do Rundgren, outro que nunca me desceu, também se saiu bem em “The Best Thing” e “The Outsider” ao lado de Leslie West, que também está em “Lowdown Freedom” outra música boa do disco. “On My Way To Georgia” que conta com a participação do Clapton, é uma das melhores, só que, na verdade ela não faz parte desse projeto, foi colocada aí como bônus, trata-se de uma faixa do disco solo de Laing: Makin' It On The Street (1977). Enfim, não era o grande disco que eu imaginei quando bati os olhos pela primeira vez, mas não deixa de ser um trabalho interessante ou mesmo uma curiosidade, portanto achei que merecia um post. Agora vocês ouçam aí e tirem suas próprias conclusões.





Laing, Hunter, Ronson, Pappalardi - The Secret Sessions


In 1978 Corky Laing (of Mountain), acting on a suggestion from his record company, put a "supergroup" together featuring himself (drums/vocals), Ian Hunter (ex Mott The Hoople) on keyboards/vocals, Mick Ronson on guitar and Felix Peppalardi (Mountain) on bass. They started recording, but shortly after the record company lost interest and funding stopped. The sessions were completed at a different studio, but remained in the can, until now. The CD opens strongly enough, with the superb Easy Money, but soon descends into ordinaryness. Although all the tracks are complete versions, they sound rushed or demo-like, with little standing out, apart from a brilliant, lengthy version of The Outsider, which of course Ian recorded for his Schizophrenic album. The CD is filled out with two tracks from Corky's 1978 solo album, perhaps because originally once funding had stopped there wasn't the time or money to record a full album's worth of material. In summary, a CD mainly of historical interest only. Ian Hunter completists will want it, ditto Corky Laing/Mountain fans, but I doubt if the casual fan would be persuaded to part with his cash.
From Hunter-mott.com


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

The Rolling Stones - More Stoned Than You'll Ever Be [1963 -1971]




O negócio por aqui está jazzie demais, já é hora de mudar um pouco o rumo dessa prosa, então, para variar sem variar muito, vou recorrer a um velho clichê: The Rolling Stones. Tudo bem, não é nenhuma novidade, é apenas rock’n’roll, mas eu gosto! Vishhh!! A frase também está meio batida, mas eu gosto mesmo assim! No entanto, More Stoned Than You'll Ever Be não é um disco qualquer, trata-se de uma antologia de raridades cobrindo a fase entre 1963-1971, período dos guitarristas Brian Jones e Mick Taylor, que para muitos, foi a melhor época do grupo. Brian, além da vertente “bluesística” era chegado em experimentações e psicodelia, provavelmente sem ele os Stones não chegariam a trabalhos como Flowers (1967), Their Satanic Majesties Request (1967), e Beggars Banquet (1968). Aliás, toda essa psicodelia acabou lhe custando a sanidade e o lugar no grupo. Durante as gravações do disco Let It Bleed (1969), Brian já não se encontrava de tão pirado. Eu não me lembro bem se foi no filme Sympathy for the Devil (1968), de Jean-Luc Godard, onde aparecem algumas imagens dele no estúdio em estado deplorável, uma cena triste de se ver, assim como o filme que é chato para caralho e por isso mesmo muito pouca gente já ouviu falar e menos ainda assistiu, apesar da fama do grupo e do renomado diretor. Sem condições psicológicas para continuar trabalhando, ele foi literalmente sacado dos Stones e substituído por Mick Taylor em pleno processo de gravação do Let It Bleed, sendo encontrado morto, afogado na piscina da sua casa, algumas semanas depois.



Taylor veio do John Mayall Bluesbreakers e quando chegou trouxe para banda um virtuosismo que ela nunca tivera. Um tipo discreto e caladão, que ficava no fundo do palco sem querer aparecer muito, mas quando solava crescia tanto que engolia todo mundo. Quando saiu em 1974, deixou uma lacuna que jamais foi preenchida, porque embora Ron Wood tenha se encaixado muito bem no Stones, aquela guitarra técnica e nervosa nunca mais esteve presente, mesmo no disco Black and Blue (1976 - estréia de Wood nos Stones) os solos mais marcantes são de Harvey Mandel (Canned Heat). Depois de algum tempo o guitarrista já não se sentia bem na banda, incomodado com tanto sucesso e o estrelismo da dupla Jagger & Richards. Reza a lenda que a gota d’água foi a música “Time Waits for No One”, do disco It's Only Rock 'N Roll (1974), pois Taylor teria ficado muito magoado por não ter recebido os créditos pelos arranjos. Encontrei no blog Stones Planet Brazil uma entrevista com brasileiro Arnaldo Brandão, ex-baixista do grupo A Bolha, que morou na Inglaterra e viveu quase dois anos com Mick Taylor no começo dos anos 70, onde ele comenta o fato:

"O Mick é muito tímido e isso torna difícil para ele se mostrar. Provavelmente ele se arrependeu de ter deixado os Stones. Nunca conversamos muito sobre isso, mas ele não aguentava o assédio da imprensa, nem suportava o sucesso. Ao mesmo tempo, ele não soube administrar emocionalmente todo o sucesso que ele fazia com os Stones. Ganhava muito dinheiro, havia muitas drogas em cena, o que desequilibra a pessoa emocionalmente. Muito dinheiro e droga demais atrapalham a cabeça das pessoas. Mas não se pode botar a culpa nas drogas. O fato de ele ser muito tímido e estar numa banda de sucesso estrondoso o assustou. Além disso, embora ele seja uma pessoa muito simples, tem um ego enorme. Por isso, quis formar uma banda com o Jack Bruce. Todo mundo sabia que o Jack Bruce era doido demais e que as bandas dele não duravam muito. Acho que o Mick Taylor quebrou a cara".


Bom, de certa forma essa história já é meio conhecida e provavelmente muita gente ainda está querendo saber o que é que tem em More Stoned Than You'll Ever Be de diferente de tantas outras antologias que existem por aí abordando esse mesmo período? São gravações raras realizadas nos estúdios da BBC que vão desde as primeiras demos de 1963, até as sessões de gravação do álbum Exile on Main St. (1972) em 1971. Muitas músicas inéditas e versões alternativas nunca lançadas anteriormente como: “Baby What's Wrong”, “There are But Five Rolling Stones”, “Andrew's Blues”, “And Mr.Spector and Mr.Pitney Too”, “Cops and Robbers”, “Mona” , “Stewed and Keeped” e muito mais. Em suma: é praticamente o cálice sagrado dos Rolling Stones, para deixar você mais doido do que nunca esteve!






The Rolling Stones - More Stoned Than You'll Ever Be

Is essentially a chronological history of rare Rolling Stones studio and BBC recordings during their "Golden Years" - from the band's earliest 1963 IBC demos through the 1971 "Exile" sessions. The main goal of MORE STONED was to supplement the Rolling Stones Re-mastered Series, as well as your own Stones collection, by presenting a "Beatles-like Anthology" using the highest fidelity recordings available. We hope you get some satisfaction!

Here's a sampling of recent reviews:
"Maybe the holy grail of The Rolling Stones."
"Absolutely among the best CD's in the history of the human race...!"
"Rolling Stones CD's a significant addition to rock-and-roll history."
"Incredible collection of rare vintage Stones."
"Best value Stones item!! Essential."
"Best Stones Collection of Rarities Available...Buy It."
"SUPREME: worth every penny...and then some..."
"One of the best CD's I ever Bought!!!"
“Would highly recommend to Stones junkies."
“You Gotta hear this collection"
"A quality set that's an ABSOLUTE MUST for any Stones fan! "Two Thumbs Up!!" "A gas gas gas!"
From: Knology.net




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domingo, 4 de janeiro de 2009

FREDDIE HUBBARD






Foi na passagem do ano que fiquei sabendo da morte de Freddie Hubbard, até então meu grande ídolo vivo do trompete. Certamente ele foi um dos maiores da história do jazz e agora está lá no além, engrossando o caldo de uma jam session ao lado de iguais como Miles Davis, Dizzy Gillespie, Lee Morgan e Chet Baker. Lembro-me quando Miles morreu em 28 de setembro de 1991, que me ocorreu o pensamento: “bom pelo menos Dizzy e Freddie ainda estão na área”. Mas em janeiro de 93 Dizzy se juntou a Miles, deixando Hubbard como o último dinossauro de uma geração fantástica do jazz. Ok, Nat Adderley ainda estava vivo, era um bom trompetista sem dúvida, mas eu não sei se o colocaria lado a lado com os nomes citados acima. Alguém aí pode alegar que, como consolo, temos Wynton Marsalis. Apesar de não fazer parte da mesma geração ou dos músicos que viveram aquela época, é um trompetista excelente, extremamente técnico e que interpreta muito bem o som daquele tempo. Pero no gusta! Porque a despeito das suas inegáveis qualidades eu acho que ele se mira muito no passado e projeta pouco para o futuro. Hubbard ganhou fama tocando com Art Blakey and the Jazz Messengers no início da década de 60 e, daí para frente, descambou para uma carreira brilhante gravando cerca de 100 discos por selos importantes como Blue Note, CTI, Columbia e Atlantic, e participou de mais de 300 ao lado de feras como Thelonious Monk, Miles Davis, John Coltrane, Herbie Hancock, Sonny Rollins, Eric Dolphy, Ornette Coleman e Cannonball Adderley, sendo agraciado com um Grammy em 1972 pelo disco First Light.

Famoso pela sua contribuição para o chamado "som Blue Note" da década de 60, Hubbard morreu aos 70 anos no dia 29 de Dezembro, em Los Angeles, vítima de complicações relacionadas a um ataque cardíaco que havia sofrido em Novembro. Foi-se o artista, mas sua obra permanece influenciando novas gerações de trompetistas, como bem lembrou o citado Wynton Marsalis em declaração à agência AP: "Ele influenciou todos os trompetistas seguintes. Claro que eu o ouvi muito. Todos ouvimos. Tinha um grande som e um grande sentido do ritmo e do tempo. A grande característica do seu estilo era a exuberância". Foi na época da Blue Note records que ele gravou com o grupo de Herbie Hancock a clássica “Cantaloupe Island”, do disco Empyrean Isles (1964), que o tornou bem popular, ainda mais quando o grupo britânico de hip-hop US3 regravou, 30 anos depois, levando a música para às rádios do mundo todo. Segundo Peter Keepnews, do The New York Times, Freddie Hubbard "maravilhava o público com o seu virtuosismo, seu sentido melódico e a sua energia contagiosa em simultâneo". Muitas vezes comparado a Miles Davis [ele chegou até a gravar discos com o quinteto de Miles - The Quintet (1976) e Live Under the Sky (1981)] , Hubbard nunca foi muito chegado às experimentações, fusões e essas coisas, procurando se manter fiel ao hard-bop. Mesmo assim, andou fazendo algumas incursões em outros campos, marcadas pela participação em três importantes discos da vanguarda do jazz nos anos 60: Free Jazz (1960), de Ornette Coleman, Out to Lunch! (1964), de Eric Dolphy, e Ascension (1965), de John Coltrane. Em 1995 ele recordou à revista Downbeat o seu encontro com Coltrane: "Encontrei o Trane numa jam session no clube do Count Basie no Harlem, em 1958. Ele disse-me 'Porque você não aparece lá em casa e vamos ensaiar um pouco juntos?' Quase que fiquei maluco. Ali estava um garoto de 20 anos a ensaiar com o John Coltrane. Ele ajudou-me muito e acabamos tocando várias vezes juntos". Também na década de 70, num processo de aproximação do mainstream. Freddie chegou a incluir em seus discos, instrumentos elétricos, ritmos funk e rock, arranjos para cordas e até canções fora do âmbito do jazz, aderindo à moda da fusão típica da década. Nessa época, gravou quatro discos antológicos pelos selos CTI e Columia: Red Clay (1970), Straight Life (1970), First Light (1971) e Sky Dive (1972). Passando para os anos 80 Hubbard retomou ao velho estilo, deixando essa coisa de fusão e experimentações meio de lado, seguiu tocando regularmente até 1992 quando uma séria lesão no lábio superior o impediu de tocar com a mesma regularidade de outrora. Mais detalhes sobre a vida de Freddie Hubbard no texto abaixo de autoria de V.A. Bezerra.
Fontes: All Music Guide, Wikepedia e texto publicado no Diário de Notícias de Portugal.


