domingo, 2 de novembro de 2008

Fusion for Miles - V.A. [2005]




Este disco eu ia postar na balada do Jimmy Herring, mas não o fiz porque, no final das contas, ele toca só numa faixa e tem muita gente boa junto nisso para ficar só nele. Além do mais, é um disco em homenagem a Miles Davis, um cara que para mim é o maior entre os melhores. Então eu poderia também colocá-lo em um post do Miles que estou preparando, mas cheguei à conclusão que este álbum tem mesmo é que ficar num post exclusivo. Fusion for Miles como o nome deixa bem explícito é um tributo a Miles Davis tendo como banda de apoio Alphonso Johnson no baixo, Vinnie Colaiuta na bateria, Deve Liebman no sax e Larry Goldings nos teclados. Mas não é só isso! Para cada faixa específica o grupo é completado por um renomado guitarrista, na verdade trata-se de um tributo de guitarristas à música de Miles Davis. Assim sendo, numa banda desse calibre não poderíamos ter ninguém menos que feras como: Mike Stern (que fez parte do grupo do mestre), Warren Haynes, Bill Frisell, Bireli Lagrene, Pat Martino, Jeff Richman, Steve Kimmock, Eric Johnson, Bill Connors e o já citado Jimmy Herring. Cada um deles fazendo a sua interpretação de clássicos deste que foi o maior jazzista do seu tempo, um homem que revolucionou a música mais de uma vez, e que é considerado o pai do fusion. O resultado? Eu achei simplesmente... Não! Não vou dizer nada. Tirem suas próprias conclusões.






Fusion for Miles - V.A.

Fusion for Miles features some of the greatest names in progressive jazz/ fusion guitar, each paying tribute to master musician and jazz legend Miles Davis, a pioneer of modern jazz and fusion. A gifted composer and powerful band leader, Miles left this world with a legacy of phenomenal compositions, a universal reputation for introducing the world to many important jazz artists who first apprenticed under him, and a vast number of people who were touched by and learned from his stylized harmonic genius. Those musicians, whose music he influenced, were not just trumpet players but nearly all students of jazz and among them are the incredible guitarists who have come together to lift up their guitars as their voices in this unique tribute. FEATURING GUEST GUITARISTS: Eric Johnson, Bill Frisell, Pat Martino, Warren Haynes, Jimmy Herring, Mike Stern, Bill Connors, Steve Kimmock, Bireli Lagrene and Jeff Richman.
Editorial Review from Amazon.com





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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

JIMMY HERRING




Taí um cara que não é muito conhecido, mas é respeitado pela grande maioria daqueles que já tiveram o prazer de ouvi-lo tocar e reconhecem nele um dos melhores guitarristas da atualidade. Pode parecer exagero, afinal muitos devem estar se perguntando: “mas quem é esse Mané”? Segundo o site oficial da Allman Brothers Band, ele é considerado um Deus da guitarra para os fãs da música neo-hippie. Como não se vêem muitos neo-hippies por aí, talvez isso explique o porquê dele não aparecer tanto, mas mesmo assim ainda acho que ele merecia mais espaço na mídia do que vem recebendo. Contudo, eu desconfio que Jimmy não seja muito chegado a aparecer e olhando para o cara, temos mesmo a impressão de uma pessoa reservada. Este guitarrista já tocou com meio mundo, inclusive com a Allman Brothers Band em 2000 (não chegou a gravar um disco com eles, mas está lá no site da banda). Porém, nunca ficou muito tempo numa banda, pulando de um projeto para outro sem tempo hábil para as coisas acontecerem.

Jimmy Herring nasceu em Fayetteville na Carolina do Norte, em 22 de janeiro de 1962, sua mãe além de professora de inglês numa high school, era D.B. e ainda, juíza da Suprema Corte. Ele tem dois irmãos Bobby e Joe, este foi quem o introduziu no mundo da guitarra quando ele tinha oito anos de idade. Jimmy também chegou a tocar saxofone, mas se tornou rapidamente conhecido pelo seu talento prodigioso na guitarra. Terminou os estudos em 1980 e ao invés da faculdade, optou por fazer um curso na conceituada Berklee College of Music. Entre 1984 e 85 ele freqüentou o Guitar Institute of Technology (GIT), na California, e no ano seguinte se mudou para Atlanta, passando a lecionar no Atlanta Institute of Music. Foi lá que conheceu o baterista Jeff Sipe (aka Apt.Q258), seu grande parceiro de banda no início da carreira profissional. Juntamente com Oteil Burbridge (baixista do Allman Brothers), entre 1986-88, eles formaram um grupo de apoio para Col. Bruce Hampton. Um tipo esquisitão, com voz rouca, idéias surreais e que fazia um som no estilo jam band. O cara era tipo uma espécie de guru musical do Sudeste americano e certamente foi uma influência importante na formação de Jimmy. A partir daquele grupo, nasceu o Aquarium Rescue Unit que durou de 89 até 95, o maior tempo de Herring numa banda até o momento. Nesse período, lançaram dois discos marcantes: Col. Bruce Hampton & the Aquarium Rescue Unit Live (1991) e Mirrors of Embarrassment (1993), que reforçaram a imagem de Jimmy como guitarrista de jam band, estilo favorito dos tais neo-hippies. Infelizmente não possuo nenhum desses álbuns para poder mostrar a vocês. Foi ainda por esses tempos, que ele conheceu Derek Trucks (guitarrista do Allman Brothers e Derek Trucks Band), outro que se tornou um grande amigo e parceiro musical, o acompanhando em diversas oportunidades. Derek até presenteou Jimmy com uma Gibson SG vermelha que volta e meia ele usa em seus shows. Entre os projetos em que os dois estiveram juntos, está o memorável Frogwings idealizado pelo baterista Butch Trucks, tio de Derek e membro remanescente da formação original da Allman Brothers Band, que juntou alguns integrantes da sua velha banda com outros do Aquarium Rescue Unit, colocando como frontman Edwin McCain, essa banda até conseguiu certo prestigio e fez uma série de shows pelos EUA, mas McCain estava mais interessado em ter uma carreira solo e deixou o Frogwings logo depois, então, Trucks recrutou John Popper (Blues Traveler) para assumir os vocais e foi com ele que saiu o único disco oficial do grupo, uma gravação ao vivo chamada Croakin' at Toad's lançada em 2000 quando o Frogwings já não existia mais. Jimmy Herring também participou de um álbum da Derek Trucks Band, o Out of the Madness gravado nesse período em que estiveram juntos no Frogwings.



