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sexta-feira, 9 de maio de 2008

DEAD COMBO



O Dead Combo é um duo português de visual sinistro (parecem dois papa-defuntos) que produz uma música arraigada na tradição lusitana do fado, mas engana-se aquele que imagina melodias tipo Amália Rodrigues, pois Tó Trips (guitarras) e Pedro V. Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras) procuram usar essa música tradicional apenas como base do trabalho, mesclando-a com estilos distintos como a western music de Ennio Morricone, jazz, música africana, desert blues, rock, ritmos latinos e até erudito. Essa combinação resulta em uma sonoridade bastante agradável e calma (na maioria das vezes), como num estilo ambient ou lounge, mas há também momentos mais fortes em que o acústico se mescla ao elétrico se aproximando de um post rock, de maneira que este é um daqueles sons difíceis de classificar porque poderia se encaixar em vários estilos, mas ao mesmo tempo em nenhum deles! Normalmente nesses casos se usa o termo world music, mas eu particularmente, prefiro classificá-los como música instrumental portuguesa contemporânea, um rótulo extenso, mas que não dá margens a equívocos.

A história do duo começou em 2001, eles se conheceram em um concerto e ao final deste, Tó pediu uma carona para Pedro sem saber que ele não tinha carro, então ambos seguiram a pé e na conversa durante o trajeto veio a idéia de fazerem uma parceria para a gravação de um tributo a Carlos Paredes, considerado o maior gênio da guitarra portuguesa. O disco saiu em 2003, se chama Movimentos Perpétuos e além deles (que contribuíram com o tema “Paredes Ambience”) conta com a participação de vários outros intérpretes da música portuguesa. Em 2002, durante os ensaios visando esse trabalho, ambos sentiram que havia grande afinidade musical entre eles e decidiram dar continuidade a parceria denominando-a Dead Combo.

O disco de estréia, simploriamente chamado de Vol. 1, saiu em 2004 e foi muito bem acolhido pela crítica, que viu com bons olhos, ou melhor, ouviu com bons ouvidos a sonoridade inovadora da dupla, considerando-a uma das melhores revelações da música lusitana dos últimos tempos. Ainda nesse mesmo ano, eles compuseram a trilha sonora para o filme "Slightly Smaller Than Indiana" de Daniel Blaufuks.

Quando a Alma Não é Pequena Vol. 2, segundo álbum do Dead Combo, saiu em 2006, também foi bem recebido pela crítica e o título, emprestado de um poema de Fernando Pessoa, é bem apropriado porque neste álbum o duo mostra a grandeza de sua alma e ascende para novas perspectivas, não se restringindo às sonoridades obscuras e sinistras como no primeiro disco, abrindo uma paleta de cores em sua música. Para tanto, contam com o subsídio de ilustres convidados do cenário musical português como Paulo Furtado (WrayGunn, The Legendary Tiger Man), Sérgio Nascimento (Humanos, David Fonseca), Nuno Rafael (Humanos, Sérgio Godinho) e Peixe (Pluto), fazendo um trabalho mais elaborado, que se mantém dentro da proposta inicial, mas ao mesmo tempo se mostra aberto para explorar novas vertentes.

O mais recente CD do Dead Combo foi lançado agora, em 14 de Abril, sob o título de Lusitânia Playboys. Como no trabalho anterior, eles deixaram a melancolia um pouco mais distante (mas ainda presente) para fazer um álbum mais festivo, mais experimental, mais barroco. O disco também conta com a participação de músicos convidados e se destaca dos anteriores principalmente nos arranjos, cuidadosamente elaborados no intento de dar um pouco mais de vida à sonoridade, mas sem perder o contorno obscuro. "Talvez seja o disco mais barroco e ao mesmo tempo o mais experimental, no sentido de termos posto cordas, trompetes, e os convidados influenciaram mais no resultado final", disse o guitarrista Tó Trips em entrevista à agência Lusa.

Bem, não sou do tipo que disponibiliza discografias completas, mas neste caso estou abrindo uma exceção para que se possa sentir a evolução desse interessante duo português, que me foi apresentado pelo amigo Sergio, do blog Sergio Sônico. Me lembro que quando falei da minha intenção de postar o Dead Combo, ele comentou animado que seria fácil encontrar informações sobre a dupla já que falamos a mesma língua. Ledo engano! Porque, por incrível que pareça, a biografia deles está bem resumida por aí e o site oficial se encontra em estado de prontidão (standby). Pois é, muitas vezes encontro com muito mais facilidade informações sobre um intérprete nacional, ou português como neste caso, em língua inglesa do que no nosso idioma. Depois não sabem por que vivem dizendo por aí que este povo não tem memória! Mas enfim, fiz o melhor que pude para conseguir algumas informações relevantes sobre este importante representante da nova música lusitana e espero que eles agradem a vocês tanto quanto agradaram a mim.
Fontes -> Wikipédia - apArtes - MySpace - Rascunho - LUSA (Agência de Notícias de Portugal)



DEAD COMBO


Dead Combo is a Portuguese band formed in 2002/2003, mostly due to their featuring in a tribute album to the late Carlos Paredes, often considered one of the most brilliant Portuguese Guitar players ever. The album was called "Movimentos Perpétuos" and Dead Combo ended up having a part in it by playing a song called "Paredes Ambience". The band would officially form soon after.

Their debut album was out on 2004, entitled "Vol. I", and their music soon began to be the latest trademark of Portuguese indie/alternative sound, music, even culture. Their music mixes Portugal's very own Fado with "Western Spaghetti" Music, Jazz, General Alternative and World Music in a brilliant fusion of sounds solidly built together. Both their albums (the second being "Vol. II - Quando a alma não é pequena", released early 2006 through their own newly-founded publisher company "Dead & Company" in partnership with Universal Portugal) are very "visual", having strong musical references to the memoire of this kind of dark, cold and dirty, inspiring Lisbon that ceased to be, to the worlds of design, art, and, most of all, cinema. When listening, for instance, to Vol. I's "Um Homem Atravessa Lisboa Na Sua Querida Bicicleta" (A Man Rides His Dear Bicycle Through Lisbon) it's not hard to picture the man crossing the streets of this old Lisbon riding a bicycle.

Following this visual style of music, they made two official music video clips, one out of Vol. I's single "Cacto", the other, out of Vol. II's "Quando a alma não é pequena #1". Both these video clips can be seen whether on a music channel or on any video devoted website, such as YouTube. Their latest album was published in partnership with Universal Portugal due to Dead Combo's long ambition of making their music known beyond Portuguese borders, despite the fact they had already been interviewed in the website Indie Eye and that Charlie Gillett elected "Vol. I" as one of the best albums in 2004 and as album of the month in December 2005. He also included a track from "Vol. I" - "Rumbero", in his compilation "Sound of The World - 2005".
From Wikipedia, the free encyclopedia.





Dead Combo Vol.1 [2004]



Dead Combo Vol. 2 [2006]



Dead Combo - Lusitânia Playboys [2008]