Frederick Dewayne Hubbard é o principal nome do trompete no jazz surgido depois de Miles Davis. Nascido no dia 7 de abril de 1938, em Indianápolis, tocou com os Montgomery Brothers. Mudou-se para Nova York em 1958. Em 1961 juntou-se aos Jazz Messengers de Art Blakey, com quem permaneceria até 1964. Depois tocou com Max Roach em 1965-66. A partir de 1966, passou a formar seus próprios quartetos e quintetos. Ao longo de quatro décadas, Hubbard tocou com alguns dos mais importantes nomes do jazz: além de Art Blakey e Max Roach, também com Eric Dolphy, Philly Joe Jones, Sonny Rollins, Slide Hampton, Jay Jay Johnson, Quincy Jones, Wayne Shorter e James Spaulding, entre outros. A partir de 1976 participou do grupo V.S.O.P. de Herbie Hancock, uma reedição do quinteto de Miles Davis dos anos 60, formado por Hancock, Ron Carter, Tony Williams, Wayne Shorter e com Hubbard ao trompete, ocupando o lugar que fora do próprio Miles. Nos anos 70, tendo assinado com a Columbia, sua música atravessou uma fase fusion / latin jazz de caráter mais comercial. Nos anos 80, voltou a tocar no estilo mais hardbop com alguns de seus antigos colegas.

É importante notar que Hubbard esteve presente em gravações históricas do jazz de vanguarda: em Free Jazz (1960), fazendo parte do revolucionário quarteto duplo liderado por Ornette Coleman e Don Cherry; em Ascension (1965), talvez a obra máxima de John Coltrane; em Out to Lunch (1964), o testamento de Eric Dolphy; e em Blues and the Abstract Truth (1961), de Oliver Nelson. O próprio Hubbard estima que tenha tocado em cerca de 300 discos ao longo de toda a carreira.

Hubbard foi ocasionalmente comparado com Miles Davis, talvez por sua qualidade técnica e sua posição de liderança na cena do trompete moderno; porém seu som e sua abordagem são fundamentalmente diferentes. O som de Hubbard é mais encorpado, com um belo timbre tanto ao trompete como ao flugelhorn, saindo-se extremamente bem tanto no registro agudo como no grave. Seu fraseado é mais agressivo e talvez menos introspectivo que o de Miles Davis, o que não o impede de tocar com propriedade também as peças de maior lirismo. É um grande improvisador, capaz de longos solos, onde nunca falta imaginação. Versátil, transitou por vários estilos. Inúmeras vezes já se pôde comprovar que basta o trompete de Freddie entrar em cena para conferir credibilidade musical até mesmo aos contextos mais comerciais (e lembremos que ele chegou a gravar até com acompanhamento drum’n’bass, por exemplo em Times Are Changing). Mas, no fundo, Freddie Hubbard nunca deixou de ser o grande solista Hard Bop por excelência.

Certa vez, em 1974, Freddie resumiu em termos bastante diretos toda essa vida de trabalho dedicada ao jazz: “Um monte de caras jovens [young cats] vêm me perguntar como é que eles podem se virar tocando esse tipo de música. Eu digo a eles que tive que andar junto com os caras certos [the right cats], ler a música deles, ensaiar, tocar tipos diferentes tipos de música, coisas que eu nem queria tocar, enfim, tudo isso acabaria me ajudando a me transformar naquilo que eu sou hoje”.

Mais recentemente, em meados dos anos 90, Freddie esteve às voltas com problemas de saúde. Acometeu-o um problema comum aos trompetistas: seu lábio ficou gravemente danificado devido ao constante esforço de soprar. Isso o fez interromper uma carreira que, embora longa e muito produtiva, estava no auge da criatividade e ainda poderia se prolongar por um bom tempo.

Fonte:
E-Jazz



FREDDIE HUBBARD





Frederick Dewayne Hubbard (7 April 1938 – 29 December 2008) was an American jazz trumpeter. He was known primarily for playing in the bebop, hard bop and post bop styles from the early 60s and on. His unmistakable and influential tone contributed to new perspectives for modern jazz and bebop.

Hubbard started playing the mellophone and trumpet in his school band, studying at the Jordan Conservatory with the principal trumpeter of the Indianapolis Symphony Orchestra. In his teens Hubbard worked locally with brothers Wes and Monk Montgomery and worked with bassist Larry Ridley and saxophonist James Spaulding. In 1958, at the age of 20, he moved to New York, and began playing with some of the best jazz players of the era, including Philly Joe Jones, Sonny Rollins, Slide Hampton, Eric Dolphy , J. J. Johnson, and Quincy Jones. In June 1960 Hubbard made his first record as a leader, Open Sesame, with saxophonist Tina Brooks, pianist McCoy Tyner, bassist Sam Jones, and drummer Clifford Jarvis.

In December 1960 Hubbard was invited to play on Ornette Coleman's Free Jazz: A Collective Improvisation after Coleman had heard him playing with Don Cherry.Then in May 1961, Hubbard played on Olé Coltrane, John Coltrane's final recording session with Atlantic Records. Together with Eric Dolphy, Hubbard was the only 'session' musician who appeared on both Olé and Africa/Brass, Coltrane's first album with ABC/Impulse! Later, in August 1961, Hubbard made one of his most famous records, Ready for Freddie, which was also his first collaboration with saxophonist Wayne Shorter. Hubbard would join Shorter later in 1961 when he replaced Lee Morgan in Art Blakey's Jazz Messengers. He played on several Blakey recordings, including Caravan, Ugetsu, Mosaic, and Free For All. Hubbard remained with Blakey until 1966, leaving to form the first of several small groups of his own, which featured, among others, pianist Kenny Barron and drummer Louis Hayes.

It was during this time that he began to develop his own sound, distancing himself from the early influences of Clifford Brown and Morgan, and won the Downbeat jazz magazine "New Star" award on trumpet. Throughout the 1960s Hubbard played as a sideman on some of the most important albums from that era, including, Oliver Nelson's The Blues and the Abstract Truth, Eric Dolphy's Out to Lunch, Herbie Hancock's Maiden Voyage, and Wayne Shorter's Speak No Evil. He recorded extensively for Blue Note Records in the 1960s: eight albums as a bandleader, and twenty-eight as a sideman. Hubbard was described as "the most brilliant trumpeter of a generation of musicians who stand with one foot in 'tonal' jazz and the other in the atonal camp"; though he never fully embraced the free jazz of the '60s, he appeared on two of its landmark albums: Coleman's "Free Jazz" and Coltrane's Ascension.

Hubbard achieved his greatest popular success in the 1970s with a series of albums for Creed Taylor and his record label CTI Records, overshadowing Stanley Turrentine, Hubert Laws, and George Benson. Although his early 1970s jazz albums Red Clay, First Light, Straight Life, and Sky Dive were particularly well received and considered among his best work, the albums he recorded later in the decade were attacked by critics for their commercialism. First Light won a 1972 Grammy Award and included pianists Herbie Hancock and Richard Wyands, guitarists Eric Gale and George Benson, bassist Ron Carter, drummer Jack DeJohnette, and percussionist Airto Moreira. In 1994, Freddie, collaborating with Chicago jazz vocalist/co-writer Catherine Whitney, had lyrics set to the music of First Light.

Columbia's VSOP: The Quintet, album was recorded from two live performances, one at the Hearst Greek Theatre, University of California, Berkeley, on July 16, 1977, the other at the San Diego Civic Theatre, July 18, 1977. Musicians joining the trumpeter for this landmark performance were the members of the mid-sixties line-up of the Miles Davis Quintet (except the leader): Herbie Hancock on keyboards, Tony Williams on drums, Ron Carter on bass, and Wayne Shorter on tenor and soprano saxophones. Hubbard's trumpet playing was featured on the track Zanzibar, on the 1978 Billy Joel album 52nd Street (the 1979 Grammy Award Winner for Best Album). The track ends with a fade during Hubbard's performance. An "unfaded" version was released on the 2004 Billy Joel box set My Lives.

In the 1980s Hubbard was again leading his own jazz group, attracting very favorable notices for his playing at concerts and festivals in the USA and Europe, often in the company of Joe Henderson, playing a repertory of hard-bop and modal-jazz pieces. Hubbard played at the legendary Monterey Jazz Festival in 1980 and in 1989 (with Bobby Hutcherson). He played with Woody Shaw, recording with him in 1985, and two years later recorded Stardust with Benny Golson. In 1988 he teamed up once more with Blakey at an engagement in Holland, from which came Feel the Wind. In 1990 he appeared in Japan headlining an American-Japanese concert package which also featured Elvin Jones, Sonny Fortune, pianists George Duke and Benny Green, bass players Ron Carter, and Rufus Reid, with jazz and popular music singer Salena Jones. He also performed at the Warsaw Jazz Festival at which Live at the Warsaw Jazz Festival (Jazzmen 1992) was recorded.

Following a long setback of health problems and a serious lip injury in 1992 where he ruptured his upper lip and subsequently developed an infection, Hubbard was again playing and recording occasionally, even if not at the high level that he set for himself during his earlier career. His best records ranked with the finest in his field. In 2006, The National Endowment for the Arts honored Hubbard with its highest honor in jazz, the NEA Jazz Masters Award. On December 29, 2008, Hubbard's hometown newspaper, The Indianapolis Star reported that Hubbard died from complications from a heart attack suffered on November 26 of the same year. Billboard magazine reported that Hubbard died in Sherman Oaks, California.
From: Wikipedia



Freddie Hubbard - Straight Life

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Freddie Hubbard - First Light [1971]

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Freddie Hubbard - Born To Be Blue [1981]

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Freddie Hubbard - Blue Spirits [1966]

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Eric Dolphy - Out to Lunch [1964]

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Hubbard, Henderson, Corea, Clarke & White
The Griffith Park Collection 1981


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V.S.O.P. - The Quintet [1977]

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John Coltrane - Ascension

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Herbie Hancock - Empyrean Isles

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Joe Farrell - Canned Funk [1975]



O saudoso Joe Farrell. Se você não conhece esse saxofonista e flautista, saiba que deveria. Afinal ele já tocou com meio mundo, músicos do primeiro escalão como Chick Corea, John McLaughlin, Dave Holland, Jack DeJohnette, Buster Williams, Elvin Jones, Airto Moreira, Stanley Clarke, Jack DeJohnette, Joe Beck, Don Alias, George Benson, Art Pepper, Billy Cobham, Average White Band, Flora Purin, Tom Jobim, Hermeto Pascoal… São só alguns dos muitos parceiros que ele já teve. É meu amigo, o cara não era fraco não! Merece até um post mais caprichado a seu respeito, mas no momento o foco é esse Canned Funk. Estávamos em meados dos anos 80 quando um amigo me descolou uma fita cassete com a gravação desse disco. Farrell já não era um desconhecido para mim, mas até então, eu nunca tinha ouvido nada solo dele que me agradasse tanto quanto aquele disco, um jazz funk com muito soul e swing. Mais tarde, pude perceber que esse som foi uma característica marcante da fase em que Farrel trabalhou pelo selo CTI (1970 – 74), do lendário produtor Creed Taylor (taí outro que merece um post), que ao lado de Rudy Van Gelder, outra figura antológica da produção jazzística, criou uma série de obras primas. Com tantos prós e nenhum contra, saí na captura do LP em tudo quanto foi loja e nécas! Nada de encontrar o tal Canned Funk, nem importado! O tempo foi passando, a fita desgastando, até sumir e eu já nem me lembrava do som quando, no final dos anos 90, aquele mesmo amigo me aparece com um CD caseiro contendo uma seleção de músicas de três discos do Farrell: Outback (1971), Moon Germs (1972) e Canned Funk, mas na capa do CD estava um scan, justamente, do famigerado disco. Àquela altura do campeonato, eu já conhecia e tinha os outros dois álbuns, mas ainda não encontrara o Canned Funk, cuja capa, maravilhosa, diga-se de passagem, eu via pela primeira vez (um magistral trabalho do fotógrafo americano Pete Turner). Novamente fui procurar nos sebos para ver se encontrava o disco, afinal já estávamos na era do CD e discos do Joe Farrell estavam praticamente dados nos sebos (isso há 10 anos, porque hoje estão caríssimos). Porém, mais uma vez dei com os burros n’água e pior, dessa vez, eu só tinha algumas faixas do disco porque a fita já era fazia tempos. Mesmo quando começou essa onda de baixar músicas pela net, eu não o encontrei, até que no finzinho de 2007, sem nenhum aviso dou de cara com o Canned Funk inteirinho à minha disposição num site russo chamado Noname. Com a ajuda de um software de tradução, consegui me inscrever no site e finalmente passei a possuir uma cópia do tão almejado disco. De lá para cá, esse disco se tornou um pouco mais comum na net e já não é tão difícil encontrá-lo por aí, tanto que a cópia que está aqui, eu baixei por esses dias sem grandes dificuldades, mas ainda me lembro da emoção de encontrar Canned Funk depois de tantos anos de busca. Uma alegria que divido agora com os freqüentadores deste blog, na esperança de que esse “funk enlatado” também faça a cabeça de vocês.