Ainda nessa mesma época, Jimmy resolveu mudar de ares, passando do jam band para o fusion quando, ao lado de T Lavitz (Dixie Dregs), se juntou com lendas vivas do jazz como o baterista Billy Cobham e o baixista Alphonso Johnson para formar o Jazz Is Dead. Em 99 Cobham deixou o grupo e seu lugar foi ocupado por Rod Morgenstein e Jeff Sipe que se revezaram nas baquetas. A proposta do Jazz Is Dead era interpretar temas clássicos do Grateful Dead de maneira instrumental e com uma roupagem jazz-fusion. Lançaram três ótimos discos: Blue Light Rain (1998), Laughing Water (1999) e Great Sky River (2000), depois desse, não saiu mais nenhum, mas volta e meia eles se reúnem para shows esporádicos, no entanto, Herring não participou de nenhum desses até hoje, sendo substituído por Jeff Pevar. 2000 foi realmente um ano agitado para o guitarrista que entusiasmado com o fusion, resolveu montar seu próprio grupo, chamou Ricky Keller para o baixo (com quem havia trabalhado no Aquarium Rescue Unit), Jeff Sipe e gravou o disco homônimo do Project Z, que eu definiria como um petardo! Só para usar o jargão futebolístico. Em janeiro, se uniu ao Phil Lesh (Grateful Dead) and Friends para uma turnê de primavera; de maio até o fim de setembro esteve com o Allman Brothers Band e, em outubro, voltou a tocar com Phil Lesh and Friends. No ano seguinte, gravou com T. Lavitz, Richie Hayward e Kenny Gradney, um bom álbum de fusion chamado Endangered Species e no início de 2002, voltou ao estúdio para gravar o segundo disco do Project Z, Lincoln Memorial (que só seria lançado em 2005), depois, esteve com os membros originais do Grateful Dead, que se reuniram sob o nome de The Other Ones (mais tarde mudaram para The Dead), permanecendo com eles até 2004, mesmo ano em que participou da gravação de dois tributos importantes: Visions of an Inner Mounting Apocalypse, em homenagem a Mahavishnu Orchestra e Fusion for Miles, um tributo a Miles Davis. Trabalhos acima de qualquer suspeita, mesmo para mim que não sou chegado a tributos!





Nos dois anos seguintes, Jimmy andou fazendo uma série de trabalhos musicais orbitando nas esferas do jazz, funk e ocasionalmente tocando com um grupo chamado The Codetalkers onde voltou a trabalhar com Col. Bruce Hampton e também conheceu Bobby Lee Rodgers com quem montou uma banda em 2006 (junto com Sipe), ainda neste ano, ele reviveu o Aquarium Rescue Unit em alguns shows e no outono, passou a integrar o Widespread Panic, substituindo George McConnell na guitarra, banda da qual se tornou um membro efetivo, pelo menos até o momento. Agora em 2008, saiu Free Somehow, o primeiro disco de estúdio do Widespread Panic com ele na guitarra e também, Lifeboat, seu primeiro disco realmente solo. Dois discos muito bons que mostram bem a versatilidade de estilos desse baita guitarrista. Um virtuoso que surgiu na segunda metade dos anos 80 e, ao contrário da maioria dos seus contemporâneos de guitarra, fugiu do modelo Satriani/Malmsteen, adotando sua própria identidade musical.

Este post é o resultado de uma ação conjunta com o blog Fusion-Brasil. Valeu parceiro!!

Agradecimentos especiais a Bernardo Gregori pelo auxílio na tradução.

Fontes:
Wikipedia, The Allman Brothers Band web site e Jimmy Herring web site.





JIMMY HERRING






Jimmy Herring is originally from Fayetteville, North Carolina. He was born on January 22, 1962, the son of Betty, a high school English teacher, and D.B., a North Carolina Superior Court judge. He has two older brothers, Bobby and Joe. It was Joe who first introduced Jimmy to the guitar when he was 8 years old. Jimmy attended Terry Sanford Senior High School in Fayetteville, North Carolina. Although he played saxophone in the high school band, he quickly became known for his prodigious talent on guitar. Jimmy had a Telecaster guitar with a Stratocaster neck, in the same style as one of his biggest influences at the time, Steve Morse of the Dixie Dregs. He played with various groups throughought junior high Info about Jimmy Herring! His first concert was in junior high school. He played in the talent show in the 8th grade. The Band played (Walk the Dog by Aerosmith) and (Helther Skelter by The Beatles.) Gary McCall played bass and Steve Melvin played drums he has since passed. The first concert he went to was Alice Copper. Just a little trivia about Jimmy's Early Days! In high school he played with various fellow musicians, including bass players Corky Jones and Mike Logiovino, drummers Tom Pollock, John Sutton, and Bill Wiggs, guitarist Adam Ancherico, and keyboard players Steve Page and John Stonebraker. After high school he also formed the band Paradox with drummer John Sutton and bassist Mike Logiovino, which played local bars including the Cellar and Baby Blues. Paradox was a cover band that played mostly jazz fusion instrumentals, including songs by the Dixie Dregs, Al Di Meola and Chuck Mangione, and included a 3-piece horn section for which Jimmy did the arrangements.

Jimmy Herring is a graduate of The Guitar Institute of Technology (GIT) in Hollywood, California, as well as having prior attended one of the Berklee College of Music's Summer Sessions following his senior year of high school. He is well-known not only for his improvisational skills, but also for his combination of excellent speed playing and slower, more soulful leads. He has been a major influence to a myriad of guitarists on the American jamband scene, known for his fluent improvisational talent and ability to play complex and long solos without repeating phrases. Herring was the original lead guitarist of the seminal jamband group Col. Bruce Hampton and the Aquarium Rescue Unit. Formed in Atlanta in 1989, its alumni include Allman Brothers bassist Oteil Burbridge and former Leftover Salmon drummer Jeff Sipe. Subsequently invited to participate on the H.O.R.D.E. tour with ARU in 1992 and 1993, Herring would be offered the lead guitar spot in the Allman Brothers Band after Dickey Betts was arrested after a show in Saratoga Springs, NY on July 30, 1993. Herring filled the open slot for one night but declined to take the position as a full-time gig.

Aquarium Rescue Unit would lose Bruce Hampton in 1994, who cited time pressures as his reason for leaving the band. - Herring and other members would continue to tour as late as early 1997 until drummer Jeff Sipe departed for Leftover Salmon. 1998 and 1999 would find Herring, with bassist Alphonso Johnson, Dixie Dregs (and former Widespread Panic) keyboardist T Lavitz and jazz drummer Billy Cobham touring as Jazz Is Dead. Jazz Is Dead released three albums; the material was fusion jazz-rock, largely instrumental-only interpretations of classic Grateful Dead songs. The Allman Brothers (by then including ex-ARU member Oteil Burbridge on bass) would come calling again in 2000 and Herring played their summer 2000 tour before being offered the guitar spot in a new project put together by Phil Lesh of the Grateful Dead — Phil Lesh and Friends. Up to the point of Herring joining the Lesh group had a rotating cast of band members; Herring would solidify the group into a lineup which remained largely constant for the next 5 years.

