segunda-feira, 30 de julho de 2007

Paul McCartney & Wings - The Nashville Sessions [1974]



Wings em 1974 - Linda & Paul McCartney, Geoff Britton, Denny Laine, Jimmy McCulloch (sentado)




A história do The Nashville Sessions teve início logo após a gravação de um disco desconhecido, até mesmo por alguns dos fãs de Paul. Foi no início de 1974 quando o escocês Jimmy McCulloch (ex Thunderclap Newman e Stone the Crows, um grande guitarrista que faleceu precocemente vítima de uma overdose de heroína em 1979) entrou para os Wings que eles gravaram esse “atípico” álbum que pouca gente conheceu: McGear. Você já ouviu? Na verdade, não era um trabalho do Paul, mas sim de Mike McGear cujo nome de batismo é Peter Michael McCartney, irmão mais novo de Paul McCartney, que contou com a participação integral dos Wings em seu segundo e último disco, pois depois desse, Mike nunca mais lançou nada. Logo após isso, Geoff Britton assume as baquetas do grupo para fazer sua primeira gravação em Nashville, a meca da country music nos EUA, onde a banda se instalou na fazenda do compositor Curly Putman Junior para produzir o compacto "Junior's Farm", que trazia no lado B "Sally G". Essas músicas nunca foram lançadas em álbum e o single foi o último lançamento deles pela Apple Records. Durante essas gravações, que ficaram conhecidas como The Nashville Sessions, eles receberam a visita de Chet Atkins e Floyd Cramer (grandes nomes do country) com os quais gravaram "Walking in the Park with Eloise," uma canção escrita há anos atrás por James McCartney pai de Paul. As sessões ainda renderam o registro de “Proud Mum” e "Send Me the Heart" esta última de autoria de Laine/McCartney, que só seria lançada oficialmente em 1980 no disco Japanese Tears, de Denny Laine. Outra música gravada em Nashville que ficou no baú por um bom tempo foi “Bridge Over The River Suíte” que só apareceria em 1990 como faixa bônus do CD Wings at the Speed of Sound. “Hey Diddle” é confirmada pelo Bootleg Zone como parte das Nashville Sessions, apesar de uma outra fonte ter apontado que esta música faz parte das sessões de gravação do álbum Ram, em fevereiro de 1970, nada impede que eles a tenham gravado também na terra da country music. As outras músicas deste bootleg não têm relação com o que aconteceu em Nashville. Segundo a contracapa, elas foram descobertas recentemente em uma revista de áudio tapes e seriam usadas na trilha de um filme não realizado que se chamaria One Hand Clapping. Algumas têm comentários do Paul and Wings sobre os arranjos e detalhes da gravação. Para finalizar, por minha conta e risco, resolvi incluir duas faixas do disco McGear: “Givin'Grease A Ride” e “What Do We Really Know”, pois já que eu toquei no assunto, seria uma sacanagem não mostrar alguma coisa, principalmente porque o disco não é nada mal.
-> fontes: All Music Guide, Bootleg Zone, Paul McCartney's sessions e Wikipedia.






Paul McCartney - The Nashville Sessions

After Band on the Run, Jimmy McCulloch, former lead guitarist in Thunderclap Newman and Stone the Crows, joined the band. The first Wings project with McCulloch was McGear, a 1974 collaboration between Paul and his younger brother Mike McGear, with session musician Gerry Conway playing drums. Warner Bros. Records chose not to play up the "Wings" angle in its marketing for McGear, and the album sold poorly. However, the sessions also generated a single credited to McGear's group The Scaffold, "Liverpool Lou", which became a top-10 hit in the U.K. Shortly thereafter, Geoff Britton was added to Wings on drums, and the first recording session with the full lineup was held in Nashville, where the band stayed at the rural farm of songwriter Curly Putman Jr.[11] The trip was memorialized in the 1974 non-album single "Junior's Farm", backed with a straight country track entitled "Sally G", the group's last release on Apple Records. During these sessions, Wings (with guest musicians Chet Atkins and Floyd Cramer) recorded a single that was attributed to "The Country Hams" entitled "Walking in the Park with Eloise," a song written years before by Paul's father James.[11] Also, a Laine/McCartney song ("Send Me the Heart") was recorded but not released until Laine's Japanese Tears.
-> From
Wikipedia.