Joe Farrell - Canned Funk

Review by Fleamarketfunk
Now that I’m back, rested, and ready to go, I thought I’d pull out the newest addition to the FMF stable. It’s a record that I wasn’t really looking for, but decided to pick up because I knew the tune, and I am definitely a fan of the record label, despite the naysayers who claim it’s a “tepid terd”. In fact, I like everything about this label. From the musicians to the cover art, there is a love affair with these records that is still strong. I’ve been reading The House That Trane Built: The Story of Impulse Records, and my respect for Creed Taylor has doubled. The guy is amazing, and I will definitely not stop buying CTI records. This record hasn’t shown up at any of my local spots, and well, I had to jump on it. A lot of other CTI records do, and I’ve gotten some great ones throughout my digging career. From George Benson to Hubert Laws, when I see the shiny gate fold cover I can’t resist. Let’s get into Joe Farrell and “Canned Funk” on one of my favorite record labels, Creed Taylor’s CTI, from 1975.

Joe Farrell picked up the clarinet at the age of eleven. He went on to graduate from the University of Illinois, eventually uprooting himself and moving (like many Jazz musicians) to New York City. While in the Big Apple, he linked up with Maynard Fergusen and Slide Hampton. A very accomplished saxophone player and flutist, Farrell has played with a who’s who of Jazz musicians, including Jack DeJohnette,Charles Mingus, Andrew Hill, Herbie Hancock, Jaki Byard, Stanley Clarke, Elvin Jones and as a stand out musician with Chick Corea’s “Return to Forever”. He definitely had a good run during the 70’s with his CTI releases, riding on the coat tails of his success with Fergueson. A nasty drug habit would catch up with him during his final years in Los Angeles, where he worked with a lot of different people, including the Mingus Dynasty and Louis Hayes. He died in 1986.

If the Pete Turner photograph on the cover wasn’t enough, (I mean who ever gets an eyeball in their can of peaches?) the record was produced by Taylor and engineered by the genius known as Rudy Van Gelder in his Englewood Cliffs Studio in December of 1974. The song’s line up was as follows: Joe Farrell (tenor sax); Joe Beck (guitar); Herb Bushler (bass); Jim Madison (drums); and Ray Mantilla (congas and percussion). There’s some heavy Funk/ Jazz/ Fusion going on, and it’s obvious why Farrell’s saxophone sound was sought after during the 70’s. In this period, you had all these heavy Jazz players laying down Funk tracks (or their interpretation of), and apparently playing the role while they recorded. They would don the Funk outfits of the time, and get to work in the studio. The Funk would get into them people, and I can just see heavyweights like Milt Jackson wearing a Walt “Clyde” Frazier hat (complete with feather!) as he funked up the vibes. This is by far the longest side I’ve put on FMF (clocking in at over 7 minutes), but IMHO, it’s a really unique song. If you can’t get a hold of this nugget on vinyl, CTI released a compilation called “The Birth of the Groove”, which we here at FMF highly recommend. I am partial to CTI releases, and this tune is definitely a keeper.
From: Fleamarketfunk.wordpress.com 2007/09/26




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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Compost - Life Is Round [1973]




Excelente banda do início dos anos 70 que reúne dois grandes bateristas em seu elenco: Jack DeJohnette e Bob Moses. O primeiro ganhou notoriedade tocando com Bill Evans e Miles Davis, e Moses quando tocou com Rolnad Kirk e no Gary Burton's Quartet. Depois disso, ambos já acompanharam meio mundo do jazz e são nomes respeitadíssimos nessa esfera. Além dos tambores, os dois também tocam teclados e dividiam essa função no Compost. O grupo ainda conta com a percussão de Jumma Santos, mais um que tocou com Miles Davis, o que deixa evidente que a sessão rítmica da banda é realmente poderosa. O som é uma mistura de jazz, funk e soul com uma pitada latina vinda percussão de Jumma. O escrete ainda reunia Harold Vick (Grant Green, Jack McDuff, Nat Adderley, Dizzy Gillespie...) e o baixista Jack Gregg. O Compost não teve uma vida longa, durou uns três anos (1971 – 1973) e gravou três disco. Life Is Round foi o terceiro álbum e é o meu favorito. Um disco que agrada não somente aos jazzistas, mas também quem curte funk e soul music dos anos 70.






Compost - Life Is Round

This album was released in 1973 on Columbia Records, this all-star band consists of Bob Moses, Harold Vick, Jumma Santos, Jack Gregg and Jack De Johnette, plus friends Roland Prince, Ed Finney, Jeanne Lee and Lou Courntey. The Compost ensemble was formed, to quote Jack DeJohnette, as a co-operative band comprised of a group of people who are all versatile and whose egos are directed into positive channels, thereby overcoming the old leadership-versus-sidemen problem. This mission produced only three albums. While the self-titled debut never achieves much of a trajectory, some of the grooves on Life Is Round are nicely refracted esp. the Harold Vick cuts, “Seventh Period” and “The Ripper”. Lou Courtney even makes an appearance, adding vocals to a tidy song about outer space.
From curved-air.com



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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

BACK DOOR





Minha consciência começou a reclamar: “para um baixista seu blog está devendo algo além de Jack Bruce”. Puxa! Até que o pensamento tem lógica, embora eu veja o instrumento como um caminho para a música, ou seja, não encaro a coisa como música de guitarrista, de baixista, pianista e assim por diante, exceto em casos de solos é claro. Mas está faltando som de baixista por aqui e para corrigir essa ausência sentida resolvi fazer esse post do Back Door, um dos melhores grupos ingleses da década de 70, que poucos tiveram o prazer de conhecer e que teve a ousadia de tirar a “cozinha” do fundo, colocando o baixo a frente como um instrumento de solo, magistralmente executado pelo canhoto Colin Hodgkinson.

O grupo foi um trio que nasceu em 1971 na cidade de Blakey, em Yorkshire, e além de Hodgkinson, tinha Ron Aspery nos teclados e sax, e Tony Hicks na Bateria. Eles faziam uma inusitada mistura de jazz, blues e funk, com uma pitada de rock. Creio que esta singular fusão liderada pelo contrabaixo, foi responsável pelo grande prestígio deles entre a crítica especializada e também o motivo de chamarem muito pouco a atenção do grande público, cujos ouvidos estavam mais voltados para o hard rock do Led Zeppelin, Black Sabbath, Uriah Heep e progressivos como Genesis, Yes e Pink Floyd. Por isso o Back Door teve uma vida curta (1971 – 1976), mas suficiente para deixar a sua marca na história da música, influenciado gerações e gerando grupos como o Morfine, treze anos depois.

Depois do fim, o Back Door andou fazendo alguns revivals, o primeiro deles aconteceu em 1986 e foi registrado no bootleg A Live Decade. Se juntaram outra vez em 2003, quando gravaram o álbum Askin' The Way, que mescla alguns velhos sucessos com novas músicas. Esse trabalho ficou marcado como o último da formação original, pois Ron Aspery faleceu em dezembro daquele ano. Mas o trio voltou a tocar em 2005, com Rod Mason no saxophone. No entanto, outra baixa aconteceria em agosto de 2006, quando Tony Hicks morreu em Sidney, na Austrália. O baixista então formou um novo trio em 2007, chamado Colin Hodgkinson Group, novamente com Rod Mason no sax, e Paul Robinson na bateria. Em outubro de 2008 lançou o CD Backdoor Too! Uma espécie de continuidade do lendário Back Door. Para contar um pouco mais da história desse jazz fusion power trio, deixo vocês com o texto de Cláudio Vigo, publicado no site Whiplash em 2002.

A primeira vez que ouvi falar de Colin Hodgkinson foi nos anos 70 numa Melody Maker (via Revista Rock) onde havia uma crítica a um show do Deep Purple e o sujeito desancava sem dó nem piedade suas majestades púrpuras (chamava de decadente pra baixo) colocando nas maiores alturas uma banda de abertura que eu nunca havia escutado falar. Na época, como fã incondicional do Purple, fiquei mais que passado e já estava chamando o inglês de anta, quando a descrição do tal show despertou minha atenção. Tratava-se de um inusitado trio de sax, baixo e bateria chamado Back Door, que fazia uma mistura de Blues Rock e Jazz, onde o baixista fazia acordes e solava tresloucadamente em todas as músicas o tempo todo, como se fosse um guitar hero. Fiquei com dezoito pulgas atrás de todas as orelhas por anos a fio procurando ouvir qualquer coisa desta tão fantástica banda, que com apenas um baixo havia reduzido meus ídolos de então ao vexame total.

Colin "Bomber" Hodgkinson nasceu em Peterborough em 1945 e se tornou profissional em 1966 no jazz rock trio chamado Eric Delaney's Showband, e em 1969 fazia parte da lendária New Church de Alexis Korner, com quem abriu o famoso concerto dos Stones no Hide Park e em que Mick Taylor fez sua estréia em um dos melhores empregos do rock. Tenho uma gravação desta banda onde o homem arrasa num blues solado, conduzido unicamente no baixo.

Em 1971 forma o Back Door com Ron Aspery (sax) e Tony Hicks (bateria). Numa época onde predominavam guitarras e hammonds na linha de frente, os caras apareciam com um saxofonista muitas vezes fazendo base para o baixista alucinar enquanto o baterista mandava ver. Ninguém entendeu nada, mas obtiveram um relativo sucesso naqueles pubs enfumaçados e circuitos alternativos em geral. Em 1972 gravaram seu primeiro disco por um selo local e depois catapultados por uma grande gravadora (Warner) se tornaram referência cult pra toda a imprensa musical inglesa. Com a produção de Felix Pappalardi foram para Nova Iorque gravar o fantástico segundo disco chamado "8th Street Blues". Em 1975 mudaram o baterista (Adrian Tilbrook assumiu as baquetas) e o som em seu último disco gravado (produzido por Carl Palmer) chamado "Activate" que cá entre nós, é bem inferior aos anteriores. Não sei o que foi, mas que a receita desandou, desandou. Em 1977 a banda acabou depois de quatro discos de pouca vendagem, muito sucesso de crítica e pouco público, uma daquelas bandas lendárias que muita gente ouviu falar, mas poucos conheceram de fato.
Fonte: Whiplash.net.