In 2002, Herring joined The Other Ones, a band that included four former members of the Grateful Dead — Phil Lesh, Bob Weir, Mickey Hart, and Bill Kreutzmann. Herring continued to play with the group, now renamed The Dead, in 2003 and 2004. In 2005, he also toured with the jazz, funk, and occasionally bluegrass-oriented band The Codetalkers, which featured Jimmy on guitar with his previous bandmate Col. Bruce Hampton on vocals, harmonica, and guitar. This band also allowed Herring to expand a musical friendship with Codetalkers' front man Bobby Lee Rodgers, with whom Herring formed a new band in the spring of 2006 (tentatively dubbed Herring, Rodgers, and Sipe). 2005 also marked the release of the Lincoln Memorial disc from Project Z, of which Jimmy is a founding member. In January 2005, Herring appeared on the Jam Cruise 3 stage with several acts, including Colonel Les Claypool's Fearless Flying Frog Brigade.

Herring left Phil Lesh and Friends in November, 2005. On August 3, 2006, Widespread Panic announced Herring would be taking over the lead guitar spot in the band after the departure of George McConnell. Also in 2006, Herring and an almost complete original lineup of Aquarium Rescue Unit reunited as Col. Bruce Hampton and The Aquarium Rescue Unit featuring Oteil Burbridge, Jimmy Herring, Col. Bruce Hampton and Jeff Sipe with Bobby Lee Rodgers sitting in.

From: Wikipedia




Jimmy Herring - Justice League [2000]

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Widespread Panic - Free Somehow [2008]

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Jimmy Herring - Justice League [2000]

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The Aquarium Rescue Unit - In A Perfect World [1996]

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Jazz Is Dead - Wilmers Park [1998]

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Frogwings @ Toad's Place [1999]

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Project Z - Lincoln Memorial [2005]

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The Derek Trucks Band - Out of the Madness [1998]

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The Codetalkers - Live at Ripplefest [2005]

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Jimmy não toca neste disco.
Jimmy not play in this record.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Rubens & The Barrichellos - Gran Turismo [2003]





Essa foi ótima! Estava eu conferindo as últimas da Fórmula 1, sem grandes esperanças de ver o nosso Massa campeão, quando vejo uma curiosa nota no blog do comentarista Fábio Seixas falando sobre esse grupo. Pois é! Ao que parece o grande Barrichello, depois de fazer dupla com Michael Schumacher ficou mesmo querido na Alemanha, ao ponto de um grupo de surf music em Munique reverenciá-lo se intitulando Rubens & The Barrichellos. Na verdade, eu não estou bem certo se foi por ironia, reverência ou uma grande sacada de marketing, mas de qualquer forma o nome deu sorte e funcionou bem como estratégia de mercado, pois Gran Turismo foi lançado também nos EUA e apesar de não ser um sucesso de vendas, realmente chama a atenção pelo nome, principalmente aos fãs da Fórmula 1. O mais legal nisso tudo, é que o som não é nada mal, nada mal mesmo! Também não é nada de especial, trata-se de música instrumental no clássico estilo surf music 50’ com uma guitarra bem tocada e cheia de reveber. Agora saca só o nome dos integrantes: Alejandro Barrichello, Pedro Barrichello e Rubens Fittipaldi. Como estamos na semana do GP Brasil, acho que o post veio bem a calhar, quem sabe da sorte ao Barrichello. Acelera Rubinho!!!






Rubens & The Barrichellos - Gran Turismo

Great surf trio from Munich featuring the members of the MOTORPSYCHOS.
Clear reverb drenched surf with strong influences of Italo-Western Soundtracks, Drag Racing and Secret Agent movies.




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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Jerry Cantrell - Degradation Trip [2002]



Jerry Fulton Cantrell Jr. nasceu na cidade de Tacoma, Washington, em 18 de março de 1966. Tornou-se famoso como guitarrista e vocalista do grupo Alice in Chains, uma entre as várias bandas de Seattle que surgiram durante a explosão do grunge nos anos 80. Considerado como um dos guitarristas mais técnicos da cena grunge, Cantrell tem como característica marcante um som encorpado e pesado, mas com bastante refinamento nas sonoridades leves. Sua carreira como músico profissional começou no Alice in Chains em 1987 e decolou em 90 com o lançamento de Facelift, primeiro disco da banda, onde ele assina todos os títulos inclusive sucessos como “Man in the Box”, “We Die Young” e “Sea of Sorrow". O seu primeiro trabalho solo foi Boggy Depot gravado em 1998 com as participações de seus companheiros de Alice in Chains, o baixista Mike Inez e o baterista Sean Kinney, além dos baixistas Rex Brown (Pantera) e Les Claypool (Primus). Um disco interessante, mas nada mais que isso. Quando Degradation Trip foi lançado, alguns críticos alegaram que a sonoridade lembrava muito a sua banda e que por isso era melhor ouvir o Alice in Chains original do que uma cópia barata. Me lembro de ter lido isso em alguma crítica de revista ou jornal e, francamente, nunca vi tanta ignorância musical, principalmente porque Jerry, além de guitarrista era também a segunda voz do grupo e ainda por cima o principal compositor, logo, o cara pode ser considerado no mínimo, 50% da personalidade da banda, então nada mais óbvio do que um disco dele soar como um trabalho do Alice in Chains. Além disso, Degradation Trip é um álbum excelente, onde Jerry trabalha ao lado do baixista Robert Trujillo (Ozzy Osbourne, Suicidal Tendencies, atualmente no Metalica) e Mike Bordin (Faith No More), formando um power trio na acepção da palavra. Acredito até que se não fosse a morte de Layne Staley por overdose de speedball (combinação de heroína e cocaína) em abril daquele mesmo ano (2002), provavelmente algumas dessas faixas estariam num CD do Alice In Chains. A boa aceitação do público e também da crítica de uma maneira geral confirmam isso, tanto que logo depois do lançamento, saiu o Degradation Trip Vol.1 & Vol.2, acrescentando ao disco algumas músicas que ficaram de fora, transformando o lançamento num álbum duplo. Penso que a seleção da primeira edição é melhor, mas as músicas agregadas depois não deixam nada a desejar. Após esse disco, Jerry não lançou mais nada infelizmente, mas em 2005 o Alice In Chains renasceu das cinzas com William DuVall nos vocais, fizeram algumas apresentações por aí, e agora, trabalham em um disco de retorno prometido para este ano. Enquanto o novo trabalho não sai, só resta aos fãs ter paciência e esperar.
Fonte: Wikepedia






Jerry Cantrell - Degradation Trip

Degradation Trip is the second solo album by Alice in Chains guitarist Jerry Cantrell, released on June 18, 2002. It is sometimes considered to be a tribute album to the group's fallen singer, Layne Staley, who died two months before the release of the album, which was dedicated to him. The majority of Degradation Trip was written in the seclusion of a house in the Cascade Mountains. Regarding the experience of writing Degradation Trip, Cantrell said:

In '98, I locked myself in my house, went out of my mind, and wrote 25 songs. I rarely bathed during that period of writing; I sent out for food; I didn't really venture out of my house in three or four months. It was a hell of an experience. The album is an overview of birth to now.