Paul McCartney & Wings - The Nashville Sessions 1
Paul McCartney & Wings - The Nashville Sessions 2

10 comentários:

Anônimo disse...

Thank you for this great find!

Roderick Verden disse...

Caro Woody, perdão pela ignorância, mas o irmão de Paul toca, ou canta no disco? Estou baixando o disco. Tenho 13(incluindo uns 6 com o Wings) do Paul MacCartney). Dizem que o guitarrista Jimmy Mclouch, que além de compor(muito bem), também cantava levou uma surra de um dos bateristas que participaram do Wings. Há pouco tempo, vi, não me lembro mais se foi um clip, ou alguma matéria na qual aparecia a Linda MacCartney junto com Paul, nos bons tempos do Wings, tempos que muitos de nós não davam valor. O casal transmitia uma alegria enorme; e os cr´ticos malhavam(não só os críticos), ridicularizavam... Sei que ao ver a Linda, que eu próprio chamava de feia, me bateu uma angustia, uma saudade... Perdão, acho que stou envelhecendo.

Roderick Verden disse...

E que canalha eu sou, Woody, pois esqueci de te agradecer por essa raridade do "careta" Paul MacCartney. Algumas músicas, como "send me the heart..." eu já conhecia de um vinil pirata. Foi prazeroso demais voltar a escutar "Live and let die"... Agora, das antigonas de Paul, só falta "Mary Had a little Lamb". Muito obrigado e tudo de bo!

woody disse...

Roderick,
O irmão do Paul cantava, ele não faz parte da gravação de Nashville Sessions eu coloquei duas músicas lá por minha conta e também fiz um aplique no photoshop para aparecer na capa, ou melhor, na contra-capa o nome das duas faixas do irmão do Paul (as duas últimas). Quanto ao McCulloch, o cara sabia mesmo tocar uma guitarra, se duvidar basta ouvir o álbum triplo Wings Over America(1976), onde ele ainda reveza o baixo com o Paul, para se ter certeza. Jimmy ainda manda muito bem no Ontinuous Performance do Stone the Crows que volta e meia aparece nos blogs, faça uma busca e vc o encontrará sem muita dificuldade.
Também acho que havia um certo preconceito com o Wings por não ser mais Beatles e também porque o John Lennon teve boa participação em construir essa imagem de "careta" do Paul, pois em toda oportunidade ele metia o pau no cara. Isso não impediu a banda de ser a mais bem paga do rock em sua época, e olha que nos anos 70, tínhamos muita gente boa fazendo shows como Led Zeppelin, Rolling Stones (em sua melhor fase), Deep Purple, e por aí vai... Apesar do céticos Paul McCartney and Wings era do caralho, rock'n'roll da melhor qualidade e desafio qualquer um que diga o contrário! Afinal, o cara é um Beatles e isso basta até pro Ringo!

mocho disse...

good this one , Woody .

mocho.

Creedance Kiddo disse...

Woody, eu tenho esse disco McGear, em vinil, comprado a muitas decadas atrás. Sempre o considerei como o disco dos Wings de 1974 (Band On The Run é de 73 e Venus & Mars de 75) com cantor convidado. Músicas como Simply Love You e Rainbow Lady são típicas baladas adoçicadas de Paul, enquanto What Do We Really Know (parte final e Ginvin' Grease A Ride, são bem mais roqueiros e acho melhor. Embora não da pra elogiar muito o maninho Mike como vocalista, gostaria de ter todos os discos lançados por ele antes deste, pois em praticamente todos Paul McCartney e uma "amigos" participam. E por amigos, quero dizer The Jimi Hendrix Experience, John Mayall, Dave Mason, Graham Nash, Zoot Money, Paul Samuel-Smith e muita gente boa mais. Todos participam do disco McGough & McGear lançado em abril de 1968. E já que estamos aqui entre Beatlemaniacos, detalhe inutil numero um: Roger McGough casou com Thelma Pickles, a ex-namorada do John Lennon famosa pela frase "Don't blame me that your mother's dead" após de um ataque verbal gratuito de Lennon a ela em um bar.
Voltando a vaca fria, queria corrigir a percepção de que Mike McGear nunca mais gravou nada mais depois deste disco. Na verdade, depois do album McGear, Mike gravou o álbum Sold Out em 75, último de sua banda The Scaffolds. Lançou um compacto simples em 76 chamado Do Nothing All Day e junto com ex-integrantes do Bonzo Dog Doo Dah Band, forma o grupo Grimms, lançando mais alguns compactos naquele ano (Grimms formado em 73, lançou dois albuns com Mike, porem sem irmão Paul).
Em 77 lança um compacto com Paul McCartney chamado Knocking Down Walls of Ignorance. Seu último compacto conhecido foi lançado em 1981, No La Dar Di Dar Is Lady Di. Em 1996 ele participou de uma gravação em benefício aos sem teto de Liverpool chamado Take It Into Your Heart. Como podem ver, ele continuou occupado depois do disco McGear. Mike é autor de vários livros desde a década de oitenta.
Quanto ao Nashville Sessions, tenho algumas coisas destas sessões, mais estou aproveitando o seu blog para baixar esta preciosidade. Obrigado por disponibilizar este material para todos. Grande abraço e parabens pelo ótimo blog, que me atraiu tambem pelo fato de darem preferencia ao Sharebee. Opção esperta e da qual faço questão de agradecer. Grande abraço.
- Creedance

