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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Martinez - Martinez [2009]



Esta é uma banda fundada pelo meu amigo guitarrista Rafael Martinez em 2008 e por isso alguém pode até pensar: só está aqui porque é um camarada dando uma força para outro. O que não deixa de ser verdade. Afinal, se a gente não puder contar com a ajuda dos amigos, vai contar com ajuda de quem? Dos inimigos?  Mas engana-se quem acha que este é o principal motivo. Estão postados aqui porque fazem um som de primeiríssima qualidade deixando muita bandinha gringa no chinelo. Infelizmente na “terra brasilis” as coisas não são nada fáceis para quem escolhe trilhar pelos caminhos da música instrumental.







Rafael iniciou o projeto em 2003, juntamente com Nandinho Thomaz na bateria e Daniel Xingu no baixo. Em 2007, incorporou a cozinha original, e no mesmo ano formou o atual quarteto, com o vibrafonista Beto Montag. O som é definido por eles como uma fusão de jazz, funk, gipsy, boogaloo e rock. As referências são variadas e vão desde Wes Montgomery, Grant Green, John Scofield, Herbie Hancock, Eumir Deodato, Miles Davis, Kenny Burrell, Jimi Hendrix, Frank Zappa, Jeff Beck até o rock experimental dos grupos Radiohead, Can e Tortoise.






A primeira faixa do disco, “Emanuelle” tem uma pegada mood extremamente agradável com fraseados de guitarra a la Wes Montgomery. Já “50 Reais”, a segunda faixa, mantém essa maciota, mas numa levada mais funk, uma característica marcante do grupo. Depois vem “Chinês de Bicicleta” e o clima mood, dá lugar a um animado boogaloo daqueles de fazer a gente ficar batendo o pezinho.  Enfim, é disco para se ouvir de cabo a rabo sem cair no marasmo, a única coisa ruim é ser curto, apenas 37 minutos, deixando um gostinho de quero mais. O álbum é a consolidação de seis anos de entrosamento e experimentações musicais. O novo disco, intitulado 2012, está sendo lançado este ano.






Para assistir uma apresentação do Martinez é só ficar antenado nos espaços de música alternativa de São Paulo, eles costumam tocar no SESC, em alguns projetos da Trama, e bares como Tapas e Bar B. O repertório dos shows, além das músicas que estão nos CDs, é completado com releituras jazzísticas de clássicos do cancioneiro nacional e internacional.  Apesar dos registros em CD, a apresentação ao vivo continua sendo única, graças à maestria e liberdade de improvisação de cada músico integrante do conjunto e de seus convidados especiais. Um exemplo disso é a releitura que a banda faz da obra clássica de Richard Strauss “Also Sprach Zarathustra”.


Martinez - Martinez [2009]


Founded by guitarist Rafael Martinez in 2008, the band features Bob Montag, on vibraphone, marimba and percussion, Daniel Xingu, on bass, and Nandinho Thomas on drums. The quartet's sound is a fusion of jazz, funk, gypsy, rock and boogaloo. The show's repertoire brings issues by Rafael Martinez, complete with classic jazz reinterpretations and Brazilian music. This album is the consolidation of six years of experience and the references are varied from Wes Montgomery, Grant Green, John Scofield, HerbieHancock, Eumir Deodato, Miles Davis, Kenny Burrell, Jimi Hendrix, Frank Zappa, JeffBeck to the experimental rock group Radiohead, Can and Tortoise.




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Esta Sexta Tem Periscópio no Next!






Jazz - Bossa - Funk
Música Instruental

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Jeff Massanari - Goovework [2006]






Hahah! Quando todos pensavam que a pá de cal jaz sobre minha carcaça, aqui estou eu de volta. Prova cabal de que coisa ruim não morre fácil. O estopim desse retorno foi o disco Groovework, de um guitarrista praticamente desconhecido chamado Jeff Massanari. Curti tanto o disco que deu uma vontade enorme de postar e mostrar para a galera o som legal que esse músico faz. Vocês precisam ouvir isso.