A second version of the album - considered to be the 'definitive' and originally intended version - was released on November 26, 2002. This double album includes 11 additional recordings that Roadrunner Records forced Cantrell to cut. The songs "Died" and "Get Born Again" from Alice in Chains' Music Bank box set were originally planned for Degradation Trip; however, the group's interest in them lead to Staley writing lyrics and their eventual release under Alice in Chains.
From: Wikepedia


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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ozone Quartet - Cloud Nineology [2005]



Este disco foi um pedido do Fusion Brasil, um blog que tenho freqüentado bastante ultimamente e que recomendo aos apreciadores de fusion e também aos fãs de Frank Zappa, pois volta e meia ele posta uns trabalhos do mestre e também de artistas relacionados a ele. O Ozone Quartet é uma banda americana que faz uma fusão entre rock, jazz e progressivo. É um quarteto formado pelo guitarrista Jeremy Shaw, a violinista Hollis Brown, o baterista Fran Dyer e Wayne Leechford tocando chapman stick. Essa combinação do violino com stick dá ao grupo uma sonoridade toda especial lembrando grupos como King Crimson, Mahavishnu, Liquid Tension Experiment, Dixie Dregs e até alguma coisa de Jean Luc Ponty, mas de forma sutil, pois o Ozone Quartet tem sua própria identidade sonora, que ora pesa para o jazz rock e em outros momentos está mais para o rock progressivo. A banda existe desde 1992, mas na época se chamava Cloud Nine, com a entrada do baterista Francis Dyer, em 1995, passaram a se denominar Ozone Quartet e gravaram o primeiro álbum, chamado Fresh Blood, em 1997. De lá para cá lançaram apenas mais três disco, dois de estúdio e um ao vivo, todos muito bons. Cloud Nineology é o trabalho mais recente e espero que não seja o último, porque até o momento não gravaram mais nada e estão com a agenda parada, mas torço para que voltem logo às atividades, pois tenho muito apreço pela banda.




Ozone Quartet - Cloud Nineology

After three demo recordings and many live shows, Ozone Quartet gained recognition as a band that was paving new ground and reintroducing the best influences in rock-fusion. Ozone Quartet's first CD, Fresh Blood, drew the attention and support of progressive rock and jazz-fusion music aficionados from around the world. The band's other releases include Nocturne, Live at Local 506, and Cloud Nineology. Ozone Quartet's CD releases have received critical acclaim and international radio airplay. Ozone Quartet's sound has been compared by critics and fans to progressive rock-fusion pioneers like King Crimson, Dixie Dregs, and Mahavishnu Orchestra.
From: Ozonequartet.com


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terça-feira, 14 de outubro de 2008

CHAMPION JACK DUPREE






Champion Jack Dupree foi a personificação do blues de New Orleans e também um pianista de boogie woogie, verdadeiro “professor” em matéria de tocar em bares e cabarés, uma figura simpática que gostava de contar causos e piadas entre uma música e outra. Nasceu como William Thomas Dupree, em 4 de julho de 1910, na Louisiana. Seu pai era do Congo Belga e sua mãe, de origem afro americana e índio Cherokee. Ele ficou órfão aos dois anos de idade e foi enviado para o New Orleans Home for Colored Waifs, um orfanato para crianças de cor por onde também passou Loius Armstrong, sendo adotado por Olivia Gardner aos 14 anos de idade. Começou a tocar piano de forma autodidata e mais tarde aprendeu com Tuts Washington e com o lendário Drive’Em Down (Willie Hall), a quem ele chamava de pai e que lhe ensinou o “Junker’s Blues”, um clássico que se tornou notório na interpretação de Jack Dupree. Ainda jovem, começou sua vida de andarilho, viveu em Chicago onde trabalhou com Geórgia Tom, em Indianápolis e Indiana onde se juntou a Scrapper Blackwell e Leroy Carr. Além de tocar piano, ele fazia uns bicos de cozinheiro e quando esteve em Detroit, conheceu Joe Louis que o encorajou a iniciar uma carreira de boxer. Chegou a lutar 107 vezes conquistando a Golden Gloves (Luvas de Ouro) e outros campeonatos. Foi aí que ele ganhou o apelido de Champion Jack (Jack Campeão), que usou para o resto da vida.

Em 1940 ele deixou o box de lado e voltou para o piano. Estava com 30 anos e retornou a Chicago fazendo parte de um círculo de artistas que por ali gravavam, como Big Bill Broonzy e Tampa Red, este o apresentou ao famoso produtor de blues Lester Melrose, que produziu alguns de seus primeiros trabalhos para o selo Okeh. Mas em 1942 ele foi convocado para o exército indo servir no Pacífico, trabalhando como cozinheiro da marinha. Acabou sendo capturado pelos japoneses e viveu dois anos como prisioneiro de guerra.

Após a guerra, ele foi para Nova York afim de retomar sua carreira musical. Acabou dando sorte por lá e gravou para não menos que vinte e um diferentes selos incluindo Savoy, King e Atlantic. Pois, assim como o guitarrista John Lee Hooker, Dupree não ligava muito para obrigações contratuais e gravou sob diferentes pseudônimos entre os quais: Brother Blues, Big Tom Collins, Blind Boy Johnson, Meathead Johnson, Willie Jordan, e Lightnin' Jr. Mas foi com o seu próprio nome que ele emplacou um hit em 1955 em dueto com Teddy McRae chamado “Walking The Blues”, que ficou 11 semanas nas paradas de R&B. Na verdade, foi a única vez que ele fez parte de uma parada dessas em toda sua carreira. Em 1958 gravou aquela que para muitos é considerada a sua obra prima, o álbum Blues From the Gutter. Em suas músicas, Dupree falava do mundo ao seu redor, abordando temas como prostituição, cadeia, bebidas e drogas, muito embora ele não fosse lá um grande beberrão e sequer fazia uso de drogas. Mesmo vivendo em Nova York, Depree percebeu que não importava para onde fosse, não conseguia escapar do preconceito racial. Cansado de toda essa história, em 1959 resolveu se mudar para Europa onde viveu os últimos 32 anos de sua carreira, morando em países diferentes como Suíça, França, Inglaterra, Dinamarca e Alemanha. Nessa fase, lançou uma série de álbuns maravilhosos por diferentes gravadoras entre os quais o incrível From New Orleans To Chicago (1966), gravado na Inglaterra com a participação de John Mayall e Eric Clapton, que na verdade não estão em todas as faixas, mas só a participação em “Third Degree” e “Shim-Sham-Shimmy”, já vale o disco. A dupla aparece novamente ao lado de Dupree no álbum Raw Blues (1967), uma coletânea de participações de Mayall com astros do blues, tocando “Calcutta Blues” e “24 Hours”, dois blues de arrepiar. Outro disco bem bacana dessa fase britânica, é Scooby Dooby Doo (1969) produzido por Mike Vernon e com a participação de Mick Taylor dos Rollings Stones. De fato, muitos astros do British blues tiveram a honra de gravar um disco com ele como Alexis Korner em Champion Jack's Natural & Soulful Blues (1961), Paul Kossoff em Whe You Feel The Feeling You Was Feeling (1968) e Aynsley Dunbar que com sua banda The Aynsley Dunbar Retaliation, acompanhou Dupree no álbum The Heart Of The Blues Is Sound (1969). O cara era mesmo um ídolo para os músicos ingleses e ao que parece, também para o púbico, pois em Halifax, cidade inglesa onde morou entre 1970 e 80, foi encomendada uma placa de bronze em sua memória.