BACK DOOR



Colin Hodgkinson first met Ron Aspery whilst the two were playing in the jazz-rock trio "Eric Delaney's Showband". The two began to talk about forming their own band around 1969, and eventually Back Door came to fruition in 1971, with Tony Hicks joining on drums. Hodgkinson made an innovative use of the electric bass, making it a lead instrument rather than a part of a rhythm section. Their unique brand of jazz-rock and Hodgkinson's original playing was a hit at their regular venue; the Lion Inn on Blakey Ridge, Yorkshire. However, record labels were not keen and the band were repeatedly told "No singer, no contract". Ever the innovators, the band decided to record their first album themselves. It was recorded on a 4-track Ampex mixing console in eight hours, and mixed in four hours the next day. Around 1,000 copies were first printed by RCA. The album was sold over the bar at The Lion Inn, and at a few record shops in the local area.

A copy of the record somehow made its way to the NME headquarters in London, and a superb review by Charles Shaar Murray was printed. After a few more reviews, the band passed an interview, and began playing a regular slot at The Senate in Peterlee, despite Aspery snapping a key off his saxophone moments before the audition. The band's popularity increased when they were asked to play a two week stint at Ronnie Scott's club in London, opening for Chick Corea. The run was eventually lengthened to three weeks. The record companies changed their tune, and after receiving many offers, the trio decided to sign with Warner Brothers. The band rejected an offer from Richard Branson (who was just starting up Virgin Records at the time) because, according to Hodgkinson: "they were successful - this other guy seemed really nice, but he had no track record". Warner Brothers then re-released their debut album.

In 1974, the trio went to New York to record their second album, 8th Street Nites. The album was produced by former Cream producer, Felix Pappalardi. This was the first album to feature vocals, provided by Hodgkinson because "we needed a singer, and I was the least bad out of us." Papallardi himself also played on a few tracks. Warner Brothers duly released the record, and a tour of the United States supporting Emerson, Lake & Palmer followed. Subsequent tours (usually as the support act) included one with Alexis Korner in Germany, which led to a long-lasting collaboration between Korner and Hodgkinson, and The J. Geils Band in the U.S., as well as a few headlining tours of the university circuit in the UK.

By the time they recorded their third LP, Another Fine Mess, Dave MacRae had joined the band on piano. He was a friend of Hicks' that he met whilst in Australia. The band shifted style slightly on this album, and more effects, processing and electronic sounds were used, although they were still defined as jazz-rock. McRae's stint in the band only lasted about a year however, and by the time they recorded Activate in 1976 he had departed the band, as had long-time drummer, Tony Hicks. The band hired Adrian Tilbrook as a replacement on drums, claiming they needed "a more hard-hitting drummer". The album was produced by Carl Palmer. After the release of Activate, the band played less and less together, and eventually broke up around 1977. Aspery went on to do work as a session musician, and Hodgkinson joined a string of bands, including the The Spencer Davis Group and a few outfits alongside Jan Hammer, then of The Mahavishnu Orchestra.

The original line-up briefly reunited for what was initially one night at the Ronnie Scott's 1986, although this was subsequently followed by a short tour of the UK. In 2003, the original line-up reunited once again to record a new album. Askin' The Way consists of 6 re-workings of favourite old songs, and 13 new recordings. Hicks also played accordion on this album on a couple of tracks. The official launch took place in The Lion at Blakey Ridge, where the band had first started out back in 1971. The band then played a few more shows but Aspery had been suffering from an illness for quite some time, and decided that the rigours of the road were no longer for him. On the 10 December that year, Ron Aspery died at his home in Saltdean, Sussex. The band played a few more concerts in 2005 with Rod Mason on saxophone, including the Guildhall venue at the Brecon Jazz Festival, Hull Jazz Festival, and further sold - out Blakey concerts in 2005. Tony Hicks died in Sydney, Australia on 13 August 2006.In 2007 Colin Hodgkinson formed a new trio under the name Colin Hodgkinson Group with Rod Mason (sax) and Paul Robinson (drums). In 2008 they released Back Door Too!, a mixture of old Back Door numbers and new material
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From: Wikipedia





8th Street Nites [1973]

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A Live Decade 1976-1985

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Live in London 1973

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sábado, 13 de dezembro de 2008

LARRY CORYELL








Foi em setembro de 1978 que conheci Larry Coryell, me lembro bem da data porque foi nessa época que aconteceu o maior e melhor evento jazzístico realizado no país até hoje, o São Paulo-Montreux Jazz Festival (obra de Maluf – não gosto do cara, mas nessa, ele me agradou muito). Entre os dias 11 e 18, sessenta mil pessoas foram ao Palácio das Convenções no Anhembi para conferir de perto uma constelação de estrelas internacionais como John McLaughlin, Tony Smith, Dizzy Gillespie, Taj Mahal, Patrick Moraz, Chick Corea, Joel Farrel, Stan Getz, Peter Tosh, Al Jarreau, Benny Carter, George Duke, Etta James, Ray Brown e outros, além dos brasileiros Helio Delmiro, Hermeto Paschoal, Milton Nascimento, Nivaldo Ornellas, Raul de Souza, Djalma Correa, Egberto Gismonti, Zimbo Trio, Wagner Tiso, Victor Assis Brasil, Luiz Eça, Márcio Montarroyos e mais outros tantos. No meio desse monte de feras, estava uma dupla de guitarristas, até então desconhecida por mim: Larry Coryell & Philip Catherine (que mais tarde substituiria Jan Akkerman no Focus). Me desculpem a expressão, mas PUTA QUE O PARIU! Os caras fizeram um show para não dever nada a nenhum dos nomes citados aí em cima, na verdade fizeram uma das melhores apresentações do festival, não só na minha modesta opinião, como também da tal crítica especializada. Saca só o que foi publicado na extinta Revista POP nº 73, de novembro de 1978:




Quem conhece o LP Twin House (1976), primeiro disco da dupla Larry Coryell/Philip Catherine, sabe que poucas vezes o mundo do jazz assistiu a um "casamento" artísticotão perfeito. E, se o dito popular "os opostos se atraem" também é válidopara os casamentos artísticos, eis aí a explicação para o brilhante trabalho que esses dois garotões guitarristas vêm desenvolvendo nos últimos tempos. Larry Coryell é texano mas sempre morou em Nova Iorque. Philip Catherine é inglês, de família e educação belgas. Larry é um representante típico do jazz urbano da east coast dos EUA. Philip faz o modelo jazz de vanguarda europeu, ultimamente com grande influência dos experimentalistas alemães. Larry é observador, atento e faz o gênero superstar. Philip é contemplativo, bon vivant e faz o gênero diplomata.




Do encontro dessas duas personagens antagônicas, no festival de Montreux de 1975, surgiu uma das duplas mais vigorosas do jazz atual. Tão grande foi o sucesso de Twin House - e tamanha a satisfação que ele trouxe a Coryell e Catherine - que a dupla logo tratou de continuar o trabalho através de dois novos LPs. O primeiro chama-se Splendid, é gravado em estúdio e representa uma continuação natural do trabalho iniciado em Twin House. O "segundo novo LP" da dupla foi gravado ao vivo na Alemanha, num concerto já considerado "clássico" pelos fãs da dupla. Segundo declarações de Larry Coryell, foi de longe a melhor apresentação que ambos já fizeram, e ela por sorte foi gravada na íntegra.

Nos bastidores do Festival de Jazz de São Paulo, Coryell explicou aos repórteres os motivos do sucesso de seu casamento artístico: "Eu e Philip entendemos a música de maneira completamente diferente um do outro. Nossas visões e interpretações são sempre opostas. Por isso mesmo, acho, estamos sempre ensinando alguma coisa um ao outro. O Philip colabora com toda aquela complicação cerebral do jazz europeu, e eu mostro a ele como é o blues das grandes cidades americanas. Assim, depois de brigar muito, sempre armados de violões e guitarras, acabamos criando boa música. E o público, que não é tolo nem nada, está compreendendo nosso trabalho. De minha parte, confesso que nem o Eleventh House nem o grupo de Miles Davis me trouxeram tanta satisfação pessoal e profissional quanto esses três LPs com Philip Catherine. Se foi amor à primeira vista? Bem, prefiro dizer que foi uma paixão fulminante ao primeiro acorde..."
(Por: Okky de Souza)




Na dupla, o quem mais me chamou atenção foi Larry Coryell, principalmente pela sua vertente “bluesística”. Dias depois lá estava eu percorrendo as lojas em busca de LPs do cara. Comprei dois discos Twin House e o Spaces. O primeiro com as músicas apresentadas no festival e é sem dúvida um ótimo disco, mas o segundo também é incrível a começar pela categoria dos instrumentistas reunidos, Coryell divide a guitarra com John McLaughlin e eles são acompanhados por Miroslav Vitous no baixo, Chick Corea nos teclados e Billy Cobham na bateria. O som é uma fusão incomum (pelo menos para época) de jazz e rock, pois tinha uma pegada um pouco diferente do que vinha fazendo Miles Davis e outros artistas daquele tempo. Esse álbum foi gravado em 1969, mas só lançado em 1974, é um daqueles trabalhos que precisa ser ouvido várias vezes para ser totalmente compreendido. Esse LP foi responsável por uma mudança radical nos meus estudos musicais (que nunca foram tão profundos assim, diga-se de passagem): eu estudava violão clássico com um bom professor cujo nome me foge agora. Ele vivia me fazendo estudar uma série de valsas (é, eu estava bem no começo) até que um dia levei o Spaces para ele ouvir. Na aula seguinte, o professor disse que ouviu, achou interessante, mas afirmou que aquilo não era música. Depois dessa, abandonei o curso e no dia seguinte estava me matriculando em guitarra na escola do Zimbo Trio. Atraído não exatamente por ser do renomado trio, mas principalmente pela proposta contida no nome do conservatório: Centro LIVRE de Aprendizado Musical – CLAM.






Com o passar dos anos fui descobrindo que Coryell é um músico extremamente eclético, mesclando em suas fusões musicais diferentes tendências, inclusive a música brasileira, chegando a gravar um ótimo álbum no Brasil, Live from Bahia 1991, juntamente com Marcio Montarroyos, Nico Assumpção e Dori Caymmi, trabalho produzido pelo lendário produtor de jazz Creed Taylor. Outro importante registro em parceria com instrumentistas brasileiros aconteceu em 2002, quando lançou o disco Three Guitars (também em DVD) junto com seu compatriota John Abercrombie e a paulista Badi Assad. Tive a oportunidade de ver Coryell e Badi juntos em 26 de novembro de 2005, quando ele esteve aqui para apresentações do disco Tricycles, lançado um ano antes (puts que discaço!!!). Não me lembro se foi antes ou durante a apresentação, mas Badi veio ao palco e eles tocaram sons do Three Guitars, pena que Abercrombie não estava lá. Agora, meu irmão, essa apresentação do Tricycles que ele fez com o baixista Mark Egan e o baterista Paul Wertico, foi um dos shows mais incríveis que eu já tive o prazer de assistir, eu e pouca gente, porque no mesmo dia, aconteceu o Free Jazz, ou coisa assim, com Chick Corea e isso dividiu os públicos deixando a casa meio vazia, mas posso garantir que quem foi ao Tom Brasil ver Coryell naquela noite, saiu em estado de graça. O som foi tão bom, que eu quase ignorei a apresentação do Billy Cobham Culturemix, que rolou logo em seguida. O guitarrista voltou a São Paulo este ano com Egan e Wertico para se apresentar do Bourbon Street e é claro que eu estava lá. Mais uma vez foi um grande desempenho, mesmo assim não chegou nem perto do que rolou no Tom Brasil. Bem amigos, muitos foram os discos de Coryell que me impressionaram, por isso foi difícil escolher os posts nessa extensa discografia, procurei colocar os mais significativos e mesmo assim alguns ficaram de fora, deixo aqui a minha seleção e um pouco da história desse músico incrível na esperança que vocês apreciem tanto quanto eu.