Cara, não é todo dia que se vê um guitarrista de jazz saindo de uma comunidade Amish. Como!?!? O que foi meu amigo? Naaaaão meu irmão! Amish não são amigos em italiano. Isso seria amici. Lembra daquele filme? Amici Miei do Mario Monicelli, aliás um filmaço pra lá de hilário, que por aqui passou como Meus Caros Amigos? Pois é! Amish é um grupo religioso cristão anabatista (protestante que defende o batismo somente na idade adulta) baseado principalmente nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis. Guitarra elétrica então, nem pensar! Foi por isso que eu disse ser difícil ver um guitarrista de jazz numa comunidade dessas. Mas foi justamente no seio dessa sociedade que saiu o nosso amigo Massanari, um cara com amplo domínio do seu instrumento, que ao invés de seguir os passos de seus pais e irmãos, acabou trilhando por um caminho muito diferente, quando aos 9 anos de idade um capricho do destino acabou levando-o para Washington DC. Exposto a cena musical daquela cidade, Jeff se apaixonou por música, arranjou uma guitarra e aos 13 começou a tocar. Primeiramente focado em rock e blues, mas tudo mudou depois que um amigo o apresentou a uma gravação de “Inner Mounting Flame” da Mahavishnu Orchestra. Desde as primeiras notas Jeff ficou contaminado pelo jazz, e aos 17 anos já tocava e ensinava jazz e blues pela cidade.

Sua paixão pelo jazz o levou de Washington para Boston, onde ele se matriculou na renomada Berklee School of Music e depois de estudar técnica e composição, Jeff se mudou para a área da baia de San Francisco, rapidamente se tornando um guitarrista popular no pedaço, sendo solicitado por músicos como, Paula West, Brenda Boykin, Nicholas Beard, Kenny Washington, Pamela Rose, Wally Schnalle, Jeff Pittson, Charles McNeil e Jeff Chambers. Gente não muito conhecida por aqui, mas lá nas paragens de San Francisco esses nomes são do primeiro time. Além de tocar com esse povo todo Jeff montou seus próprios grupos e toca regularmente com o Nocturne Johnny Band, The Ensemble Murasaki, Swing Fever e com outros músicos de jazz, blues e gêneros variados. O cara tem passagem por eventos e locais importantes como: Yoshi’s International Jazz House, Pearl’s, Davies Symphony Hall, San Jose Jazz Festival, Fillmore Jazz Festival, North Beach Jazz Festival, The Sausalito Arts Festival. Internacionalmente falando já esteve na Finlândia, Japão, Suécia, Itália e outros picos.

Os quatro primeiros CDs de Jeff foram muito bem recebidos pela crítica especializada e elogiados por guitarristas respeitados como Mike Stern e Eric Johnson. São trabalhos que seguem uma linha mais tradicional, tipo standards e essas coisas. Mas o disco postado aqui, Groovework, quinto lançamento do guitarrista, foi o que me ganhou. Como se pode notar pelo nome, a linha seguida é um pouco diferente dos trabalhos anteriores, tendendo para o groove. Para quem não sabe, groove é uma pulsação rítmica cheia de swing e muito comum na funk music, aquela do James Brown e Cia. e não da baixaria carioca. Na verdade, o groove pode estar presente em diferentes estilos musicais, mas no meio jazzístico o termo se refere a música e músicos que ao invés de seguirem pelo improviso, preferem tocar algo menos complicado e mais swingado do tipo que da vontade de dançar. Alguns jazzistas famosos nesse estilo são: o guitarrista Grant Green, o organista Jimmy Smith e o saxofonista King Curtis. Se nenhum desses nomes foi suficiente para te dar uma boa idéia do tipo de música que estou falando, lembre então da clássica “Cantaloupe Island” de Herbie Hanckock, que ganhou uma versão hip-hop do grupo US3 e tocou nas rádios até enjoar. Lembrou? Pois então, isso é groove! Não Lembrou? Bueno... Nesse caso o melhor a fazer é baixar o Groovework e ouvir atentamente, é uma verdadeira aula de groove e boa música, um jazz funkeado daqueles que fazem a gente bater o pé e estalar os dedos!
Fonte: MySpace



Jeff Massanari - Goovework [2006]






When you think of the Amish countryside, jazz guitar rarely comes to mind. But thats where you'll find San Francisco Bay Area based jazz guitarist Jeff Massanari's roots firmly placed! Jeff was born in the town of Goshen, Indiana and could have easily followed in the footsteps of his father and brothers with a career in academia, but an unexpected move to Washington DC at age 9 led Jeff down a very different path. Exposed to the vibrant music scene of Washington, DC, Jeff sought out the guitar and began playing at age 13. First focusing on blues and rock that was all to change when a friend brought over a recording of John McLaughlin's "Inner Mounting Flame". From the first note Jeff was hooked on jazz. By the time he was 17 he was performing and teaching jazz and blues in the Washington DC area. Jeff's love of jazz took him from DC to Boston's Berklee School of Music. After studying performance and composition, Jeff moved to the San Francisco Bay Area and quickly became one of the most in-demand guitarists.