Em 1990 Champion Jack Dupree retorna aos Estados Unidos para participar, em sua terra natal, do famoso New Orleans Jazz Heritage Festival. Foi sua primeira visita à cidade desde 1954 e ele simplesmente se tornou a sensação do evento, aproveitando a oportunidade para se reunir com alguns do melhores músicos locais e gravar o aclamado álbum Back Home In New Orleans, produzido por Ron Levy, organista que tocava com B.B. King. Em 1991 ele voltou à América para tocar no mesmo festival e também no Chicago Blues Festival. Mais uma vez adentrou no estúdio para gravar as faixas que seriam lançadas nos discos Forever & Ever e One Last Time. Realmente foi a última vez. Vítima de câncer, faleceu em 21 de janeiro de 1992 na cidade de Hanover, na Alemanha, onde residia. Deixou três esposas, sete filhos e um grande catálogo de gravações, o legado de obras primas de um dos maiores Bluesman de todos os tempos.
Fontes: Wikepedia, Cascade Blues, Wirz.de, Musician Guide e All Music Guide.




CHAMPION JACK DUPREE




William Thomas Dupree, best known as Champion Jack Dupree, was an American blues pianist. His birth date is disputed, given as July 4, July 10, and July 23, in the years 1908, 1909, or 1910. He died January 21, 1992. He was the embodiment of the New Orleans blues and boogie woogie pianist, a true barrelhouse "professor". His father was from the Belgian Congo and his mother was African American and Cherokee. He was orphaned at the age of 2 and sent to the New Orleans Home for Colored Waifs (also the alma mater of Louis Armstrong). He taught himself piano there and later apprenticed with Tuts Washington and the legendary Drive'em Down, whom he called his "father" and from whom he learned "Junker's Blues". He was also "spy boy" for the Yellow Pochahantas tribe of Mardi Gras Indians and soon began playing in barrelhouses, drinking establishments organized around barrels of booze. As a young man he began his life of travelling, living in Chicago, where he worked with Georgia Tom, and Indianapolis, Indiana, where he hooked up with Scrapper Blackwell and Leroy Carr. While he was always playing piano, he also worked as a cook, and in Detroit he met Joe Louis, who encouraged him to become a boxer. He ultimately fought in 107 bouts and winning Golden Gloves and other championships, and picking up the nickname Champion Jack, which he used the rest of his life.

He returned to Chicago at age 30 and joined a circle of recording artists, including Big Bill Broonzy and Tampa Red who introduced him to legendary blues record producer Lester Melrose, who claimed composer credit and publishing on many of Dupree's songs. Dupree's playing is almost all straight blues and boogie woogie, with no ballads or pop songs, not even blues ballads. He was not a sophisticated musician or singer, but he had a wry and clever way with words: "Mama, move your false teeth, papa wanna scratch your gums." He sometimes sang as if he had a cleft palate and even recorded under the name Harelip Jack Dupree. This was an artistic conceit, as Dupree had excellent clear articulation, particularly for a blues singer. He sang about life as he found it, singing about jail, drinking, drug addiction, although he himself was a light drinker and did not use other drugs. His "Junker's Blues" is still sung in New Orleans, and was also transmogrified by Fats Domino into his first hit "The Fat Man". Dupree's songs included not only gloomy topics, such as "TB Blues" and "Angola Blues" (about the infamous Louisiana prison farm), but also cheerful subjects like the "Dupree Shake Dance": "Come on, mama, on your hands and knees, do that shake dance as you please".

On his best known LP, 1958's Blues from the Gutter for Atlantic, he was accompanied on guitar by Larry Dale, whose playing on that LP inspired Brian Jones (of Rolling Stones fame: "Yeah! I have to play this… what a sound"). Dupree was also noted as a raconteur and transformed many of his stories into songs. "Big Leg Emma's" takes its place in the roots of rap music as the rhymed tale of a police raid on a barrelhouse. In later years he recorded with John Mayall, Mick Taylor, and Eric Clapton. Although Jerry Lee Lewis did not record Dupree's "Shake Baby Shake" as suggested by some sources, the lyrics in his version of "Whole Lotta Shakin' Goin' On" -- "You can shake it one time for me!" -- echo Dupree's song. Indeed, Dupree's 1957 rerelease of "Shake Baby Shake" may have been a response to the success of Jerry Lee Lewis's record in that year. Dupree's career was interrupted by military service in World War II. He was a cook in the United States Navy and spent two years as a Japanese prisoner of war.

His biggest commercial success was "Walkin' the Blues", which he recorded as a duet with Mr. Bear. This led to several national tours, and eventually to a European tour. Dupree moved to Europe permanently 1959, the first of many blues stars to make the move to a less racially prejudiced environment. During the 70's and 80's he lived in Halifax, where a bronze plaque has been commissioned in his memory. He continued to record in Europe( with Kenn Lending Band ,Louisiana Red a. o.) and also made many live appearances there, also still working as a cook specializing in New Orleans cuisine. He returned to the United States from time to time and appeared at the New Orleans Jazz & Heritage Festival. He died in Hannover, Germany of cancer.

From: Wikepedia




Blues From The Gutter

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From New Orleans To Chicago

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Raw Blues

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Scooby Dooby Doo

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And His Blues Band

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Back Home In New Orleans

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domingo, 5 de outubro de 2008

Led Zeppelin Live in Texas [1969-77]





Atendendo ao pedido do Yudae, freqüentador aqui da casa e um fã de HQ, estou postando novamente o Led Zeppelin Live at Texas International Pop Festival 1969. Este bootleg é na verdade o áudio de um DVD que foi editado e lançado em CD por vários selos piratas, com uma cacetada de capas diferentes. No entanto, a filmagem mesmo é difícil de se ver por aí (eu, particularmente, gostaria muito). A primeira vez em que postei o disco foi justamente no mês de inauguração deste blog, na ocasião peguei a capa no blog Chris Goes Rock. Eu acredito que aquela capa aonde aparece um olho surfando sob chamas, desenho do artista gráfico Rick Griffin, foi uma confecção caseira (e muito feliz por sinal) do próprio Chris, como diferencial para esta repostagem, estou colocando junto no arquivo varias outras capas deste clássico bootleg. A capa que aparece aqui agora é de uma edição em DVD do selo pirata Empress Valley que estampou na frente uma imagem do Led retirada do programa oficial do festival. Para dar mais peso neste post, estou colocando na balada um outro show, também, realizado no Texas, só que oito anos depois, mais precisamente num local chamado The Summit em Houston no dia 21 maio: The Dragon Snake, um triplo soundboard bootleg com boa qualidade sonora. Então taí para quem pediu e para quem queria novidade, espero que apreciem este post em dose dupla.