Larry Coryell nasceu em 2 de abril, na cidade texana de Galveston nos EUA. Quando criança começou a estudar piano, mudando para o violão e depois para guitarra na adolescência. Após estudar jornalismo na Universidade de Washington, ele se mudou para Nova York em 1965, onde fez a segunda guitarra para Gabor Szabo no quinteto do baterista Chico Hamilton. Todavia, em 66, ele assumiu o lugar de Szabo e logo depois gravou o seu primeiro vinil com a banda de Hamilton. Ainda em 66, ao lado de Bob Moses e Jim Pepper, ele se tornaria co-fundador de uma das primeiras bandas de jazz rock, o Free Spirits, gravando o álbum Out Of Sight And Sound, um LP raro e muito disputado por colecionadores e que não foi lançado em CD. No ano seguinte, Coryell se uniu ao grupo do vibrafonista Gary Burton, lançando três discos seminais do jazz-fusion: Duster, Lofty Fake Anagram e A Genuine Tong Funeral, todos em 1967. Em 1969 ele participou do disco Memphis Underground do flautista Herbie Mann ao lado de Roy Ayers e do influente guitarrista de free-jazz Sonny Sharrock. Naquele mesmo ano, produziu seu primeiro álbum solo batizado apenas de Coryell e depois saiu em turnê com o Jack Bruce and Friends ao lado de Mitch Mitchell e do tecladista Mike Mandel que mais tarde fundaria com ele o grupo Eleventh House, famoso na década de 70 como uma das principais bandas de jazz rock, consagrando Coryell como um mestre do estilo.





Os trabalhos realizados por Coryell na segunda metade dos anos 60, deram a ele alguma notoriedade e, durante a década seguinte ele gravou uma série de álbuns, mais de 25, trabalhando com alguns dos melhores músicos da época, nomes pesos-pesados que incluíam os guitarristas John McLaughlin, Eric Clapton, Jimi Hendrix, Paco De Lucia, Pat Metheny, Al Di Meola, John Abercrombie, Larry Carlton, John Scofield, Kazumi Watanabe, Ralph Towner, e Steve Kahn; os bateristas Billy Cobham, Elvin Jones, Steve Gadd, Lenny White, Mitch Mitchell e Tony Williams; os saxofonistas David Sanborn, Pharoah Sanders, Michael Brecker; Sonny Rollins e Steve Lacy; os trompetistas Don Cherry, Maynard Ferguson e Randy Brecker; o violinista Stephane Grappelli; os tecladistas Chick Corea, Larry Young, David Sancious e Lyle Mays; e os baixistas Charles Mingus, Miroslav Vitous, Ron Carter, Eddie Gomez, Jack Bruce, Jimmy Garrison, Charlie Haden, Steve Swallow e Tony Levin. No período entre 1979 e 1980, ele esteve em turnê pela Europa com Paco De Lucia e John McLaughlin como integrante do Guitar Super-Trio. Uma dessas apresentações, realizada no Royal Albert Hall, em Londres, foi gravada em vídeo e celebrada como “Meeting of the Spirits” (encontro dos espíritos). No entanto, o trio não teve uma vida longa e Coryell cedeu seu lugar para Al Di Meola no início de 80.





Apesar de passar os 80 se dedicando quase que exclusivamente à guitarra acústica, Coryell continuou abrindo novos caminhos. Criou um ambicioso projeto interpretando clássicos de Stravinsky e Ravel. Complicado? Talvez, mas por ocasião do lançamento de Sketches of Coryell (1996), ele comentou: "A idéia desse disco foi um 'Shut Up' N 'Play Yer Guitar (cala a boca e toca a sua guitarra), como diria o imortal Frank Zappa. Mas eu escolhi não entrar em um monte de coisas rapidamente. Em vez disso, apenas me concentrei na melodia, independente da composição.” No entanto, qualquer que seja o gênero, seja qual for a abordagem, com mais sessenta gravações sob a sua cintura, Coryell pode ser considerado um verdadeiro "Guitar Legend".

Atualmente, Mr. Coryell vive em Duchess Country, Nova York, mas continua a lecionar guitarra em tempo parcial e a fazer turnês regularmente.
Biografia traduzida do texto de Christiaan Strange encontrada no site Kiosek



Nota: eu não quis fazer alterações no texto Christiaan Strange, mas o final está meio estranho porque ele fala do disco Sketches of Coryell, fazendo parecer que este trabalho faz parte do “ambicioso projeto interpretando clássicos de Stravinsky e Ravel”. No entanto, a única música próxima de um clássico neste disco é o famoso Concierto De Aranjuez (aka A Sketch Of Spain), todas as outras são jazz. Os trabalhos relacionados à música clássica são: Bolero (1981), Bolero/Scheherazade (1982) A Quiet Day in Spring (1983, um disco de inspiração erudita, mas não é música clássica), L' Oiseau de Feu/Petrouchka (1984) e Le Sacre du Printemps (1986). A impressão que se tem é que alguém resolveu resumir o final da biografia e acabou fazendo m...






LARRY CORYELL








Larry Coryell was born 2 April, 1943 in Galveston, Texas. As a child he studied and played piano, switching to guitar (acoustic, and then electric) in his teens. After studying journalism at the University of Washington, he moved to New York City in 1965, where he played behind guitarist Gabor Szabo in drummer Chico Hamilton's jazz quintet. However, by 1966, he had replaced Szabo and later that same year went on to record his vinyl debut with Hamilton's band. Also in 1966 he co-founded an early jazz-rock band, the Free Spirits, with whom he recorded one album, 1966's rare, Free Spirit: Out Of Sight And Sound. Soon after his stint with the Free Spirits he joined vibra-harpist Gary Burton's band, recording with him three seminal albums, all of which are now long out of print. In 1969 he recorded Memphis Underground with flautist Herbie Mann whose band, at that time, included Roy Ayers and the influential free-jazz guitarist Sonny Sharrock. Also in 1969, before recording his first solo LP, he toured Europe and the U.S. with ex-Cream bassist Jack Bruce, ex-Jimi Hendrix Experience drummer Mitch Mitchell, as well as keyboardist and future Coryell side-man Mike Mandel.

Throughout the seventies he released album after album, often playing alongside the very best jazz had to offer. Some of the heavy-weights include: guitarists John McLaughlin, Eric Clapton, Jimi Hendrix, Paco De Lucia, Pat Metheny, Al Di Meola, John Abercrombie, Larry Carlton, John Scofield, Kazumi Watanabe, Ralph Towner, and Steve Kahn; drummers Billy Cobham, Elvin Jones, Steve Gadd, Lenny White, Mitch Mitchell and Tony Williams; alto sax player David Sanborn, tenor sax players Pharoah Sanders and Michael Brecker; soprano sax players Sonny Rollins and Steve Lacy, cornet player Don Cherry, trumpet players Maynard Ferguson and Randy Brecker; violinist Stephane Grappelli, keyboardists Chick Corea, Larry Young, David Sancious and Lyle Mays; and bassists Charles Mingus, Miroslav Vitous, Ron Carter, Eddie Gomez, Jack Bruce, Jimmy Garrison, Charlie Haden, Steve Swallow and Tony Levin.

In 1979 and 1980 he toured Europe with Paco De Lucia and John McLaughlin as part of a guitar super-trio, eventually releasing a video recorded at the Royal Albert Hall, London, which commemorated this "meeting of the spirits". This trio was short lived however, and he was replaced by Al Di Meola in early 1980. Throughout the 80's, although playing almost exclusively acoustic guitar, Larry Coryell continued to break new ground. And if his ambitious avant-garde interpretations of Stravinsky and Ravel are any indication, it seems clear that there is much more to this guitar-slinging virtuoso from Texas than jazz/rock fusion.

Complicated? Perhaps, but his newest album, Sketches of Coryell, should simplify things. To quote Coryell himself, "The idea of this album was to 'Shut Up 'N' Play Yer Guitar' in the immortal words of the dearly missed Frank Zappa. But I chose not to indulge in a lot of fast stuff. Instead we just concentrated on melody and whatever the composition called for." But whatever genre, whatever approach, with sixty recordings under his belt, Coryell can be considered a true "Guitar Legend". Case in point: he recently took part in a concert in Spain, spotlighting 32 of the world's finest guitarists, including B.B. King, Keith Richards, Robbie Robertson, Bob Dylan, and Les Paul. And guess what? He felt right at home.

Mr. Coryell now lives in Duchess County, New York, but continues to teach guitar part-time, and tours regularly.

For Christiaan Strange's Larry Coryell Website







Larry Coryell - Inner Urge [2001]

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Larry Coryell - Live At The Village Gate [1971]

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Larry Coryell - Live from Bahia [1991]

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Larry Coryell - Monk, 'Trane, Miles & Me [1999]

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Larry Coryell - Spaces [1974]

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Larry Coryell - Toku Do [1988]

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Larry Coryell - Tricycles [2004]

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Larry Coryell & Alphonse Mouzon - Back Together Again [1977]

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Larry Coryell & Emily Remler - Together [1985]

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Larry Coryell & Philip Catherine - Twin House [1976]

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Larry Coryell & The Brubeck Bros [1978]

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Larry Coryell, Victor Bailey, Lenny White - Electric [2005]

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Stu Goldberg - Solos-Duos-Trio [1980]

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Gary Burton - A Genuine Tong Funeral [1967]

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Charles Mingus - Three Or Four Shades Of Blue [1977]

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Jack Walrath - Out Of The Tradition [1990]

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John Abercrombie, Badi Assad & Larry Coryell - Three Guitars [2002]

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Larry Coryell & the Eleventh House - Live at Montreux [1974]

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Jack Bruce & Friends Live at the Fillmore East 1970



Aí esta o registro do encontro de Mitch Mitchell, Jack Bruce e Larry Coryell comentado no post abaixo. Encontrei as faixas meio que por acaso num desses costumeiros passeios pela net. Este foi o quarto show de uma turnê de 17 apresentações que a banda fez pelos EUA durante os três primeiros meses de 1970. A performance se deu no Fillmore East de Nova York como abertura do show do Mountain. A qualidade do áudio não é ruim levando-se em conta que é uma gravação feita da platéia com um gravador portátil. Na verdade é surpreendentemente boa para os padrões da época, mas foi processado com tecnologia atual onde usaram compressão, mais eliminador de ruídos e essas coisas que acabam roubando um pouco da sonoridade natural. Enfim, em termos que qualidade sonora eu classificaria como B. O show trás músicas do Cream e algumas faixas dos primeiros álbuns solos de Bruce: Songs for a Tailor (1969) e Harmony Row (1971), este último com a participação de Mitchell. É mais uma curiosidade histórica do que um grande disco, mas vale a pena conferir.

Nota: Existe um disco oficial do Jack Bruce & Friends lançado em 28 de julho de 2003, um CD duplo com a gravação de uma apresentação realizada em Denver 1980, mas a banda é completamente diferente com Clem Clempson na guitarra, Dave Sancious nos teclados e Billy Cobham na bateria.





Jack Bruce & Friends Live at the Fillmore East 1970

In beginning of January, while Jimi is working with Buddy Miles and Billy Cox, Mitch joins the new Jack Bruce & Friends. This will turn out to be the "forgotten supergroup" of early jazzrock. Sadly, no studio recordings have surfaced so far, but the existing bootleg recordings leave no doubt about how great this band sounded. This album is one of these bootlegs.