woody disse...

Creedance,
tu tá mesmo interado sobre a vida do McGear, confesso que não sou um especialista no assunto, mas conferi no All Music Guide e lá só consta Woman (1972), e McGear (74). No entando o AMG é referente ao mercado americano e não inclui discos lançados fora dos EUA. Por isso mesmo suas informações vieram a calhar tornando esse post mais rico. Muito obrigado pelos seus comentários, esse é o espírito que eu procurava encontrar qdo resolví criar este blog, debater, comentar e trocar informações musicais e não simplesmente encher de discos sem nenhum propósito.

Apareça sempre!
Abraço,
WOODY

Creedance Kiddo disse...

Woody, meu camarada, não é isso não. Se você entrar no AMG (All Music Guide) e colocar Scaffold, vai aparecer mais informação. Conheço Mike McGear porque sou mesmo um tremendo BEATLEMANIACO com todas as letras maiúsculas. Mas queria mesmo é comentar sobre o Nashville Tapes que já baixei e ouvi.

The Nashville Sessions foram realizados no Sound Shop Studios em Nashville, Tennessee, EUA entre aproximadamente 17 de junho (data que Wings deixa Londres) e 17 de julho (dia que Wings aterrisa em Londres). Que eu saiba, o que foi gravado neste período foi Junior's Farm, Sally G, Walking In The Park With Eloise, Bridge Over The River Suite, Hey Diddle, Send Me The Heart, Proud Mum, Wide Praire e alguns demos de coisas que apareceriam mais tarde no Venus & Mars. Paul neste período também produz o álbum Let's Love da cantora country Peggy Lee. Portanto, com excessão de uma música, o material gravado em Nashville está todo aí.

As demais faixas trata-se de sessões realizadas nos studios de Abbey Road, por conta de um filme no melhor estilo Let It Be, que se chamaria One Hand Clapping. Gravado em 15 de Agosto de 1974. Infelizmente para estas sessões, está faltando mais coisas. Segundo os meus dados, teria sido filmado Wings tocando Let Me Roll It, Suicide, Take It Away, I'll Give You A Ring, medley Wild Life/Hi Hi Hi, medley Little Woman Love/C Moon, mais os covers de Baby Face e Billy Don't Be A Hero. O saxofonista é o também Liverpudiano(?!) Howie Casey.
Espero ter contribuido. Até...

Creedance Kiddo disse...

PS
Walking In The Park With Eloise sozinho vale o disco. Esta composição não é do Paul McCartney. É do seu pai, James McCartney, que segundo consta, ficou muito emocionado quando o filho mostrou a gravação.

woody disse...

"Walking in the Park with Eloise" é ótima, creio que já tinha dito no meu texto que era do Macca pai, mas o fato de ter Chet Atkins na guitarra para mim conta muito, embora eu não seja lá um fã de country music gosto do Chet pela sua incrível técnica, ele domina o instrumento como poucos e possui grande senso harmônico, um cara desses tocando com o Paul (outro que é "fraco" em harmonia) não podia deixar de sair coisa boa né?
Quanto ao Hand Clapping, se vc olhar uns posts acima vai encontrar o disco Rough Notes que
abre com Paul McCartney & Wings interpretando “Band On The Run”, que Paul apresenta como "Hand On The Buns”, versão utilizada no filme.

Abraço,
WOODY