Jeff has performed with many of the San Francisco Bay Area’s premier artists including vocalists, Paula West, Brenda Boykin, Denise Perrier, Nicholas Beard, Kenny Washington and Pamela Rose. Instrumentalists Wally Schnalle, Jeff Pittson, Charles McNeil, Vince Lateano ,and Jeff Chambers. In addition to performing with his own groups, Jeff regularly plays with The Johnny Nocturne Band, The Murasaki Ensemble, Swing Fever and countless other musicians in the Jazz, Blues, and World music genres. Jeff has performed at Yoshi’s international Jazz House, Pearl’s, Davies Symphony Hall, national festivals including, San Jose Jazz Festival, Fillmore Jazz Festival, North Beach Jazz Festival, The Sausalito Arts Festival. internationally Jeff has performed in Japan, Sweden, Finland, Guam, and Italy at the Umbria Jazz Festival. Jeff's original compositions have been featured on network television with the Patagonia “Save the Oceans” campaign and on a “Key Bell” commercial playing on Lifetime and BET. Jeff was also featured on an Apple video at a Macworld convention.

Jeff’s first four CD’s received excellent reviews in Guitar Player Magazine, Cadence, and kudo's from such respected players as Mike Stern and Eric Johnson. He has just finished recording his fifth CD ”Groovework” an all original Jazz-Funk project featuring Wally Schnalle on drums, Jeff Pittson on keys, with Brad Russell and Jason Muscat on bass. “groovework” is available on CDBABY.com!Jeff has taught at U.C. Berkeley, The Jazz School, Jazz Camp West, Bruce Forman’s Jazzmaster series, and Blue Bear Music School.
From: MySpace




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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Compost - Life Is Round [1973]




Excelente banda do início dos anos 70 que reúne dois grandes bateristas em seu elenco: Jack DeJohnette e Bob Moses. O primeiro ganhou notoriedade tocando com Bill Evans e Miles Davis, e Moses quando tocou com Rolnad Kirk e no Gary Burton's Quartet. Depois disso, ambos já acompanharam meio mundo do jazz e são nomes respeitadíssimos nessa esfera. Além dos tambores, os dois também tocam teclados e dividiam essa função no Compost. O grupo ainda conta com a percussão de Jumma Santos, mais um que tocou com Miles Davis, o que deixa evidente que a sessão rítmica da banda é realmente poderosa. O som é uma mistura de jazz, funk e soul com uma pitada latina vinda percussão de Jumma. O escrete ainda reunia Harold Vick (Grant Green, Jack McDuff, Nat Adderley, Dizzy Gillespie...) e o baixista Jack Gregg. O Compost não teve uma vida longa, durou uns três anos (1971 – 1973) e gravou três disco. Life Is Round foi o terceiro álbum e é o meu favorito. Um disco que agrada não somente aos jazzistas, mas também quem curte funk e soul music dos anos 70.






Compost - Life Is Round

This album was released in 1973 on Columbia Records, this all-star band consists of Bob Moses, Harold Vick, Jumma Santos, Jack Gregg and Jack De Johnette, plus friends Roland Prince, Ed Finney, Jeanne Lee and Lou Courntey. The Compost ensemble was formed, to quote Jack DeJohnette, as a co-operative band comprised of a group of people who are all versatile and whose egos are directed into positive channels, thereby overcoming the old leadership-versus-sidemen problem. This mission produced only three albums. While the self-titled debut never achieves much of a trajectory, some of the grooves on Life Is Round are nicely refracted esp. the Harold Vick cuts, “Seventh Period” and “The Ripper”. Lou Courtney even makes an appearance, adding vocals to a tidy song about outer space.
From curved-air.com



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