Olvator notes: “This is the best and most complete version of this show. I uploaded another version of this concert a few years ago. Same source, but from my 3rd (?) gen. cassette. I have received these files some time ago and they are straight from the master. Sound is much better! This is a raw transfer.” While Jack Bruce’s vocals are fairly dominant, it is Larry Coryell’s guitar work and, to a slightly lesser extent, Mike Mandell’s organ that take centrestage, so to speak. Coryell might have been going through a rock-guitar phase so this is not wholly the jazz-fusion playing that fans tend to associate with the guitarist. But it is on the Smiles & Grins jam that indicate the direction both Coryell and Mitch Mitchell would take in the subsequent years. After all, as the wikipedia notes, “Mitchell pioneered a style of drumming which would later become known as fusion.” Still, in memory of Mitchell, he gets the spotlight in the opening of The Clearout where he does a thundering solo. And to remind fans of their earlier days, the band drags out Sunshine Of Your Love which, not surprisingly, gets the loudest applause.
From: BigO Worldwild





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terça-feira, 18 de novembro de 2008

MITCH MITCHELL





Eu não ia postar nada relativo ao Mitch Michell, porque com a notícia da sua morte, muita gente já deve ter feito isso em outros blogs por aí, além disso, o cara não tem muitos discos, na verdade nunca lançou um trabalho solo e depois do Experience gravou pouquíssimo, de modo que a maioria dos discos já são bem conhecidos e devem estar postados em outros sítios. Mas reconsiderei, pois afinal, o cara merece mesmo todas as homenagens, foi parceiro de Jimi Hendrix, o maior guitarristas de todos os tempos e mesmo tocando ao lado de um grande astro, Mitch se sobressaiu, ganhou fama e respeito como músico e a sua contribuição na sonoridade da Jimi Hendrix Experience é inegável. Reconhecidamente um dos maiores bateristas de rock dos anos 60, cujo estilo era uma mistura da impulsividade de Keith Moon com a complexidade jazzística de Elvin Jones, sua maior influência.

Nascido em 9 de junho de 1947 na cidade inglesa de Ealing, John Mitchell começou cedo a carreira de artista, mas não como músico e sim como astro mirim de uma série infantil da BBC TV chamada Jennings. Na adolescência, deixou essa coisa de ator para lá e passou a se dedicar à bateria, tocou com Peter Nelson & The Travellers (1960), The Tornados (1963), The Coronets, que depois passou a se chamar The Lively Set, ainda naquele ano (1964), participou de um teste para fazer parte do The Who, como recorda Peter Townshend: ”Nós experimentamos alguns bateristas, inclusive Michell que tocaria com Hendrix depois, mas Keith Moon apareceu numa das nossas apresentações regulares no Oldfield Hotel, em Greenford, e logo que começou a tocar, percebi que havia encontrado o elo que faltava”. Ao invés de ir para o Who, ele acabou numa banda chamada Riot Squad, onde gravou uns compactos e permaneceu até 65, quando deixou o grupo para se juntar a Georgie Fame & the Blue Flames, gravando o álbum Sweet Things. Por falar em Things, nessa época, ele também andou tocando com o Pretty Things e dizem até que ele atuou em algumas faixas do disco Get the Picture? (1965). “Na verdade, Mitch Mitchell tocou com a gente depois que Viv Prince nos deixou e ficou um tempo até encontrarmos um novo baterista. Tocamos uma dúzia de shows e ele era realmente bom. Depois disso, quando o vi novamente, já estava tocando com Jimi Hendrix e eu não podia acreditar naquilo – Mitch você é um animal!!”. Conta John Stax.

Em primeiro de outubro de 1966, Georgie Fame & the Blue Flames fez uma apresentação no Grand Gala du Disque em Amsterdã e depois se dissolveu. Mitch ganhou alguma notoriedade entre a nova geração de bateristas da cena musical britânica e foi convidado por Chas Chandler para uma audição que escolheria os músicos que iriam acompanhar Jimi Hendrix. Além dele, havia outro promissor baterista com grandes chances de integrar o grupo, ninguém menos que Aynsley Dunbar. Chandler e Hendrix não sabiam ao certo quem escolher e, segundo a lenda, resolveram o assunto no “cara ou coroa”. Felizmente para todos, exceto para Dunbar, o felizardo foi Mitchell que, muito mais que um mero acompanhante, se revelou um importante colaborador, sempre alternando os ritmos, nunca sendo previsível, proporcionando uma flexibilidade que correspondia e valorizava os solos de Hendrix. Isto ficou evidente logo nos primeiros singles e no álbum Are You Experienced? Pode ser percebido no jeito envolvente que ele trabalhou a bateria em músicas como "Fire," "Third Stone from the Sun," e "Manic Depression." No Experience ele se tornou uma celebridade quase tão importante quanto o próprio Hendrix e os três discos gravados por eles, Are You Experienced? (1967), Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968) são verdadeiras obras primas da música universal.



Em 1968 Mitch fez uma histórica aparição num especial de televisão dos Rolling Stones chamado Rock And Roll Circus, realizado em 11 de Dezembro, contando com a participação de vários convidados ilustres como Jethro Tull, The Who, Taj Mahal... Ele integrou um grupo inventado para a ocasião chamado Dirty Mac, onde, além dele, faziam parte John Lennon, Eric Clapton e Keith Richards (excepcionalmente tocando baixo). Era para o programa ir ao ar como especial de natal ou coisa assim, mas isso não aconteceu e a fita ficou na gaveta até virar DVD uns trinta anos depois.

O Experience se desfez em junho de 1969, mas Mitch voltou a tocar com Hendrix em agosto, no festival de Woodstock. Naquele ano o baterista participou da gravação de um álbum conceitual chamado "Music from the Free Creek", estrelado por uma série de artistas renomados, entre os quais Keith Emerson. Existem boatos que Mitch havia sido convidado a tocar no ELP. Ele ainda esteve envolvido na gravação de "Fiends and Angels" de Martha Velez, juntamente com Brian Auger, Jack Bruce, Jim Capaldi, Eric Clapton, Paul Kossoff, Christine McVie, Stan Webb e Chris Wood. Dizem que este disco é muito bom, mas eu nunca ouvi.



Agora, o que pouca gente sabe, é que no início de 1970 Mitchell fez parte de uma super banda integrada por Jack Bruce, Larry Coryell e Mike Mandell. O grupo se chamava Jack Bruce & Friends, mas lamentavelmente não possui nenhum registro oficial, existem apenas alguns bootlegs. Ao final de abril, ele se juntou novamente com Jimi Hendrix e Billy Cox para uma série de apresentações da turnê Cry of Love nos Estados Unidos e na Europa. O fim da turnê culminou com a apresentação no Fehmarn Love & Peace Festival da Alemanha, em 6 de setembro. Mitch comentou o desejo de Hendrix em continuar a trabalhar com ele e um outro baixista, não Cox, provavelmente Jack Casady ou Jack Bruce e possivelmente mais alguém como os Brecker Brothers nos metais e músicos da Motown, mas o guitarrista morreu dias depois e nada disso aconteceu.

No ano seguinte, Mitchell trabalhou ao lado do engenheiro de som Eddie Kramer, para finalizar a produção de algumas gravações incompletas de Hendrix que resultaram em lançamentos póstumos como The Cry of Love (1971) e Rainbow Bridge (1971). Em 18 de setembro, no primeiro aniversário da morte de Jimi, o baterista se apresentou com Larry Coryell e Jack Bruce no Nice Festival, na França e existe até uma gravação dessa apresentação feita por uma rádio local. Em 72, ele voltou a se aventurar em uma banda e ao lado da guitarrista April Lawton e Mike Pinera (que depois iria para Iron Butterfly) formou o Ramatam. O primeiro disco homônimo foi produzido por Tom Dowd, que já tinha trabalhado com Eric Clapton e os Allman Brothers. O som da banda era bem original agregando diferentes estilos como R&B, hard rock, soul e psicodelia. Eles abriram alguns shows para o Emerson Lake & Palmer e Humble Pie, e a beleza de April Lawton arrancava suspiros e diversos elogios dos críticos e das revistas especializadas. No entanto, o grupo não obteve êxito comercial e Mitch pulou fora no ano seguinte, não participando da gravação do segundo álbum. Esta foi a última fez que o baterista participou realmente de uma banda fazendo shows, turnês e gravações, depois disso ele ainda trabalhou com muita gente boa, porém nada muito extenso. Participou de apresentações com Terry Reid, Jack Bruce, e até Jeff Beck (substituindo Cozy Powell, quando este ficou doente). A lenda também reza que ele chegou a ser cogitado como baterista do Wings em 1974, mas foi preterido em favor de Geoff Britton (mas que vacilo Sir McCartney!).


De lá para cá, pouca coisa aconteceu em termos musicais na carreira de Mitchell, ele ficou nessa de apresentações esporádicas aqui e ali, volta e meia gravava alguma coisa com alguém, na maioria dos casos com pessoas e bandas não muito conhecidas como Dave Morrison, Hinkley’s Heroes, Roger Chapman, Greg Parker, Junior Brown e Bruce Cameron. Por um bom tempo ele resistiu à idéia de fazer tributos a Hendrix tocando suas obras. “Nunca seguirei adiante com algum projeto de tributo a Jimi, porque as pessoas interpretam as músicas de modos diferentes”. Dizia. Mas acabou fazendo algumas apresentações nos anos 90 com Randy Hansen, um famoso cover de Hendrix, e mais tarde participou de um projeto chamado Gipsy Sun Experience, junto com Billy Cox. Em seus últimos dias, ele esteve numa turnê de quatro semanas chamada Experience Hendrix Tour 2008, que cruzou os EUA de costa a costa em tributo ao gênio da guitarra. Os espetáculos sempre contavam com algum convidado especial, entre os quais: Buddy Guy, Jonny Lang, Kenny Wayne Shepherd, Eric Johnson, Cesar Rosas, David Hidalgo, Brad Whitford, Hubert Sumlin, Chris Layton, Eric Gales e Mato Nanji. Cinco dias após o encerramento da turnê Mitchell foi encontrado morto, aproximadamente às 3 horas da manhã de 12 de novembro num quarto do Benson Hotel, na cidade de Portland. Segundo o relatório médico divulgado pelo Multnomah County Medical Examiner's Office, ele morreu de causas naturais (?!) durante o sono. No mesmo dia o corpo foi enviado para Inglaterra a fim de ser sepultado em sua terra natal. Lá se foi o último integrante vivo da lendária Jimi Hendrix Experience. Descanse em paz amigo!
Fontes: Whiplash, Wikepedia, All Music Guide, MitchMitchell.de

O problema deste post é: que disco mostrar? Porque de Mitch Mitchell mesmo, existe pouca coisa, eu adoraria poder disponibilizar aqui o Sweet Things de Georgie Fame, que foi o primeiro trabalho de gravação de um LP no qual Mitch teve participação integral, quando ele ainda assinava John Mitchell. Principalmente porque o tal Fame fazia um sonzinho bem bacana. Outra grande pedida seria o Fiends and Angels de Martha Velez, mas infelizmente não tenho nenhum desses dois discos, então optei por uma coleção de singles do Hendrix e o manjado Ramatam, pelo forte envolvimento dele nesses discos.


MITCH MITCHELL





John "Mitch" Mitchell (9 July 1947 – 12 November 2008) was an English drummer, best known for his work in The Jimi Hendrix Experience. Before the Experience, Mitchell gained experience touring and as a session musician and had starred in a children's television program when he was a teenager. Pre-Experience bands included Johnny Harris and the Shades, The Pretty Things, The Riot Squad and Georgie Fame and the Blue Flames. He had also worked in Jim Marshall's (creator of the Marshall amplifier) music shop in London.

Mitchell was praised for his work with The Jimi Hendrix Experience on songs such as "Manic Depression", "Voodoo Child (Slight Return)", "Fire" and "Third Stone from the Sun". Mitchell came from a jazz background and like many of his drummer contemporaries was strongly influenced by the work of Elvin Jones, Max Roach, and Joe Morello. Mitchell played in Hendrix's Experience trio from October 1966 to mid-1969, his Woodstock band in August 1969, and also with the later incarnation of the "Jimi Hendrix Experience" in 1970 with Billy Cox on bass, known as the "Cry of Love" band. Jimi Hendrix would often record tracks in the studio with only Mitchell[citation needed] and in concert the two fed off of each other to exciting effect. Mitchell played in the band The Dirty Mac assembled for The Rolling Stones Rock and Roll Circus in 1968. Other members included John Lennon as vocalist and rhythm guitarist "Winston Leg-Thigh"; Eric Clapton as guitarist, and Keith Richards as bassist. The group recorded a cover of "Yer Blues" as well as a jam called "Whole Lotta Yoko". Another noteworthy musical collaboration in the late sixties was with the Jack Bruce and Friends band featuring Mitchell along with ex-Cream bassist Jack Bruce, keyboardist Mike Mandel and Jazz-Fusion guitar legend and future The Eleventh House frontman Larry Coryell.