O Texas International Pop Festival foi o primeiro grande festival realizado no Texas. Aconteceu nos dias 30 de agosto e 01 de setembro de 1969 no autódromo Dallas International Speedway em Lewisville, produzido por Angus G. Wynne III. Este evento se deu apenas duas semanas após o lendário festival de Woodstock. Com um orçamento de apenas US$120.000, os promotores conseguiram reunir 26 dos grandes nomes do blues, rock’n’roll e do rock psicodélico, entre os quais: Janis Joplin, Santana, Canned Heat, B. B. King, Johnny Winter, Ten Years After, Freddie King e uma banda britânica ainda praticamente desconhecida chamada Led Zeppelin. O cachê das apresentações era bem baixo, mas mesmo sem ser tão famoso naqueles dias, o Led, graças ao seu astuto empresário, conseguiu um dos cachês mais altos do evento: US$ 10.000, o mesmo valor pago a Janis Joplin. Já outros grupos não tiveram a mesma sorte. O Grand Funk Railroad, por exemplo, só conseguiu se apresentar depois que seus membros concordaram em tocar de graça e bancar as próprias despesas.
Fonte: Tsha Online by James Head

The Dragon Snake é uma gravação do Led Zeppelin feita diretamente da mesa do operador de som durante a apresentação no The Summit, em Houston. Neste show, a atuação da banda foi realmente quente. Dizem que o áudio foi retirado de uma filmagem (a exemplo do Texas Pop), mas há quem duvide disso, uma vez que ninguém viu este filme, de qualquer forma, a qualidade sonora está mesmo muito boa. Existem duas versões desse show em circulação aí pelo universo dos bootlegs. A mais comum é esta The Dragon Snake, que provavelmente foi transferida de uma fita cassete. A outra, conhecida como Drums & Bass Show, obviamente remasterizada da mesma fonte, foi duramente equalizada removendo praticamente toda freqüência média, conseguindo uma incrível redução de ruídos até que todo o barulho da platéia (e um pouco da música) fosse definitivamente removido. Em princípio isso parece bom, mas para muita gente não foi, pois reduziu a dinâmica do show a zero, produzindo uma sonoridade nada natural. Infelizmente não possuo a versão do Drums & Bass Show para tirar minhas próprias conclusões e coloco essa informação aqui apenas como uma curiosidade. Apesar disso, posso garantir que The Dragon Snake não vai decepcionar nenhum admirador do Led Zeppelin, tanto em performance, quanto na qualidade sonora.
Fonte: 4 Eyed Freak Notes





Led Zeppelin Live in Texas


The Texas International Pop Festival was the first major rock festival in Texas. Held August 30 through September 1, 1969, at the Dallas International Speedway in Lewisville, the event was produced in part by Angus Wynne III of Wynne Entertainment. The Texas festival was held only two weeks after the legendary Woodstock festival in Woodstock, New York. It was unusual in the wide variety of musical acts it attracted and in its atmosphere. With a budget of only $120,000, the promoters booked twenty-six of the biggest names in blues, rock-and-roll, and psychedelic rock like Janis Joplin, Santana, Canned Heat, B. B. King, Johnny Winter, Ten Years After, Freddie King and a virtually unknown British band, Led Zeppelin. The musical acts were not paid much to perform; Led Zeppelin and Janis Joplin were paid the most—$10,000 each. Some major groups that wanted to perform could not get in to play. A band from Michigan, Grand Funk Railroad, was allowed to perform only after the members agreed to play free and pay their own expenses.
From: Tsha Online by James Head


The Four Eyed Freak proudly presents : Led Zeppelin - The Dragon Snake Upgraded. Two versions of this show are circulating. The first one, "Dragon Snake" probably comes from a raw transfer of a (x-generation?) cassette. The second one, "Drums & Bass Show", is obviously remastered from the same source. Typically the kind of brutal remaster i can't stand: harsh equalization removing all medium frequency, incredible noise reduction until all hiss (and a lot of music) is definitively removed, compression to death until all dynamics is reduced to zero. The resulting music sounds very unnatural to my ears, but it's of course a personal opinion. Though, it's sure the "Dragon Snake" had to, and could be improved in a less destructive way, that's what I tried to do.
From: 4 Eyed Freak Notes



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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

The Rolling Stones - King Biscuit Flower Hour [1987]



O King Biscuit Flower Hour foi um tradicional programa de rádio dos Estados Unidos encabeçado pelo D.I.R. Radio Network, um pool de emissoras que transmitia shows de vários astros do rock. Existiu de 1973 até 2007 e durante esse período, ia ao ar semanalmente nas noites de domingo e chegou a ser retransmitido por mais de 300 estações de rádio. O nome foi inspirado no “King Biscuit Time” um outro célebre programa de rádio que apresentava blues e era patrocinado pela fábrica de biscoitos King Biscuit Flour Co., associado à frase hippie “flower power”, que virou flower hour.

A primeira transmissão aconteceu em 18 de fevereiro de 1973 destacando Blood, Sweat & Tears, Mahavishnu Orchestra, e Bruce Springsteen. Do princípio, até meados dos anos 90, a voz aveludada do apresentador Bill Minkin foi uma combinação perfeita de moderno entusiasmo e informalidade. Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, as transmissões não aconteciam ao vivo, normalmente os shows eram gravados pela unidade móvel, um caminhão com equipamento de gravação, para depois serem mixados, editados e transmitidos semanas após. Os primeiros registros eram enviados às rádios em fita de rolo (carretel de fita magnética) e a partir dos anos 80, o D.I.R. começou a mandar as gravações em LPs. Eram dois discos, sendo que um deles não tinha nada registrado em um dos lados, porque o King Biscuit Flower Hour durava uma hora e em cada lado do LP, cabiam mais ou menos, uns vinte minutos de gravação. O primeiro programa registrado em compact disc, foi uma retrospectiva de shows dos Rolling Stones transmitida em 27 de setembro de 1987. Junto com essas fitas, discos e CDs, acompanhava um folheto explicativo indicando aos disc jockeys, os comentários e a duração de cada segmento do programa.
Fonte: Wikededia

Em 1995, o King Biscuit Flower Hour virou um selo e lançou no mercado alguns CDs, mas nem todas as bandas e suas respectivas gravadoras liberavam os direitos para produção de um álbum e, a grande maioria desses shows, apareceu por aí através de selos ilegais, que faziam o registro da rádio transmissão. Muitos desses discos se tornaram clássicos da pirataria e são disputados a tapas pelos colecionadores, entre os quais este The Rolling Stones King Biscuit Flower Hour, que traz a histórica transmissão de 1987 mencionada no parágrafo acima. Este disco foi lançado por um selo alemão cuja capa era apenas a cópia de um papel batido a máquina (provavelmente uma cópia do folheto explicativo dirigido aos DJs). Em bom áudio, temos aqui o programa de rádio tal qual foi transmitido, com a apresentação de Bill Minkin, propagandas de marcas e recrutamento para o exército dos Estados Unidos. Tudo dividido em três blocos de shows diferentes: o primeiro em Chicago (1981), o segundo em Detroit (1978) e o terceiro em Bruxelas (1975).