After Hendrix's death, Mitchell (along with engineer Eddie Kramer) finished production work on multiple incomplete Hendrix recordings, resulting in posthumous releases such as "The Cry of Love" and "Rainbow Bridge". In 1972, he teamed up with guitarists April Lawton and Mike Pinera (who would later go on to join Iron Butterfly) to form the quite innovative act Ramatam. They recorded one album and were Emerson, Lake & Palmer's opening act at a number of concerts. Interestingly, Mitchell had been offered the drum spot in ELP during 1970, but turned it down in favour of playing with Hendrix. Ramatam never achieved commercial success and Mitchell left the act before their second LP release. Mitchell also peformed in some concerts with Terry Reid, Jack Bruce, and Jeff Beck (substituting for drummer Cozy Powell, then sick). According to Eddie Kramer's book Hendrix: Setting the Record Straight, Michael Jeffery, Hendrix's manager, an innovator in getting Hendrix promoted and established, relegated both Mitch Mitchell and Noel Redding to the status of mere paid employees without an ownership share in future revenues. This limited their earnings to a very low rate and led to Mitchell and Redding being largely excluded from sharing in future revenues generated from their work with The Jimi Hendrix Experience. This arrangement pressured Mitchell in the mid-1970s to sell a prized Hendrix guitar. In addition, he sold his small legal claim to future Hendrix record sales for a sum reported to be in the range of $200,000. In 1974, he auditioned for Paul McCartney's band Wings, but was turned down in favour of drummer Geoff Britton. For the rest of the '70s through to the '90s, Mitchell continued to perform and occasionally record although essentially doing so under the radar of most of his previous fans. He kept reasonably busy doing occasional session work (such as Junior Brown's "Long Walk Back" album) as well as participating in various Hendrix-related recordings, videos, and interviews. In 1999, Mitchell appeared on the late Bruce Cameron's album, "Midnight Daydream" that included other Hendrix alumni Billy Cox and Buddy Miles along with Jack Bruce, with whom Mitchell had worked after Hendrix's death. Mitchell, seemingly in an attempt to satisfy the most enthusiastic fans of his drum work with Hendrix, even played a series of live shows with the Hendrix emulator Randy Hansen. Most recently, he was part of the Gypsy Sun Experience, along with former Hendrix bassist Billy Cox and guitarist Gary Serkin. He entered semi-retirement living in Europe.



His last days were spent celebrating the music and legacy of Jimi Hendrix on the 2008 Experience Hendrix Tour. For nearly 4 weeks the tour travelled coast to coast in an 18-city tour in the US finishing in Portland. In addition to Mitchell the tour featured Buddy Guy, Jonny Lang, Kenny Wayne Shepherd, Eric Johnson, Cesar Rosas, David Hidalgo, Aerosmith's Brad Whitford, Hubert Sumlin, Chris Layton as well as Eric Gales and Mato Nanji. Five days after the tour ended Mitchell was found dead at appoximately 3 AM 12 November in his room at the Benson Hotel in downtown Portland. Following medical tests, it was revealed by the Multnomah County Medical Examiner's Office that Michell had died, in his sleep, of natural causes. He was the last surviving member of the original Jimi Hendrix Experience. Mitchell was to leave Portland on Wednesday, November 12th, and return to his home in England. The Mitch Mitchell Trust has been established to manage the MMT Drug Rehabilitation Through Music programme based in Bettws, Newport in Wales.

From: Wikepedia.






Jimi Hendrix - The Singles Collection [2003]

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Ramatam - Ramatam [1972]

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008





Novamente atendendo os pedidos, levantei um novo link para este antigo post. Se alguém chegou atrasado e não conseguiu da primeira vez, aí está ele novamente.



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sábado, 8 de novembro de 2008


Billy Cobham & George Duke Re-post



Havia um problema no link deste post e, atendendo a pedidos, levantei um novo. Então, se alguém tentou acessar e não conseguiu, aí está ele novamente.


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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

JOHN McLAUGHLIN






Depois de Jimi Hendrix, John McLaughlin foi o meu maior ídolo na guitarra durante a adolescência. Hoje, já não tenho mais “um” grande ídolo, mas vários. Não foi amor à primeira orelhada, a coisa aconteceu gradativamente e na medida em que fui tomando conhecimento do seu trabalho. O primeiro disco que eu ouvi se chamava Extrapolation (1969), foi também o primeiro álbum solo da sua carreira. Achei um trabalho interessante, mas na época eu deveria ter uns 14 anos (isso foi lá em 1975) e a minha mente estava muito mais voltada para o rock, Black Sabbath, Led Zeppelin, Nazareth, Humble Pie e coisas assim, portanto, não me cativou muito. Um ano depois eu comecei a estudar música e assim a minha percepção se abriu para outros estilos musicais, principalmente para o jazz. McLaughlin voltou a chamar atenção ao participar de uma gravação de Miles Davis, o famoso Bitches Brew (1970), um disco revolucionário, muito falado e coisa e tal, mas que até hoje eu ainda acho meio esquisitão. Então, Miles lançou o álbum A Tribute to Jack Johnson (1970), com algumas passagens bem roqueiras e mister McLaughlin simplesmente detonando na guitarra. Nossa! Pensei. Esse cara é realmente bom. O guitarrista levou o meu respeito, mas ainda não tinha me ganhado totalmente, até que, por volta de 1977, eu conheci a Mahavishnu Orchestra, a primeira audição foi de Birds of Fire (1972) e logo depois The Inner Mounting Flame (1971), Visions of the Emerald Beyond (1974) e o ao vivo Between Nothingness & Eternity (1973), mais ou menos nessa ordem. Caraca! O que era aquilo!? Nunca tinha ouvido ou imaginado nada parecido! Velocidade, técnica, espiritualismo, melodias incríveis e uma fantástica fusão de jazz e rock, tudo tocado de forma magistral por John McLaughlin e cia. A partir dali não teve jeito, passei a idolatrá-lo e ouvir tudo que eu pudesse. Até mesmo os primeiros discos como Extrapolation, My Goal's Beyond (1970) e o Devotion (1970) ganharam novas audições e acabaram se tornando alguns dos meus discos favoritos. Ao longo dos anos, McLaughlin continuou me surpreendendo por diversas vezes com trabalhos incríveis como Love Devotion Surrender (1973), gravado em parceria com Carlos Santana; com o grupo Shakti (1975-77), uma incursão pela música hindu; as apresentações em trio de guitarra (na virada dos anos 70 e 80), com Paco de Lucía e Larry Coryell que depois foi substituído por Al DiMeola; a volta da Mahavishnu (totalmente diferente em meados dos 80); o incrível Time Remembered: John McLaughlin Plays Bill Evans (1993); e muitos outros trabalhos.





John McLaughlin por: V.A. Bezerra
O guitarrista britânico John McLaughlin, originário de Yorkshire, já era um músico com excelente preparo no blues, no rock, no jazz e no rythm & blues em 1969, quando iniciou-se uma fase meteórica em sua carreira. Naquele ano foi recrutado pelo baterista Tony Williams para o grupo Lifetime e por Miles Davis para o grupo que gravaria os clássicos álbuns In a Silent Way e Bitches Brew. McLaughlin emergiu desses experimentos como guitarrista número um do jazz-rock, considerado por muitos como um digno sucessor de Jimi Hendrix. Em 1971 John formou a Mahavishnu Orchestra, juntamente com Jerry Goodman (violino), Jan Hammer (teclados), Billy Cobham (bateria) e Rick Laird (contrabaixo). O grupo duraria até 1975, já então com outra formação. Nesse ano, McLaughlin formou com músicos de origem indiana o Shakti, um grupo acústico que contrastava com os megawatts antes despendidos pela Mahavishnu.

Alguns anos mais tarde, John formaria um novo grupo elétrico, a One Truth Band, com David Sanborn (sax), Stu Goldberg (teclados), L. Shankar (violino), Fernando Saunders (contrabaixo), Tony Smith (bateria) e Alyrio Lima (percussão). Em 1980, com Friday Night in San Francisco, disco que se tornaria cult entre os violonistas e os apreciadores do flamenco, iniciou uma colaboração intermitente com os violonistas Al Di Meola e Paco de Lucia, que originaria outros discos em 1982 e 1996. Em 1986 reativou a “marca” Mahavishnu com um grupo que teve curta existência. Nos anos 90, mais jazzístico, formou o grupo de denominou Free Spirits.

McLaughlin é um virtuose indiscutível do violão e da guitarra. Além disso, é um grande músico (uma coisa nem sempre implica a outra), no sentido de que tem uma inesgotável vontade de criar novas estruturas e explorar novas sonoridades. Apesar de alguns exageros fusion, de um certa overdose de misticismo oriental e de algumas tentativas equivocadas de reviver fases anteriores de sua própria carreira, John é um músico de grande integridade artística. Seus acertos e erros são sempre derivados de suas próprias convicções.
Fonte: EJazz



JOHN McLAUGHLIN





John McLaughlin (born January 4, 1942), also Mahavishnu John McLaughlin is a jazz fusion guitarist and composer from Doncaster, Yorkshire in England. He played with Tony Williams's group Lifetime and then played with Miles Davis on his landmark electric jazz-fusion albums In A Silent Way and Bitches Brew. His 1970s electric band, The Mahavishnu Orchestra performed a technically virtuosic and complex style of music that fused eclectic jazz and rock with eastern and Indian influences. His guitar playing includes a range of styles and genres, including jazz, Indian classical music, fusion and Western Classical music, and has influenced many other guitarists. He has also incorporated Flamenco music in some of his acoustic recordings. The Indian Tabla maestro Zakir Hussain often refers to John McLaughlin as being "one of the greatest and most important musicians of our times".

Before moving to the U.S., McLaughlin recorded Extrapolation (with Tony Oxley and John Surman) in 1969, in which McLaughlin showed technical virtuosity, inventiveness, and the ability to play in odd meters. He moved to the U.S. in 1969 to join Tony Williams's group Lifetime. He subsequently played with Miles Davis on his landmark albums In A Silent Way, Bitches Brew (which has a track named after him), On The Corner, Big Fun (where he is featured soloist on Go Ahead John) and A Tribute to Jack Johnson — Davis paid tribute to him in the liner notes to Jack Johnson, calling McLaughlin's playing "far in". McLaughlin returned to the Davis band for one recorded night of a week-long club date, which was released as part of the album Live-Evil and as part of the Cellar Door boxed set. His reputation as a "first-call" session player grew, resulting in recordings as a sideman with Miroslav Vitous, Larry Coryell, Joe Farrell, Wayne Shorter, Carla Bley, The Rolling Stones and others. He recorded Devotion in early 1970 on Douglas Records (run by Alan Douglas), a high-energy, psychedelic, fusion album that featured Larry Young on organ (who had been part of Lifetime), Billy Rich on bass and the R&B drummer Buddy Miles (who had played with Jimi Hendrix). Devotion was the first of two albums he released on Douglas. On the second Douglas album, however, McLaughlin went in a different direction in 1971 when he released My Goal's Beyond in the U.S., an amazing collection of unamplified acoustic works, including extended performances on side A of "Peace One" and "Peace Two", offering a fusion blend of jazz and Indian classical forms. Side B features some of the most melodic acoustic playing McLaughlin ever recorded, including such standards as "Goodbye Pork-Pie Hat", by Charles Mingus whom McLaughlin considered an important influence on his own development. Other tracks that expressed some of McLaughlin's other influences include "Something Spiritual" (Dave Herman), "Hearts and Flowers" (P.D. Bob Cornford), "Phillip Lane", "Waltz for Bill Evans" (Chick Corea), "Follow Your Heart", "Song for My Mother" and "Blue in Green" (Miles Davis). "Follow Your Heart" had been released earlier on Extrapolation under the title "Arjen's Bag". My Goal's Beyond was inspired by McLaughlin's decision to follow the Indian spiritual leader Sri Chinmoy, to whom he had been introduced in 1970 by Larry Coryell's manager. The album was dedicated to Chinmoy, with one of the guru's poems printed on the liner notes. It was on this album that McLaughlin took the name "Mahavishnu." Around this time, McLaughlin began a rigorous schedule of woodshedding, resulting in a transformation in his playing from his usual odd-timed, angular guitar lines to a more powerful, aggressive and fast style of playing, which would be put on display to great effect in his next project, the Mahavishnu Orchestra.