The Rolling Stones - King Biscuit Flower Hour

The King Biscuit Flower Hour was a syndicated radio show presented by the D.I.R. Radio Network that featured concert performances by various rock ‘n’ roll artists. The program was broadcast weekly on Sunday nights from 1973 until 2007, although new programming ceased in 1993 and previous shows were repeated from that point. During its prime, the program was carried by more than 300 radio stations throughout the United States. The show’s name was derived from the influential blues radio show “King Biscuit Time”, which was sponsored by the King Biscuit Flour Co., and the hippie phrase “flower power”. The first show was broadcast on February 18, 1973 and featured Blood, Sweat & Tears, the Mahavishnu Orchestra, and Bruce Springsteen. The long-time host of the show until the mid ‘90s was Bill Minkin, whose velvet-smooth voice was the perfect blend of hipster enthusiasm and stoner casualness.

The concerts were usually recorded with a mobile recording truck, then mixed and edited for broadcast on the show within a few weeks. In the 1970s, the show was sent to participating radio stations on reel-to-reel tape. In 1980 D.I.R. began using the LP format, producing the show on a three-sided, two record set. The first show on compact disc was a live retrospective of The Rolling Stones broadcast on September 27, 1987. By the year 2000, King Biscuit was using CD-R media to distribute the show. These tapes, records or compact discs were accompanied by a cue sheet which gave the disc jockey a written guideline of the content and length of each segment of the program.

From: Wikipedia

This is ripped from the FIRST EVER KBFH produced D.I.R. CD. All KBFH releases before this were on reel-to-reel tape & then vinyl. As you may be aware the CD is split into 3 segements. Each segment includes commercial breaks. Eg Ford Motorcraft, Budweiser, U.S. Army recruitment. Each segment also of course includes the live performances, in excellent quality, as follows.




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sábado, 20 de setembro de 2008

NIGEL KENNEDY






O violinista britânico Nigel Kennedy (28 de dezembro de 1956, Brighton), é um músico de formação erudita e estudou no conceituado Yehudi Menuhin School, na Inglaterra, aonde foi aluno do próprio Yehudi Menuhin, e também na famosa Juilliard School, em New York, sob a tutela de Dorothy DeLay. Ou seja: passou pelas melhores escolas, estudando com os melhores professores da música clássica. Ficou famoso por suas interpretações de Vivaldi, e também por suas incursões em outros estilos musicais como o rock e o jazz. Atitude incentivada pelo amigo e também violinista, o francês Stephane Grappelli. "Ele me deu a esperança de sobreviver do violino, sem ter necessariamente de tocar numa orquestra. Descobri que fazer música pode ser algo divertido e, ainda, que posso ser pago por isso", afirmou Kennedy. Obviamente essas aventuras do violinista são vista com maus olhares pelos puristas e críticos especializados em música clássica. Mas para as pessoas de mente aberta são magníficos exemplos de que a música de um mestre violinista não precisa ser totalmente erudita, chata, cheia de teias de aranha, não carece de rótulos, nem estilos. Ela pode e deve ser moderna, vibrante e sintonizada com o seu tempo e o universo ao seu redor.

O problema é que, muitas vezes, as interpretações de musicistas clássicos para peças do pop, rock e jazz, acabam soando meio piegas e são um tanto quanto chatas. Felizmente este não é o caso de Nigel Kennedy, que no seu disco em homenagem a Jimi Hendrix, The Kennedy Experience, transforma os hits blues-rock psicodélicos do gênio da guitarra em maravilhosas obras de rock sinfônicos, algumas ficaram até mesmo irreconhecíveis, como “Little Wing”, que ao ouvinte menos atento poderia tranqüilamente passar por uma música clássica. Também estou postando aqui a apresentação do Nigel Kennedy Quintet, realizada no Royal Albert Hall de Londres, em 19 de julho deste ano, contando com a participação especial de Jeff Beck. Um trabalho voltado para o jazz, que demonstra bem como Kennedy passeia com maestria por diferentes estilos. A última música desse disco é uma versão um pouco diferente da “Third Stone From The Sun” encontrada no The Kennedy Experience. Interessante ouvir as duas para sentir as diferentes formas de interpretação do mesmo tema.

Abaixo segue a crítica de Arnaldo Cohen, publicada na revista Veja em 5 de setembro, 1999, por ocasião do lançamento de The Kennedy Experience:

"O violinista Nigel Kennedy é um drogado, bêbado, que vomita em quartos de hotéis, trata seus empregados como escravos e vive no meio de tanta sujeira que lesmas caminham pelas paredes de sua cozinha." Essas acusações, publicadas no mês passado pelo tablóide londrino Daily Mail, foram feitas por Emma Jones, uma ex-secretária de Kennedy. "Sou grato por qualquer contribuição que divulgue meu trabalho", respondeu o músico, bem-humorado. Na verdade, o episódio acabou ajudando a publicidade em torno do lançamento do último disco desse enfant terrible da música erudita, pelo selo Sony. Recém-chegado às prateleiras brasileiras, The Kennedy Experience representa mais uma diabrura musical do violinista britânico de 43 anos. Chocando os puristas, Kennedy pega carona no repertório e no universo mágico do célebre guitarrista americano Jimi Hendrix, morto em 1970.

"As pessoas podem dizer, se quiserem, que sou um violinista clássico. Mas eu me considero um artista que faz música e não somente parte dela", disse Kennedy, ao embarcar no projeto The Kennedy Experience. O nome é uma homenagem ao trio The Jimi Hendrix Experience, formado em 1966 por Hendrix, o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell. Refinamento e ingenuidade caminham de mãos dadas nesse CD, que mais parece uma colcha de retalhos musical. Os excelentes instrumentistas, por meio de experiências sonoras nem sempre felizes, alternam momentos de alta tensão musical e rítmica com tramas harmônicas e melódicas que beiram o amadorismo. O caos do mundo hendrixiano foi magnificamente capturado na alucinante Purple Haze, um dos melhores momentos do CD. Esse não é um disco para quem gosta somente de música clássica, mas sobretudo para os interessados na discussão sobre o destino da música, seja ela clássica ou popular.

Numa sociedade com muita informação e, paradoxalmente, pouco autocrítica, o popular parece confundir-se com o clássico. Não é crime um grande cantor lírico usar esporadicamente o Sole Mio para engordar sua conta bancária. O problema só existe quando a qualidade artística desaba. É o caso de muitos instrumentistas e cantores de segunda, explorados por cafetões culturais e endeusados pela mídia. Quem são eles? A violinista cingapuriana Vanessa Mae é um exemplo clássico: pernas bonitas e técnica medíocre. Se perguntarmos a um adolescente quem é o melhor violinista do mundo, a resposta será certamente Vanessa Mae, e não o israelense Itzhak Perlman. Isso porque Vanessa já esteve no Domingão do Faustão. Itzhak, não.


Fontes: Arnaldocohen.com, Wikepedia.





NIGEL KENNEDY






Kennedy's birth father, John Kennedy, was a member of Sir Thomas Beecham's Royal Philharmonic Orchestra, and John's father was the Australian cellist Lauri Kennedy, who played with Fritz Kreisler, amongst many others.[1]He has about 30 close relatives in Australia, whom he visits whenever he tours Australia. A boy prodigy, as a 10-year-old Kennedy would pick out Fats Waller tunes on the piano after hearing his stepfather's jazz records. A pupil at the Yehudi Menuhin School under Yehudi Menuhin himself, Kennedy later studied at the Juilliard School in New York under Dorothy DeLay.

At the age of 16, Stéphane Grappelli invited Kennedy to appear with him at New York's Carnegie Hall, under the threat from his teachers at the Juilliard that it would ruin his classical career. He made his recording debut in 1984 with the Elgar Violin Concerto, but most know Kennedy through the version of Vivaldi's The Four Seasons which he recorded in 1989 with the English Chamber Orchestra. The release sold over 2 million copies and earned a place in the Guinness Book of Records as the then best-selling classical work ever. The album remained top of the UK classical charts for over a year with sales equivalent to one copy sold every 30 seconds of every day time. He has also performed and recorded most of the major violin concerti.

After numerous performances for The Prince's Trust, the Royal Variety Performance and private performances at St James Palace and Buckingham Palace, he released his biography Always Playing in 1991. He then took the controversial and highly publicised decision to withdraw completely from public performance, but made a triumphant return to the international concert platform to critical acclaim five years later. In 1997, Kennedy received an award for Outstanding Contribution to British Music at the BRIT Awards, and in 2001 received the 'Male Artist of the Year' award.

In 1999 Sony Classical released The Kennedy Experience, which featured improvisational recordings of Jimi Hendrix compositions. According to a BBC interview with Kennedy, the violinist stated that the recording is "an album of music inspired by Jimi Hendrix. It is an extended instrumental work in six movements, each movement a classical interpretation of a Hendrix song". On the recording, Kennedy is accompanied by seven other musicians, and the lineup includes two cellos, an oboe, two guitars, a Dobro, flute, and double bass. With cellist Lynn Harrell, he has recorded an album of duets.

In late 2005, Kennedy went to New York to record his first 'proper' jazz album for the jazz label Blue Note Records. Other musicians on the album were the Miles Davis alumnus Ron Carter on double bass, Jack DeJohnette on drums; and saxophonist Joe Lovano. Kennedy has since stated that "from now on, at least 50 per cent of my endeavour is going to be in the jazz field". He has also recorded The Doors Concerto (with Jaz Coleman), a violin based orchestral version of many Doors songs, including Strange Days, LA Woman, The End, and Riders On The Storm. He has recently been exploring Polish music with the Polish jazz band Kroke.

The Polish jazz band consists of musicians "who have been knocking around with Kennedy for five years. I ask how he selected them. As with most things in his life, what seems on the surface to be random turns out to be carefully considered. 'I met them all separately at jam sessions in the jazz club near where I live in Cracow,' he says. "I thought: that’s the drummer I want, that’s the bass player, and so on. They’ve all got their own projects. On 27 November 2000, Kennedy joined rock group The Who at the Royal Albert Hall to play the violin solo on the classic song "Baba O'Riley". The recording can be found on the album Live at the Royal Albert Hall, which was released three years later. Kennedy has played on several tracks by British singer/songwriter Kate Bush, who was a guest on Kennedy's episode of This Is Your Life. Kennedy recently performed Elgar's Violin Concerto at the 2008 BBC Proms, after a 21 year absence, on 19 July 2008. He also plays the viola, and has recorded Sir William Walton's Viola Concerto

From: Wikepedia.



The Kennedy Experience[*]



Nigel Kennedy whit Jeff Beck[*]


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ten Years After - The Reunion Tours [1998]




Este disco eu encontrei num blog chamado Collectors-Only cujo dono se diz morar no Vietnã, mas faz as resenhas em francês. De modo que, vai lá se saber de onde vem o bacuri! O certo é que o cara gosta muito de Ten Years After e Rolling Stones, então quem tiver a mesma afinidade vai gostar de conhecer o blog. The Reunion Tours, é provavelmente um bootleg caseiro, talvez confeccionado pelo nosso amigo do Collectors-Only, mas com uma seleção muito bem elaborada e com áudio de primeira qualidade, apesar da variação no volume. O disco traz músicas de shows realizados na Europa e Estados Unidos entre 1988 e 1990, quando o grupo fez uma série de apresentações revivendo a formação original. Atualmente a banda voltou às atividades, mas sem Alvin Lee e com Joe Gooch como substituto. Gooch não está se saindo mal, mas com todo respeito, Ten Yars After sem Alvin Lee, seria o mesmo que Rolling Stones sem Mick Jagger.




Ten Years After - The Reunion Tours


Only available on bootlegs, so if you’re collecting add it to your collection as a novelty item. It’s nothing more and it’s better than nothing. The quality is much better than Ten Years Later by a long shot. Ten Years After doing Ten Years After, the swan song of all swan songs. Introduction by Carter Allen, Boston Radio Show Host / Personality. Song List Includes: Rock and Roll Music To The World 4:35, I Woke Up This Morning 3:55, Hear Me Callin’5:15, Good Morning Little School Girl 7:00, I Can’t Keep From Crying Sometimes 17:35, Slow Blues In C 6:00, Choo Choo Mama 3:25 Going To Chicago 3:30, Love Like A Man 5:20 Victim Of Circumstance 5:15, I’m Going Home 11:35
From http://www.alvinlee.de/persbootleg2.htm

Qualité du CD : absolument incroyable ! ! ! ! Mieux que mieux. Je serais curieux de savoir d'où viennent les bandes ? ? C'est parfait. Mieux que l'officiel "Recorded Live" et aussi bien que le récent "Live at the Fillmore West". Un must. Et puis quelle pêche ! Content qu'ils étaient de rejouer ensemble ! Un (le ?) des meilleurs pirates à ma connaissance.
Commentaires de Patrick Bellier



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