McLaughlin's 1970s electric band, The Mahavishnu Orchestra included violinist Jerry Goodman (later Jean-Luc Ponty), keyboardist Jan Hammer (later Gayle Moran and Stu Goldberg), bassist Rick Laird (later Ralphe Armstrong), and drummer Billy Cobham (later Narada Michael Walden). The band performed a technically virtuosic and complex style of music that fused eclectic jazz and rock with eastern and Indian influences. This band established fusion as a new and growing style within the jazz and rock worlds. McLaughlin's playing at this time was distinguished by fast solos and exotic musical scales. In 1973, McLaughlin collaborated with Carlos Santana, also a disciple of Sri Chinmoy, on an album of devotional songs, Love Devotion Surrender, which included recordings of Coltrane compositions including a movement of A Love Supreme. He has also worked with the jazz composers Carla Bley and Gil Evans. The Mahavishnu Orchestra's personality clashes were as explosive as their performances and consequently the first incarnation of the group split in late 1973 after just two years and three albums, one of which was a live recording "Between Nothingness and Eternity". In 2001 the "Lost Trident Sessions" album was released, recorded in 1973 but shelved when the group disbanded. Mclaughlin then reformed the group with Narada Michael Walden (drums), Jean Luc Ponty (violin), Ralphe Armstrong (bass) and Gayle Moran (keys and vocals). The incarnation of the group recorded a further two albums, after which time Mclaughlin was almost completely absorbed in his acoustic playing with his Indian classical music based group Shakti (see below). A third album was recorded in 1976 largely due to contractual obligations. Around this time, McLaughlin also appeared on Stanley Clarke's School Days album, among a host of other musicians.

After the first reincarnation of the Mahavishnu Orchestra split, McLaughlin worked with the far more low-key, acoustic group Shakti. This group combined Indian music with elements of jazz and thus may be regarded as a pioneer of world music. Mclaughlin had already been studying Indian classical music and playing the veena for several years. The group featured Lakshmirnaraya L. Shankar (violin), Zakir Hussain (tabla), Thetakudi Harihara Vinayakram (ghatam) and earlier Ramnad Raghavan (mridangam). John was the first westerner to attain any acclaim performing Indian music for Indian audiences. In this group, Mclaughlin played a custom made steel string acoustic guitar made by luthier Abe Wechter and the Gibson guitar company, which featured two tiers of strings over the soundhole: a conventional six string configuration with an additional seven strings strung underneath on a forty-five degree angle - these were independently tunable and were played as "sympathetic strings" much like a sitar or veena. The instrument also featured a scalloped fretboard along the full length of the neck which enabled Mclaughlin to play bends far beyond the reach of a conventional fretboard. In 1979, he teamed up with flamenco guitarist Paco de Lucía and jazz guitarist Larry Coryell (replaced by Al Di Meola in the early 1980s) as the Guitar Trio. For the fall tour of 1983, they were joined by Dixie Dregs guitarist Steve Morse, who opened the show as a soloist and participated with The Trio in the closing numbers. The Trio, again featuring McLaughlin along with de Lucía and Di Meola, reunited in 1996 for a second recording session and a world tour. In 1979, Mclaughlin recorded the album "Johnny Mclaughlin: Electric Guitarist". This was the title on Mclaughlin's first business cards as a teenager in Yorkshire. This recording was a return to more mainstream Jazz/Rock fusion and to the electric instrument after three years of playing acoustic guitars, particularly his Gibson 2-tier custom-made steel string with the Shakti group. Mclaughlin was so used to the scalloped fretboard from his Shakti days and so accustomed to the freedom it provided him that he had the fretboard scalloped on his Gibson Byrdland Electric hollowbody. He also formed the short-lived One Truth Band who recorded one studio album: "Electric Dreams". The group had L. Shankar on violins, Stu Goldberg on keyboards, Fernando Saunders on electric bass and Tony Smith on drums. 1979 also saw the formation of the very short-lived Trio of Doom. Here McLaughlin teamed up with Jaco Pastorius (bass) and Tony Williams (drums). They only played one concert, at the Karl Marx Theater in Havana, Cuba on March 3, 1979, this concert was part of a US State Department cultural exchange program known by some musicians as the 'The Bay of Gigs'. They went on to record three of the tracks at CBS Studios in New York City, United States on March 8, 1979.

In the late '80s and early '90s Mclaughlin recorded and performed live with a trio including bassist Kai Eckhardt and percussionist Trilok Gurtu. The group recorded two albums: "Live at The Royal Festival Hall" and "Que Alegria", with latter featuring Dominique DiPiazza on bass for all but two tracks. These recordings saw a return to acoustic instruments for McLaughlin, performing on nylon-string guitar. On "Live at the Royal Festival Hall" McLaughlin utilised a unique guitar synth which enabled him to effectively "loop" guitar parts and play over them live. The synth also featured a pedal which provided sustain when pressed. McLaughlin played parts which sound overdubbed and creating lush soundscapes, aided by Gurtu's unique percussive sounds. This approach is used to great effect in the track "Florianapolis", amongst others. In 1986 he appeared with Dexter Gordon in Bertrand Tavernier's film "Round Midnight." He also composed The Mediterranean Concerto, orchestrated by Michael Gibbs. The world premier featured McLaughlin and the Los Angeles Philharmonic. It was recorded in 1988 with Michael Tilson Thomas conducting the London Symphony Orchestra. McLaughlin does improvise in certain sections.

In the early 1990s he toured with his Quartet on the Que Alegria album. The quartet comprised John McLaughlin, Trilok Gurtu, Kai Eckhardt and Dominique DiPiazza. Following this period he recorded and toured with The Heart of Things featuring Gary Thomas, Dennis Chambers, Matthew Garrison, Jim Beard and Otmaro Ruiz. In recent times he has toured with Remember Shakti. In addition to original Shakti member Zakir Hussain, this group has also featured eminent Indian musicians U. Srinivas, V. Selvaganesh, Shankar Mahadevan, Shivkumar Sharma, and Hariprasad Chaurasia. In 2003, he recorded a ballet score, Thieves and Poets, along with arrangements for classical guitar ensemble of favorite jazz standards, and a three-DVD instructional video on improvisation entitled "This is the Way I Do It" (which contributed to the development of video lessons) In June 2006, he released a hard bop/jazz fusion album entitled Industrial Zen, on which McLaughlin experiments with the Godin Glissentar as well as continuing to expand his guitar-synth repertoire.

2007, he left Universal Records and joined the small Internet-based Abstract Logix label that works closely with independent jazz, progressive rock, and world music bands. Recording sessions for his first album on the label took place in April. That summer, he began touring with a new jazz fusion quartet, the 4th Dimension, consisting of keyboardist/drummer Gary Husband, bassist Hadrian Feraud, and drummer Mark Mondesir. During the 4th Dimension's tour, an "instant CD" entitled "Live USA 2007: Official Bootleg" was made available comprising soundboard recordings of 6 pieces from the group's first performance. The album was available after that and all subsequent performances and a limited number were made available through Abstract Logix. Following completion of the tour, McLaughlin personally sorted through recordings from each night to release a second MP3 download-only collection entitled "Official Pirate: Best of the American Tour 2007". During this time, McLaughlin also released another instructional DVD entitled "The Gateway to Rhythm", featuring Indian percussionist and Remember Shakti bandmate Selva Ganesh Vinayakram (or V. Selvaganesh), focusing on the Indian rhythmic system of konnakol. John also remastered and released a shelved project dating back to 1980 called "The Trio of Doom" featuring jazz/fusion luminaries Jaco Pastorius and Tony Williams. The project had been aborted due to conflicts between Williams and Pastorius as well as what was at the time a mutual dissatisfaction with the results of their performance. On April 28, 2008 the recording sessions from the previous year surfaced on the album "Floating Point", featuring the rhythm section of keyboardist Louiz Banks, bassist Hadrien Feraud, percussionist Sivamani and drummer Ranjit Barot bolstered on each track by a different Indian musician. Coinciding with the release of the album was another DVD, "Meeting of the Minds", which offered behind the scenes studio footage of the "Floating Point" sessions as well as interviews with all of the musicians. McLaughlin is set to begin a late summer/fall tour with Chick Corea, Vinnie Colaiuta, Kenny Garrett and Christian McBride under the name "5 Peace Band".
From Wikipedia






Mahavishnu Orchestra - Live at Wichita KS 1974

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Mahavishnu Orchestra - Spirits of Bird [1972]

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Santana & Mahavishnu - At Saratoga Performing Arts Center [1973]

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John McLaughlin - Live at Antibes Jazz Festival [1996]

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Shakti - A Handful of Beauty [1976]

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Corea, McLaughlin, Holland & DeJohnette - Live in New York [1968]

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John McLaughlin - Extrapolation [1969]

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John McLaughlin & Mahavishnu - Live at Estival Jazz [1986]

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John McLaughlin - Time Remembered [1993]

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The Heart Of Things - Live In Paris [2000]

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domingo, 2 de novembro de 2008

Fusion for Miles - V.A. [2005]




Este disco eu ia postar na balada do Jimmy Herring, mas não o fiz porque, no final das contas, ele toca só numa faixa e tem muita gente boa junto nisso para ficar só nele. Além do mais, é um disco em homenagem a Miles Davis, um cara que para mim é o maior entre os melhores. Então eu poderia também colocá-lo em um post do Miles que estou preparando, mas cheguei à conclusão que este álbum tem mesmo é que ficar num post exclusivo. Fusion for Miles como o nome deixa bem explícito é um tributo a Miles Davis tendo como banda de apoio Alphonso Johnson no baixo, Vinnie Colaiuta na bateria, Deve Liebman no sax e Larry Goldings nos teclados. Mas não é só isso! Para cada faixa específica o grupo é completado por um renomado guitarrista, na verdade trata-se de um tributo de guitarristas à música de Miles Davis. Assim sendo, numa banda desse calibre não poderíamos ter ninguém menos que feras como: Mike Stern (que fez parte do grupo do mestre), Warren Haynes, Bill Frisell, Bireli Lagrene, Pat Martino, Jeff Richman, Steve Kimmock, Eric Johnson, Bill Connors e o já citado Jimmy Herring. Cada um deles fazendo a sua interpretação de clássicos deste que foi o maior jazzista do seu tempo, um homem que revolucionou a música mais de uma vez, e que é considerado o pai do fusion. O resultado? Eu achei simplesmente... Não! Não vou dizer nada. Tirem suas próprias conclusões.






Fusion for Miles - V.A.

Fusion for Miles features some of the greatest names in progressive jazz/ fusion guitar, each paying tribute to master musician and jazz legend Miles Davis, a pioneer of modern jazz and fusion. A gifted composer and powerful band leader, Miles left this world with a legacy of phenomenal compositions, a universal reputation for introducing the world to many important jazz artists who first apprenticed under him, and a vast number of people who were touched by and learned from his stylized harmonic genius. Those musicians, whose music he influenced, were not just trumpet players but nearly all students of jazz and among them are the incredible guitarists who have come together to lift up their guitars as their voices in this unique tribute. FEATURING GUEST GUITARISTS: Eric Johnson, Bill Frisell, Pat Martino, Warren Haynes, Jimmy Herring, Mike Stern, Bill Connors, Steve Kimmock, Bireli Lagrene and Jeff Richman.
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